Jundiaí é a primeira cidade do País a desenvolver uma campanha de conscientização do voto em uma eleição geral. A ação deve atingir 65 mil pessoas por meio de palestras, jogos e material impresso. O trabalho é feito pelos Amigos de Jundiaí, uma integração entre ONGs, voluntários e cidadãos anônimos, inspirado em projeto piloto da ONG Voto Consciente do Guarujá nas últimas eleições municipais.
Ontem, 40 integrantes se reuniram para acertar detalhes da multiplicação de informações e conhecer o jogo que vai ensinar crianças e adultos a calcularem o coeficiente eleitoral e partidário. Os integrantes também vão levar para associações comunitárias, igrejas, escolas e outros grupos sociais uma cartilha explicativa sobre a função de cada um dos representantes eleitos neste ano; e o papel do cidadão para fazer valer a sua escolha na urna.
O movimento Voto Consciente em Jundiaí informa que ações semelhantes são desenvolvidas em Cotia e na Baixada Santista. Jundiaí será a única cidade com atuação de grande abrangência e que receberá um impresso com o perfil de todos os candidatos da Região. O material foi financiado pela ONG nacional e deve atingir 60 mil pessoas. Os Amigos de Jundiaí têm a meta de realizar 100 palestras até outubro deste ano e, com elas, chegar diretamente a mais 5 mil moradores, eleitores ou não. Até agora, 20 encontros já foram realizados.
fonte: JJ. publicado em: 1/8/10
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Cassado, Bigardi abre comitê
O ex-deputado cassado por infedelidade partidária e candidato à Assembleia Legislativa, Pedro Bigardi (PCdoB), disse, ontem, querer ´virar a página´ sobre a cassação de seu mandato e focar agora 100% de suas atenções nas eleições. Mas não perdeu o otimismo. "Esta questão jurídica vai ficar com advogados. Temos chances de reverter, mas não vou mais tratar deste assunto. Até porque volto logo (à Assembleia)", declarou, ontem, durante inauguração de seu comitê, que atraso em uma hora.Segundo Bigardi, os dez ex-assessores parlamentares foram ´remanejados´ para trabalhar na campanha. Seu gabinete na Capital foi desfeito. "Se esse problema tivesse acontecido em janeiro, haveria prejuízo. Mas agora, quando a Assembleia esta praticamente parada por causa das eleições, não vejo prejuízo. Conseguimos dar encaminhamento aos pedidos de liberação de verba que faltam e os projetos apresentados já passaram por comissões." Bigardi ressaltou que ficaram pendentes pelo menos quatro verbas: para construção de quadras em Jundiaí; para ciclovia na cidade; para a Apae de Várzea; e para a compra de veículo adaptato à Mata Ciliar.
Independentemente de de voltar à cadeira de parlamentar, depois das eleições ele afirma que voltará a acompanhar de perto o andamento de seus projetos apresentados, como o de transformar a Serra do Japi em Parque Estadual. "Mantenho uma boa relação com o Barros Munhoz (presidente de Assembleia), sei que ele ajudará nos projetos."
Durante seu discurso aos militantes, Bigardi falou em "agressividade política" com o mandato, mas também vê motivação no trabalho de sua equipe. "Nas ruas, hoje, vi ainda mais apoio. A conversa, o trabalho de rua será o forte de nossa campanha, muito mais que a exibição de placas", declarou ele, que aproveitou também para fazer um balanço de seu mandato parlamentar. "Conseguimos verbas para entidades, como o Grendacc, e o trabalho por elas continuará forte no nosso próximo mandato."
O candidato a deputado federal Junior Aprillanti, que faz dobradinha com Bigardi na Campanha, repetiu o tom otimista e comparou a cassação do mandato às críticas ao "Big Brother". "Isso está parecendo "Big Brother: quanto mais nos colocam no paredão, mais ficamos fortalecidos", disse Aprillanti.
ANDRÉA LAVAGNINI
fonte: JJ. publicado em: 1/8/10
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Candidatos já confirmam início de ataques pessoais
Em evento realizado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Jundiaí, para que os candidatos a deputados estadual e federal se comprometam a fazer campanha limpa, o empresário Eduardo Palhares (PV), postulante à Câmara Federal, e o deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB), que busca a reeleição, afirmaram, no entanto, que os ataques pessoais já começaram. O lançamento da campanha ´Jundiaí com Eleições Limpas´ ocorreu na noite de ontem na sede da entidade. Dos 15 políticos da cidade que estão na corrida eleitoral, apenas dois não compareceram - Claudio Miranda (PSC), candidato a deputado estadual, e Antônio Pacheco (PPS), candidato a deputado federal.Miranda enviou representante. Diante da diretoria da OAB, os políticos assinaram um documento, onde prometeram respeitar a legislação eleitoral, evitar ações de corrupção e ataques pessoais aos adversários. "Apesar de a maioria assumir esse projeto, alguns acabam não indo até o fim com o compromisso. Além disso, já estão acontecendo ações que vão na contramão da proposta que assinamos. Nos últimos dias, pessoas distribuíram material na rua. Espero que os candidatos repensem e façam propostas", comentou Palhares.
O candidato preferiu não dar detalhes do conteúdo do material. Bigardi aproveitou que o empresário iniciou a discussão para comentar que já foi "vítima de ataques de adversários". "Começaram a surgir as coisas na madrugada. Eu mesmo já sofri. Mesmo com isso, eu pretendo não revidar", frisou. Segundo informações obtidas pelo JJ Regional, os materiais de ataques pessoais seriam informativos, de autoria não divulgada, que circularam pela cidade sobre a impugnação do registro de candidatura Bigardi, que já entrou com defesa para reverter a situação.
Moralidade - Para o presidente da 33ª Subsecção da OAB, Márcio Cozatti, é fundamental que a partir da assinatura do documento da campanha, os candidatos priorizem a ética. "A OAB é a voz da sociedade e vai atuar como observadora do processo eleitoral, ajudando o cidadão a votar com segurança e sabendo quem são os candidatos e qual é o comprometimento dele com a moralidade", destacou.
Além da assinatura dos compromissos, os candidatos tiveram que apresentar um plano de governo com propostas inclusive para a segurança, cadeias públicas da Região e para a instalação de uma Vara Federal e de uma unidade da Polícia Federal em Jundiaí. A maioria aproveitou para já entregar as propostas. Outros políticos ficaram de enviar posteriormente as suas ideias à entidade.
"Tudo será afixado na sede da entidade para que as pessoas vejam. Nós também cobraremos o cumprimento do que foi documentado", afirmou Cozatti. Essa é a segunda vez que a OAB-Jundiaí participa do processo eleitoral. Em 2008, uma campanha nos mesmos moldes foi desenvolvida com os postulantes a prefeito.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ. publicado em: 28/7/10
PRE-SP também pede impugnação de Eliseu
O sindicalista Eliseu Silva Costa (PT), postulante à Assembleia Legislativa, também teve o pedido de registro de candidatura impugnado pela Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP). A informação constou ontem no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O político é o oitavo de Jundiaí a aparecer na lista de 'impugnados'. Eliseu diz que vai tomar providências para reverter a situação. Segundo o parecer da PRE-SP, o presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí teve o registro impugnado por não ter apresentado certidões criminais fornecidas pela Justiça Estadual de 1º grau e pela Justiça do Distrito Federal e da capital da República de 1º e 2º graus.
"Eu estou supreso, desconhecia essa informação sobre o meu registro. Encaminhei toda a documentação pedida pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Vou pedir para a minha assessoria jurídica verificar o que aconteceu e tomar as providências necessárias", ressaltou, na tarde de ontem. Dos outros sete candidatos da cidade com registro impugnado pelo órgão, cinco foram pelo mesmo motivo: falta de alguns documentos exigidos pela legislação eleitoral. Apenas Eduardo Palhares, candidato a deputado federal pelo PV, está com problemas em razão da Lei da Ficha Limpa, e Silvana Baptista (PMDB), postulante à Assembleia, alega que existe 'uma candidata homônima'.
Situação revertida - Todos já entraram com recursos no TRE. Por enquanto, os primeiros a conseguirem mudar a situação são os vereadores Enivaldo Ramos de Freitas, o Val (PTB), e José Dias (PDT), candidatos a deputado estadual. No registro de ambos, publicado no TSE, não consta mais 'com impugnação' e agora, 'em julgamento'. Em nota, a assessoria de Val reiterou que "a impugnação ofertada pela PRE, na verdade, não chegou a ser protocolada junto ao processo de registro de candidatura do vereador no TRE, tendo em vista que todos os documentos exigidos pela resolução do TSE foram apresentados." Sete dos 15 candidatos de Jundiaí a deputado ainda aguardam julgamento dos registros.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ. publicado em: 28/7/10
"Eu estou supreso, desconhecia essa informação sobre o meu registro. Encaminhei toda a documentação pedida pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Vou pedir para a minha assessoria jurídica verificar o que aconteceu e tomar as providências necessárias", ressaltou, na tarde de ontem. Dos outros sete candidatos da cidade com registro impugnado pelo órgão, cinco foram pelo mesmo motivo: falta de alguns documentos exigidos pela legislação eleitoral. Apenas Eduardo Palhares, candidato a deputado federal pelo PV, está com problemas em razão da Lei da Ficha Limpa, e Silvana Baptista (PMDB), postulante à Assembleia, alega que existe 'uma candidata homônima'.
Situação revertida - Todos já entraram com recursos no TRE. Por enquanto, os primeiros a conseguirem mudar a situação são os vereadores Enivaldo Ramos de Freitas, o Val (PTB), e José Dias (PDT), candidatos a deputado estadual. No registro de ambos, publicado no TSE, não consta mais 'com impugnação' e agora, 'em julgamento'. Em nota, a assessoria de Val reiterou que "a impugnação ofertada pela PRE, na verdade, não chegou a ser protocolada junto ao processo de registro de candidatura do vereador no TRE, tendo em vista que todos os documentos exigidos pela resolução do TSE foram apresentados." Sete dos 15 candidatos de Jundiaí a deputado ainda aguardam julgamento dos registros.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ. publicado em: 28/7/10
TRE registra só um caso na cidade
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo registrou, até a manhã de ontem, 85 denúncias on-line no Estado por propaganda irregular. Dessas, uma é de Jundiaí. A maior conscientização dos candidatos sobre as regras da campanha, segundo a Justiça Eleitoral, vem resultando no baixo número de irregularidades até o momento. Os políticos estão liberados para a campanha eleitoral desde o último dia 6. Na cidade, em vários pontos, candidatos a deputados estadual e federal já colocaram placas e, diariamente, há cabos eleitorais com cavaletes e bandeiras.
Além dos partidos, os cidadãos ao verem irregularidades nessas propagandas podem comunicar os problemas nos sites do TRE ou do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em um espaço chamado 'Denúncia On-line'. Outra forma é procurar os cartórios eleitorais. Segundo a assessoria de imprensa do TRE, a única denúncia sobre Jundiaí registrada no sistema foi referente a uma placa que estaria em local proibido. O órgão repassou a informação para o cartório da 281ª Zona Eleitoral e fiscais foram até o local e verificaram que o material, cujo nome do candidato não foi divulgado, estava regular.
"Como ainda é um pouco cedo, as denúncias ainda não começaram a crescer. Por enquanto, ninguém nos procurou, pessoalmente, para falar sobre algum problema com o material dos candidatos. Só recebemos esse pedido de verificação do TRE. Eu acredito que, neste ano, os políticos estejam mais conscientes do que é proibido", diz a chefe do cartório da 281ª Zona Eleitoral, Carla Juliana Vassalo. Para o chefe do cartório da 65ª Zona Eleitoral, Vasco José Monteiro, as pesadas multas também têm ajudado os candidatos a ficarem mais atentos.
"Eles estão mais cientes porque há penas que podem chegar a R$ 30 mil. Não dá para brincar", ressalta. A Justiça Eleitoral, no entanto, antes da aplicação da multa dá prazo de 48 horas para o candidato acabar com a irregularidade. Se nada for feito após esse período, a denúncia é protocolada na Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP), que abre processo contra o político.
Prefeitura - Ontem, o secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Jundiaí, Jaderson Spina, reiterou que a Prefeitura também 'está de olho' nas propagandas dos políticos. Segundo ele, o município não vai permitir a colocação de material em bens públicos, independente do partido ou do candidato. Na última semana, o secretário solicitou a um candidato que retirasse placas do canteiro central da avenida Jundiaí. "Depois disso, não registramos mais problemas. Sobre os canteiros e os passeios públicos, inclusive, fizemos uma consulta ao TRE e estamos no aguardo da resposta", afirmou Spina.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ. publicado em: 27/7/10
Além dos partidos, os cidadãos ao verem irregularidades nessas propagandas podem comunicar os problemas nos sites do TRE ou do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em um espaço chamado 'Denúncia On-line'. Outra forma é procurar os cartórios eleitorais. Segundo a assessoria de imprensa do TRE, a única denúncia sobre Jundiaí registrada no sistema foi referente a uma placa que estaria em local proibido. O órgão repassou a informação para o cartório da 281ª Zona Eleitoral e fiscais foram até o local e verificaram que o material, cujo nome do candidato não foi divulgado, estava regular.
"Como ainda é um pouco cedo, as denúncias ainda não começaram a crescer. Por enquanto, ninguém nos procurou, pessoalmente, para falar sobre algum problema com o material dos candidatos. Só recebemos esse pedido de verificação do TRE. Eu acredito que, neste ano, os políticos estejam mais conscientes do que é proibido", diz a chefe do cartório da 281ª Zona Eleitoral, Carla Juliana Vassalo. Para o chefe do cartório da 65ª Zona Eleitoral, Vasco José Monteiro, as pesadas multas também têm ajudado os candidatos a ficarem mais atentos.
"Eles estão mais cientes porque há penas que podem chegar a R$ 30 mil. Não dá para brincar", ressalta. A Justiça Eleitoral, no entanto, antes da aplicação da multa dá prazo de 48 horas para o candidato acabar com a irregularidade. Se nada for feito após esse período, a denúncia é protocolada na Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP), que abre processo contra o político.
Prefeitura - Ontem, o secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Jundiaí, Jaderson Spina, reiterou que a Prefeitura também 'está de olho' nas propagandas dos políticos. Segundo ele, o município não vai permitir a colocação de material em bens públicos, independente do partido ou do candidato. Na última semana, o secretário solicitou a um candidato que retirasse placas do canteiro central da avenida Jundiaí. "Depois disso, não registramos mais problemas. Sobre os canteiros e os passeios públicos, inclusive, fizemos uma consulta ao TRE e estamos no aguardo da resposta", afirmou Spina.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ. publicado em: 27/7/10
Nomes de Jundiaí não aparecem em nova lista do TSE
Na segunda lista da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP), de registros de candidaturas com impugnações em razão da Lei da Ficha Limpa, não consta nenhum nome de Jundiaí. A nova divulgação de políticos com problemas eleitorais foi realizada na noite de ontem. Na primeira relação, publicada no dia 20, o empresário Eduardo Palhares (PV), postulante à Câmara Federal, apareceu na listagem. Ao todo, 805 pedidos de registros que constavam no segundo edital de candidaturas do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) foram analisados pela PRE-SP.
Desses, 521 foram impugnados, sendo 16 em razão da Lei Ficha Limpa. Um dos impugnados pediu registro de candidato a vice-governador, três tentam ser candidatos a deputado federal e 12 a deputado estadual. Segundo a assessoria de imprensa da PRE-SP, os nomes dos outros políticos, que estão com registros impugnados, estão sendo disponibilizados, de forma gradativa, no site da PRE-SP (http://www.presp.mpf.gov.br/scpe/scpeweb/). Até a noite do ontem, a situação de oito dos 15 candidatos de Jundiaí ainda permanecia como ´aguardando julgamento´.
A impugnação do registro dos outros cinco políticos foi divulgada na última semana. Com a primeira e a segunda listas, a Procuradoria soma agora 1.510 registros analisados, 802 impugnados - 31 em razão da Ficha Limpa. De acordo com o órgão, novamente a grande maioria das impugnações se deu pela falta de alguns dos documentos exigidos pela legislação eleitoral, como certidões criminais. A PRE-SP ainda tem dois editais para verificar até o início de agosto. O Estado tem cerca de 3 mil candidatos.
Jundiaí - Palhares apareceu na lista da PRE de candidatos com registros impugnados em razão da Lei Ficha Limpa. Segundo o órgão, a candidatura do político do PV está sob risco porque ele teve as contas relativas a 2006, quando era diretor-presidente da DAE S/A, rejeitadas pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado. A defesa do candidato argumenta, no entanto, que as contas da empresa no exercício de 2006 foram julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas sem contraditório, ou seja, sem possibilidade de defesa e, por isso, a decisão do TC foi suspensa pela Justiça Estadual.
Documentos que comprovam a suspensão do julgamento já foram anexados na contestação entregue por Palhares ao TRE. Os outros ´impugnados´ são: Pedro Bigardi (PCdoB), Silvana Baptista (PMDB), Jorge Reis (PTN), Enivaldo Ramos de Freitas (Val do PTB) , José Dias (PDT) - candidatos à Assembleia - e João Henrique dos Santos (PDT) postulante à Câmara Federal. Com exceção de Silvana, que alega que existe ´uma candidata homônima´, o problema dos outros se refere a documentos. Todos informam que já enviaram as certidões ao TRE.
Estado - Ontem, entre os principais nomes que aparecem ´impugnados´ no Estado, estão Aldo Josias dos Santos, candidato a vice-governador pelo PSOL, Renato Amary (PSDB), postulante a deputado federal, e Edmir Chedid (DEM), que busca reeleição na Assembleia.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ. publicado em: 27/7/10
Desses, 521 foram impugnados, sendo 16 em razão da Lei Ficha Limpa. Um dos impugnados pediu registro de candidato a vice-governador, três tentam ser candidatos a deputado federal e 12 a deputado estadual. Segundo a assessoria de imprensa da PRE-SP, os nomes dos outros políticos, que estão com registros impugnados, estão sendo disponibilizados, de forma gradativa, no site da PRE-SP (http://www.presp.mpf.gov.br/scpe/scpeweb/). Até a noite do ontem, a situação de oito dos 15 candidatos de Jundiaí ainda permanecia como ´aguardando julgamento´.
A impugnação do registro dos outros cinco políticos foi divulgada na última semana. Com a primeira e a segunda listas, a Procuradoria soma agora 1.510 registros analisados, 802 impugnados - 31 em razão da Ficha Limpa. De acordo com o órgão, novamente a grande maioria das impugnações se deu pela falta de alguns dos documentos exigidos pela legislação eleitoral, como certidões criminais. A PRE-SP ainda tem dois editais para verificar até o início de agosto. O Estado tem cerca de 3 mil candidatos.
Jundiaí - Palhares apareceu na lista da PRE de candidatos com registros impugnados em razão da Lei Ficha Limpa. Segundo o órgão, a candidatura do político do PV está sob risco porque ele teve as contas relativas a 2006, quando era diretor-presidente da DAE S/A, rejeitadas pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado. A defesa do candidato argumenta, no entanto, que as contas da empresa no exercício de 2006 foram julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas sem contraditório, ou seja, sem possibilidade de defesa e, por isso, a decisão do TC foi suspensa pela Justiça Estadual.
Documentos que comprovam a suspensão do julgamento já foram anexados na contestação entregue por Palhares ao TRE. Os outros ´impugnados´ são: Pedro Bigardi (PCdoB), Silvana Baptista (PMDB), Jorge Reis (PTN), Enivaldo Ramos de Freitas (Val do PTB) , José Dias (PDT) - candidatos à Assembleia - e João Henrique dos Santos (PDT) postulante à Câmara Federal. Com exceção de Silvana, que alega que existe ´uma candidata homônima´, o problema dos outros se refere a documentos. Todos informam que já enviaram as certidões ao TRE.
Estado - Ontem, entre os principais nomes que aparecem ´impugnados´ no Estado, estão Aldo Josias dos Santos, candidato a vice-governador pelo PSOL, Renato Amary (PSDB), postulante a deputado federal, e Edmir Chedid (DEM), que busca reeleição na Assembleia.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ. publicado em: 27/7/10
segunda-feira, 26 de julho de 2010
PMDB inaugura comitê de Silvana Baptista no Centro
SUSTO Silvana teve registro impugnado
por causa de candidata homônima
O PMDB de Jundiaí inaugurou ontem o comitê da candidata a deputada estadual pela legenda, Silvana Baptista. Localizado em uma casa ampla na rua Anchieta, 355, no Centro, o local servirá de base para a campanha da médica. Dezenas de eleitores, familiares, amigos e colegas de partidos visitaram o local já enfeitado com bexigas vermelhas, pretas e brancas.
Silvana, que teve seu nome incluído na lista do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de candidaturas impugnadas pela Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP), esclareceu que o motivo foi uma candidata homônima, ou seja, uma pessoa com o mesmo nome, mas com Cadastro de Pessoa Física (CPF) diferente. "Todas as minhas certidões criminais foram tiradas e são negativas. Não tenho processo algum, nem nunca tive. Eles entravam com o meu nome no sistema e aparecia outro CPF. Mas já está tudo resolvido. Graças a Deus agora estou tranquila", afirma.
Campanha - Os visitantes que foram conhecer o comitê recebiam os santinhos, material com a proposta da campanha, cartão de visita e até adesivos com as informações da candidata. Questionada sobre como será sua campanha, a médica diz que, além do uso do material impresso, também irá recorrer a faixas, cartazes, placas e principalmente às redes sociais como twitter e e-mails. Na opinião da ex-vereadora, trata-se de uma ferramenta muito interessante que cada vez mais atrai a atenção dos eleitores. "É uma forma das pessoas terem conhecimento sobre as propostas do candidado. Com certeza, trata-se de um meio válido porque é possível alcançar um grande número grande de pessoas".
Sobre a verba total que terá disponível para fazer sua campanha, assim como o número de votos suficientes para ser eleita, a peemedebista não soube precisar. Comentou que conta com um grupo grande de voluntários para fazer sua campanha. "Já me surpreendi quando cerca de 400 pessoas estiveram no lançamento da minha candidatura. E agora muitas pessoas estão se propondo voluntariamente para ajudar. Isso já é uma coisa que nem dá para imaginar."
A expectiva para campanha é das melhores. Ela cita como um dos aspectos positivos o fato de ser a única mulher a deputada estadual nas cidades próximas da Região. "Esperamos um número de votos interessante, assim como o apoio das pessoas que antes não me apoiavam. Acho que tudo está correndo tão bem que até estou estranhando. Estou feliz."
ELLEN FERNANDES
fonte: JJ, publicado em 24/07/10
por causa de candidata homônima
O PMDB de Jundiaí inaugurou ontem o comitê da candidata a deputada estadual pela legenda, Silvana Baptista. Localizado em uma casa ampla na rua Anchieta, 355, no Centro, o local servirá de base para a campanha da médica. Dezenas de eleitores, familiares, amigos e colegas de partidos visitaram o local já enfeitado com bexigas vermelhas, pretas e brancas.Silvana, que teve seu nome incluído na lista do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de candidaturas impugnadas pela Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP), esclareceu que o motivo foi uma candidata homônima, ou seja, uma pessoa com o mesmo nome, mas com Cadastro de Pessoa Física (CPF) diferente. "Todas as minhas certidões criminais foram tiradas e são negativas. Não tenho processo algum, nem nunca tive. Eles entravam com o meu nome no sistema e aparecia outro CPF. Mas já está tudo resolvido. Graças a Deus agora estou tranquila", afirma.
Campanha - Os visitantes que foram conhecer o comitê recebiam os santinhos, material com a proposta da campanha, cartão de visita e até adesivos com as informações da candidata. Questionada sobre como será sua campanha, a médica diz que, além do uso do material impresso, também irá recorrer a faixas, cartazes, placas e principalmente às redes sociais como twitter e e-mails. Na opinião da ex-vereadora, trata-se de uma ferramenta muito interessante que cada vez mais atrai a atenção dos eleitores. "É uma forma das pessoas terem conhecimento sobre as propostas do candidado. Com certeza, trata-se de um meio válido porque é possível alcançar um grande número grande de pessoas".
Sobre a verba total que terá disponível para fazer sua campanha, assim como o número de votos suficientes para ser eleita, a peemedebista não soube precisar. Comentou que conta com um grupo grande de voluntários para fazer sua campanha. "Já me surpreendi quando cerca de 400 pessoas estiveram no lançamento da minha candidatura. E agora muitas pessoas estão se propondo voluntariamente para ajudar. Isso já é uma coisa que nem dá para imaginar."
A expectiva para campanha é das melhores. Ela cita como um dos aspectos positivos o fato de ser a única mulher a deputada estadual nas cidades próximas da Região. "Esperamos um número de votos interessante, assim como o apoio das pessoas que antes não me apoiavam. Acho que tudo está correndo tão bem que até estou estranhando. Estou feliz."
ELLEN FERNANDES
fonte: JJ, publicado em 24/07/10
Bigardi e Silvana ´oficializam´ campanha
Bigardi e o ministro Orlando Sil,
ontem, no Unianchieta
Mesmo com o registro de candidatura ´impugnado´ e com o mandato de deputado estadual cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, Pedro Bigardi (PCdoB) não se mostra abalado e deu, ontem de manhã, o pontapé inicial na campanha à reeleição. O político reuniu cerca de 600 pessoas no câmpus da Unianchieta. Parte da cúpula do PCdoB compareceu ao evento. Entre os convidados, estiveram o ministro dos Esportes, Orlando Silva, um dos dirigentes do partido, a presidente nacional da legenda, Nádia Campeão, o cantor e vereador Netinho de Paula e o delegado Protógenes Queiroz.
Na festa que contou com militantes de 50 cidades, incluindo jovens do PCdoB com bandeiras e as famosas vuvuzelas, Bigardi, além de apresentar os materiais de divulgação de sua candidatura, demonstrou que correrá atrás da reeleição com uma ´equipe grande´, diferente da última campanha, quando concorreu pelo PT e acabou suplente. Na ocasião, segundo ele, a equipe tinha 10 pessoas. Desta vez, o candidato não soube estimar a estrutura, mas ressaltou que contará com ´mão de obra em todo o Estado´.
"Em 2006, tínhamos uma equipe pequena e o trabalho foi limitado no entorno de Jundiaí. Conseguimos 52 mil votos. Agora com essa abertura no Estado, acho que passo dos 100 mil votos. É uma expectativa", frisou.
O deputado informou que, nos próximos dias, intensificará o trabalho corpo a corpo junto aos eleitores. Ele se diz animado para isso, embora tenha que aguardar para saber o que ocorrerá com o atual mandato e o registro da candidatura para a reeleição.
"A grande maioria das pessoas entende que existe uma confusão jurídica e sabe do meu trabalho. Eu não sinto que isso vai mudar minha campanha. Estou com expectativas positivas", acrescentou.
O ministro dos Esportes considerou todos os problemas jurídicos enfrentados por Bigardi, principalmente a cassação, como ´situações motivadoras´. "Esse processo de infidelidade partidária é um golpe e não vai prosperar. Esse tipo de situação nos deixa mais empolgados para apoiar Bigardi. A Região precisa de um representante local e, em pouco tempo na Assembleia, ele se destacou."
Processos - Bigardi foi cassado pelo TRE, no último dia 15, após os juízes entenderem que ele trocou o PT pelo PCdoB em 2007, sem justa causa. Em 2009, por ser suplente, o político assumiu cadeira na Assembleia. O PT paulista, para ficar com a vaga, impetrou ação na Justiça Eleitoral, acusando-o de infidelidade partidária. Na terça-feira, a decisão do TRE será publicada e o deputado terá três dias para entrar com pedido de liminar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
No dia 22, Bigardi ainda teve o registro de candidatura ´impugnado´ pela Procuradoria Eleitoral de São Paulo (PRE-SP). O órgão alegou que o candidato não apresentou certidões necessárias. O político afirma que os documentos já foram enviados para o TRE.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ, publicado em 25/07/10
ontem, no Unianchieta
Mesmo com o registro de candidatura ´impugnado´ e com o mandato de deputado estadual cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, Pedro Bigardi (PCdoB) não se mostra abalado e deu, ontem de manhã, o pontapé inicial na campanha à reeleição. O político reuniu cerca de 600 pessoas no câmpus da Unianchieta. Parte da cúpula do PCdoB compareceu ao evento. Entre os convidados, estiveram o ministro dos Esportes, Orlando Silva, um dos dirigentes do partido, a presidente nacional da legenda, Nádia Campeão, o cantor e vereador Netinho de Paula e o delegado Protógenes Queiroz.Na festa que contou com militantes de 50 cidades, incluindo jovens do PCdoB com bandeiras e as famosas vuvuzelas, Bigardi, além de apresentar os materiais de divulgação de sua candidatura, demonstrou que correrá atrás da reeleição com uma ´equipe grande´, diferente da última campanha, quando concorreu pelo PT e acabou suplente. Na ocasião, segundo ele, a equipe tinha 10 pessoas. Desta vez, o candidato não soube estimar a estrutura, mas ressaltou que contará com ´mão de obra em todo o Estado´.
"Em 2006, tínhamos uma equipe pequena e o trabalho foi limitado no entorno de Jundiaí. Conseguimos 52 mil votos. Agora com essa abertura no Estado, acho que passo dos 100 mil votos. É uma expectativa", frisou.
O deputado informou que, nos próximos dias, intensificará o trabalho corpo a corpo junto aos eleitores. Ele se diz animado para isso, embora tenha que aguardar para saber o que ocorrerá com o atual mandato e o registro da candidatura para a reeleição.
"A grande maioria das pessoas entende que existe uma confusão jurídica e sabe do meu trabalho. Eu não sinto que isso vai mudar minha campanha. Estou com expectativas positivas", acrescentou.
O ministro dos Esportes considerou todos os problemas jurídicos enfrentados por Bigardi, principalmente a cassação, como ´situações motivadoras´. "Esse processo de infidelidade partidária é um golpe e não vai prosperar. Esse tipo de situação nos deixa mais empolgados para apoiar Bigardi. A Região precisa de um representante local e, em pouco tempo na Assembleia, ele se destacou."
Processos - Bigardi foi cassado pelo TRE, no último dia 15, após os juízes entenderem que ele trocou o PT pelo PCdoB em 2007, sem justa causa. Em 2009, por ser suplente, o político assumiu cadeira na Assembleia. O PT paulista, para ficar com a vaga, impetrou ação na Justiça Eleitoral, acusando-o de infidelidade partidária. Na terça-feira, a decisão do TRE será publicada e o deputado terá três dias para entrar com pedido de liminar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
No dia 22, Bigardi ainda teve o registro de candidatura ´impugnado´ pela Procuradoria Eleitoral de São Paulo (PRE-SP). O órgão alegou que o candidato não apresentou certidões necessárias. O político afirma que os documentos já foram enviados para o TRE.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ, publicado em 25/07/10
Os "operários" das campanhas
Em ano eleitoral não são só os políticos que ficam esperançosos com a oportunidade de conquistar um cargo público. Várias pessoas aguardam com ansiedade o início das campanhas para conseguir um posto de trabalho, nem que seja por menos de três meses.
A essa mão de obra temporária, formada na maioria das vezes por jovens, cabe o trabalho ´braçal´ da campanha.
Diariamente, com sol ou chuva, os chamados ´cabos eleitorais´, em Jundiaí, entregam de casa em casa o material de divulgação dos candidatos, circulam com os carros de som pelas ruas, colocam e retiram placas, balançam as bandeiras e ainda abordam eleitores na tentativa de convencê-los de que o ´chefe´ merece ser eleito para vaga na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal.
A desempregada Miriã de Souza Cordeiro Nunes, 22 anos, faz parte desse grupo formado por centenas de pessoas. "Eu era auxiliar administrativa e fui demitida em fevereiro. Estava difícil arranjar um emprego e uma amiga me indicou para o candidato. Consegui a vaga e agora posso contar com uma renda até que razoável no final do mês. Para mim, está sendo uma boa oportunidade", conta.
A jovem distribui santinhos de um candidato e faz pesquisa na rua. A jornada de trabalho é de cerca de quatro horas por dia. A remuneração fica em torno de R$ 400 por mês. "Pode parecer, mas não é muito cansativo. Às vezes, encontramos pessoas mal-humoradas, mas com jogo de cintura dá para tocar o barco."
Por amizade - Enquanto alguns trabalham apenas pela questão financeira, outros unem necessidade e amizade ao político. A professora Daniela Kachan, 35 anos, filha do ex-vereador José Antônio Kachan (PSB), atua em campanhas desde os 16 anos. Neste ano, como estava com tempo livre, contou à reportagem que foi "auxiliar conhecidos da família".
"Devido à amizade, me chamaram. Eu faço um pouco de tudo. Acho que até a eleição vou gastar uns três pares de sapatos nessa andança", brinca. Ela preferiu não divulgar sua remuneração. "Estou unindo o útil ao agradável. Gosto desse clima de campanha, embora seja bastante desgastante. Nesses meses, tenho hora para entrar no trabalho, mas não para sair. Também é preciso deixar a família um pouco de lado. Eu não tenho expectativas futuras, mas sei de muita gente que começou assim e depois conseguiu bons empregos", acrescentou.
Já o administrador de empresas André Borges, 33 anos, resolveu "dar um tempo em sua empresa só para ajudar". Ele passa o dia coordenando carros de som e colocando e tirando placas de um postulante à Assembleia. "Começo às 6h30 e passo das 19h. Corro o dia inteiro, mas faço isso não como um quebra-galho. O que quero é ajudar. Vou receber uma ajuda de custo por mês de R$ 800, o que é bom", comentou. A maioria dos cabos eleitorais começou a trabalhar na última semana. Até o dia 2 de outubro, data que antecede o pleito, eles têm trabalho garantido.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ, publicado em 25/07/10
A essa mão de obra temporária, formada na maioria das vezes por jovens, cabe o trabalho ´braçal´ da campanha.
Diariamente, com sol ou chuva, os chamados ´cabos eleitorais´, em Jundiaí, entregam de casa em casa o material de divulgação dos candidatos, circulam com os carros de som pelas ruas, colocam e retiram placas, balançam as bandeiras e ainda abordam eleitores na tentativa de convencê-los de que o ´chefe´ merece ser eleito para vaga na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal.
A desempregada Miriã de Souza Cordeiro Nunes, 22 anos, faz parte desse grupo formado por centenas de pessoas. "Eu era auxiliar administrativa e fui demitida em fevereiro. Estava difícil arranjar um emprego e uma amiga me indicou para o candidato. Consegui a vaga e agora posso contar com uma renda até que razoável no final do mês. Para mim, está sendo uma boa oportunidade", conta.
A jovem distribui santinhos de um candidato e faz pesquisa na rua. A jornada de trabalho é de cerca de quatro horas por dia. A remuneração fica em torno de R$ 400 por mês. "Pode parecer, mas não é muito cansativo. Às vezes, encontramos pessoas mal-humoradas, mas com jogo de cintura dá para tocar o barco."
Por amizade - Enquanto alguns trabalham apenas pela questão financeira, outros unem necessidade e amizade ao político. A professora Daniela Kachan, 35 anos, filha do ex-vereador José Antônio Kachan (PSB), atua em campanhas desde os 16 anos. Neste ano, como estava com tempo livre, contou à reportagem que foi "auxiliar conhecidos da família".
"Devido à amizade, me chamaram. Eu faço um pouco de tudo. Acho que até a eleição vou gastar uns três pares de sapatos nessa andança", brinca. Ela preferiu não divulgar sua remuneração. "Estou unindo o útil ao agradável. Gosto desse clima de campanha, embora seja bastante desgastante. Nesses meses, tenho hora para entrar no trabalho, mas não para sair. Também é preciso deixar a família um pouco de lado. Eu não tenho expectativas futuras, mas sei de muita gente que começou assim e depois conseguiu bons empregos", acrescentou.
Já o administrador de empresas André Borges, 33 anos, resolveu "dar um tempo em sua empresa só para ajudar". Ele passa o dia coordenando carros de som e colocando e tirando placas de um postulante à Assembleia. "Começo às 6h30 e passo das 19h. Corro o dia inteiro, mas faço isso não como um quebra-galho. O que quero é ajudar. Vou receber uma ajuda de custo por mês de R$ 800, o que é bom", comentou. A maioria dos cabos eleitorais começou a trabalhar na última semana. Até o dia 2 de outubro, data que antecede o pleito, eles têm trabalho garantido.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ, publicado em 25/07/10
Saiba quanto os políticos dizem que vão gastar
A estimativa de gastos dos candidatos de Jundiaí a deputado estadual está entre R$ 250 mil e R$ 600 mil. Para chegar à Câmara Federal, o valor de campanha previsto vai de R$ 50 mil a R$ 900 mil . Os custos divulgados ontem pelos políticos locais são bem inferiores aos limites informados pelos partidos ao Tribunal Regional Eleitoral em São Paulo (TRE-SP). A relação de gastos das legendas, divulgada na última sexta-feira, mostra que algumas campanhas poderão chegar a R$ 5 milhões. A maior parte do investimento, segundo os candidatos, será para a confecção de materiais gráficos.
Na cidade, o concorrente que prevê um custo menor de campanha - R$ 50 mil - é o médico Antônio Pacheco (PPS). Ele busca uma cadeira na Câmara Federal. "Estimo esse valor porque não tenho como investir. Vou gastar o que posso", disse. Segundo ele, o recurso, por ser pouco, será usado para a confecção de ´santinhos´ e para os pagamentos de pessoas e do imóvel alugado para servir de comitê.
Já quem estima o maior valor para se eleger deputado federal é o vice-prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB). Ele informou gastos entre R$ 800 mil e 900 mil. "É um limite bem folgado porque não podemos declarar uma quantia e depois ter mais gastos", ressaltou.
Abaixo do tucano na lista, aparece o ex-vereador e sindicalista Gerson Sartori (PT), que também busca vaga na Câmara Federal. Cerca de R$ 600 mil serão utilizados pelo petista em busca de votos até as eleições. Os candidatos a deputado federal, sindicalista João Henrique dos Santos (PDT) e vereador Durval Orlato (PT), esperam investir R$ 500 mil e R$ 250 mil, respectivamente. O empresário Eduardo Palhares (PV), candidato a federal, informou, por meio de sua assessoria, "que não finalizou o orçamento" de campanha.
Estaduais - Entre os candidatos à Assembleia, a média de custos estimada pelos candidatos está entre R$ 250 mil e R$ 300 mil. "Está difícil conseguir doadores nos dias de hoje. Vamos gastar por volta de R$ 350 mil ou até menos", frisou o presidente do PSB, Oswaldo José Fernandes, que tem como candidato o empresário Cristiano Lopes.
A média de gastos em cerca de R$ 300 mil foi confirmada ontem pelo deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB), por meio de sua assessoria. O ex-prefeito Ary Fossen (PSDB) prevê um gasto maior em relação aos demais adversários. A assessoria do tucano declarou que a campanha para deputado estadual deve custar em torno de R$ 600 mil.
Apenas quatro concorrentes não souberam estimar o valor de suas campanhas. Eles afirmaram que ainda estão fazendo os levantamentos.
Em SP - Os partidos, em São Paulo, declararam à Justiça Eleitoral, custos de campanha entre R$ 25 mil e R$ 5 milhões para deputado estadual. PT e do DEM estipularam teto de R$ 3 milhões, enquanto os do PSDB e do PMDB orçaram a corrida eleitoral em R$ 2,5 milhões. A menor quantia foi prevista pelo PCO (R$ 25 mil). Para os aspirantes à Câmara Federal, a maior parte dos partidos estima custo entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões.
Além de produzir materiais gráficos, como ´santinhos´ e panfletos, os candidatos investem em faixas, cartazes, contratação de mão de obra e aparelhagem sonora. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os políticos podem conseguir as verbas para as campanhas através de doações que podem ser feitas com recursos do próprio candidato, de pessoas físicas e jurídicas e de outros candidatos, comitês financeiros ou partidos políticos.
Recursos podem ser obtidos através de repasse do Fundo Partidário e da comercialização de bens ou da realização de eventos. As doações precisam ser declaradas ao TSE. A legislação prevê multa de cinco a 10 vezes a quantia gasta em excesso para o candidato que ultrapassar o teto informado à Justiça Eleitoral.
ROBERTA DE SÁ
7/10
Na cidade, o concorrente que prevê um custo menor de campanha - R$ 50 mil - é o médico Antônio Pacheco (PPS). Ele busca uma cadeira na Câmara Federal. "Estimo esse valor porque não tenho como investir. Vou gastar o que posso", disse. Segundo ele, o recurso, por ser pouco, será usado para a confecção de ´santinhos´ e para os pagamentos de pessoas e do imóvel alugado para servir de comitê.
Já quem estima o maior valor para se eleger deputado federal é o vice-prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB). Ele informou gastos entre R$ 800 mil e 900 mil. "É um limite bem folgado porque não podemos declarar uma quantia e depois ter mais gastos", ressaltou.
Abaixo do tucano na lista, aparece o ex-vereador e sindicalista Gerson Sartori (PT), que também busca vaga na Câmara Federal. Cerca de R$ 600 mil serão utilizados pelo petista em busca de votos até as eleições. Os candidatos a deputado federal, sindicalista João Henrique dos Santos (PDT) e vereador Durval Orlato (PT), esperam investir R$ 500 mil e R$ 250 mil, respectivamente. O empresário Eduardo Palhares (PV), candidato a federal, informou, por meio de sua assessoria, "que não finalizou o orçamento" de campanha.
Estaduais - Entre os candidatos à Assembleia, a média de custos estimada pelos candidatos está entre R$ 250 mil e R$ 300 mil. "Está difícil conseguir doadores nos dias de hoje. Vamos gastar por volta de R$ 350 mil ou até menos", frisou o presidente do PSB, Oswaldo José Fernandes, que tem como candidato o empresário Cristiano Lopes.
A média de gastos em cerca de R$ 300 mil foi confirmada ontem pelo deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB), por meio de sua assessoria. O ex-prefeito Ary Fossen (PSDB) prevê um gasto maior em relação aos demais adversários. A assessoria do tucano declarou que a campanha para deputado estadual deve custar em torno de R$ 600 mil.
Apenas quatro concorrentes não souberam estimar o valor de suas campanhas. Eles afirmaram que ainda estão fazendo os levantamentos.
Em SP - Os partidos, em São Paulo, declararam à Justiça Eleitoral, custos de campanha entre R$ 25 mil e R$ 5 milhões para deputado estadual. PT e do DEM estipularam teto de R$ 3 milhões, enquanto os do PSDB e do PMDB orçaram a corrida eleitoral em R$ 2,5 milhões. A menor quantia foi prevista pelo PCO (R$ 25 mil). Para os aspirantes à Câmara Federal, a maior parte dos partidos estima custo entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões.
Além de produzir materiais gráficos, como ´santinhos´ e panfletos, os candidatos investem em faixas, cartazes, contratação de mão de obra e aparelhagem sonora. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os políticos podem conseguir as verbas para as campanhas através de doações que podem ser feitas com recursos do próprio candidato, de pessoas físicas e jurídicas e de outros candidatos, comitês financeiros ou partidos políticos.
Recursos podem ser obtidos através de repasse do Fundo Partidário e da comercialização de bens ou da realização de eventos. As doações precisam ser declaradas ao TSE. A legislação prevê multa de cinco a 10 vezes a quantia gasta em excesso para o candidato que ultrapassar o teto informado à Justiça Eleitoral.
ROBERTA DE SÁ
7/10
domingo, 25 de julho de 2010
Val e Zé Dias também estão ´impugnados´
Em nota, Val informou que ficou surpreso com a decisão.
Zé Dias já sabia que estavam faltando documentos
Zé Dias já sabia que estavam faltando documentos
Os vereadores Enivaldo Ramos de Freitas, o Val (PTB), e José Dias
(PDT), postulantes à Assembleia Legislativa de São Paulo, também tiveram os registros de candidatura impugnados pela Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP). Na lista do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), já são sete os candidatos de Jundiaí com problemas principalmente com documentos que não foram apresentados em tempo hábil. Na tarde de ontem, os dois legisladores da Câmara de Jundiaí informaram que tomarão as devidas providências para reverter a situação.
De acordo com informações do parecer da PRE-SP, Val teve ´impugnado´ o seu pedido de registro por não ter apresentado toda a documentação necessária para oficializar a candidatura. Segundo informações do órgão, o parlamentar não enviou certidões criminais e documento para comprovar nível de escolaridade. A assessoria de imprensa do candidato, em nota, informou que Val ficou surpreso com a decisão do órgão já que "apresentou em prazo hábil, junto ao diretório estadual do partido, todos os documentos exigidos pela Resolução do TSE."
Na nota, é informado ainda que o vereador pretende apurar o que aconteceu para tomar as providências necessárias. Já José Dias, que também teve problemas devido à falta de certidões, informou ter ciência dos questionamentos da Procuradoria Regional Eleitoral por não cumprir todas as exigências documentais. "Ficou faltando um documento e tínhamos pedido um prazo para o TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Agora está pronto e vamos entregar o quanto antes", frisou.
Outros cinco - A PRE-SP pediu anteriormente a impugnação dos registros de Pedro Bigardi (PCdoB), Silvana Baptista (PMDB), Jorge Reis (PTN) - candidatos à Assembleia -, João Henrique dos Santos (PDT) e Eduardo Palhares (PV) - candidatos à Câmara Federal. O órgão deve divulgar até o início de agosto a análise do registro de mais oito dos 15 candidatos da cidade. Com exceção de Palhares, que constou na relação divulgada pela Procuradoria de políticos com registro ´impugnado´ em razão da Lei Ficha Limpa, e de Silvana, que ainda não teve os motivos divulgados pela PRE, o problema dos outros três candidatos se refere a documentos.
Bigardi, João Henrique e Reis dizem que as certidões foram enviadas ao TRE. No site do Tribunal constou, ontem, que Silvana também apresentou manifestação sobre a impugnação. A candidata foi procurada, mas não foi localizada. Palhares também apresentou ontem ao TRE as suas contestações à impugnação da Procuradoria. O candidato a deputado federal teve pedido de registro ´impugnado´ por ter tido as contas relativas a 2006, quando era diretor-presidente da DAE S/A, rejeitadas pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado.
Sua defesa argumenta, no entanto, que as contas da DAE no exercício de 2006 foram julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas sem contraditório, ou seja, sem possibilidade de defesa e, por isso, a decisão do TC foi suspensa pela Justiça Estadual. Documentos que comprovam a suspensão do julgamento foram anexados na contestação entregue por Palhares ao TRE.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ, publicado em 24/07/10
(PDT), postulantes à Assembleia Legislativa de São Paulo, também tiveram os registros de candidatura impugnados pela Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP). Na lista do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), já são sete os candidatos de Jundiaí com problemas principalmente com documentos que não foram apresentados em tempo hábil. Na tarde de ontem, os dois legisladores da Câmara de Jundiaí informaram que tomarão as devidas providências para reverter a situação.De acordo com informações do parecer da PRE-SP, Val teve ´impugnado´ o seu pedido de registro por não ter apresentado toda a documentação necessária para oficializar a candidatura. Segundo informações do órgão, o parlamentar não enviou certidões criminais e documento para comprovar nível de escolaridade. A assessoria de imprensa do candidato, em nota, informou que Val ficou surpreso com a decisão do órgão já que "apresentou em prazo hábil, junto ao diretório estadual do partido, todos os documentos exigidos pela Resolução do TSE."
Na nota, é informado ainda que o vereador pretende apurar o que aconteceu para tomar as providências necessárias. Já José Dias, que também teve problemas devido à falta de certidões, informou ter ciência dos questionamentos da Procuradoria Regional Eleitoral por não cumprir todas as exigências documentais. "Ficou faltando um documento e tínhamos pedido um prazo para o TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Agora está pronto e vamos entregar o quanto antes", frisou.
Outros cinco - A PRE-SP pediu anteriormente a impugnação dos registros de Pedro Bigardi (PCdoB), Silvana Baptista (PMDB), Jorge Reis (PTN) - candidatos à Assembleia -, João Henrique dos Santos (PDT) e Eduardo Palhares (PV) - candidatos à Câmara Federal. O órgão deve divulgar até o início de agosto a análise do registro de mais oito dos 15 candidatos da cidade. Com exceção de Palhares, que constou na relação divulgada pela Procuradoria de políticos com registro ´impugnado´ em razão da Lei Ficha Limpa, e de Silvana, que ainda não teve os motivos divulgados pela PRE, o problema dos outros três candidatos se refere a documentos.
Bigardi, João Henrique e Reis dizem que as certidões foram enviadas ao TRE. No site do Tribunal constou, ontem, que Silvana também apresentou manifestação sobre a impugnação. A candidata foi procurada, mas não foi localizada. Palhares também apresentou ontem ao TRE as suas contestações à impugnação da Procuradoria. O candidato a deputado federal teve pedido de registro ´impugnado´ por ter tido as contas relativas a 2006, quando era diretor-presidente da DAE S/A, rejeitadas pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado.
Sua defesa argumenta, no entanto, que as contas da DAE no exercício de 2006 foram julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas sem contraditório, ou seja, sem possibilidade de defesa e, por isso, a decisão do TC foi suspensa pela Justiça Estadual. Documentos que comprovam a suspensão do julgamento foram anexados na contestação entregue por Palhares ao TRE.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ, publicado em 24/07/10
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Dilma minimiza mensalão e acusa PSDB de usar dossiê para abalar sua candidatuta
Em sabatina, candidata do PT defende José Dirceu, mas nega participação de ex-ministro em um eventual governo
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, procurou minimizar o escândalo do mensalão e culpou a oposição de tentar abalar sua candidatura com o suposto dossiê contra o PSDB.
Em sabatina do portal R7 nesta quinta-feira, a ex-ministra do governo Lula defendeu petistas acusados de envolvimento em casos de corrupção como Antonio Palocci, absolvido pelo Supremo Tribunal Federal pela quebra do sigilo do caseiro Francenildo Santos Costa, e José Dirceu, réu no processo do mensalão.
“É uma precipitação dizer que ele [Dirceu] fez isso ou aquilo. Nós vivemos em um país democrático. Desde a Revolução Francesa, quem prova é acusação. Não é a pessoa acusada que prova a sua inocência. Eu tenho grande respeito por ele, mas não está no cerne do meu governo. Ele é militante do PT e terá sempre o seu lugar dentro do PT e acatarei porque eu respeito o PT”, afirmou.
Sobre Palocci, um dos principais coordenadores da sua campanha, o tom foi menos crítico. “Não vou responder [se ele vai ter participação no meu governo] porque já teve gente que se sentou na cadeira antes e perdeu a eleição”.
Para Dilma, a acusação que o governo pagava mesada aos deputados da base aliada em troca de apoio não foi provada. “É lamentável as práticas incorretas que aconteceram naquilo, que algumas pessoas chamaram erradamente como mensalão. Não se pode condenar por antecipação”, disse.
Sem entrar em detalhes, a candidata defendeu a apuração da quebra do sigilo fiscal do vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge. Os dados estariam sendo levantados pelo setor inteligência da campanha de Dilma para montagem de um dossiê contra Serra. Ela nega.
“Todo vazamento tem de ser investigado. Eu vejo nisso uma tentativa de abalar minha candidatura”, respondeu, em alusão à oposição.
Dilma também defendeu as polêmicas alianças do PT, entre elas com o ex-presidente Fernando Collor de Melo. “Eu tenho clareza que nós do PT não podemos governar sozinhos. O nosso projeto implica numa visão de Brasil e projeto para o Brasil. Construímos uma nova era de prosperidade para o Brasil. Eles são abertos a nos apoiar, mas nos nossos termos.”
Ao ser perguntada sobre as qualidades de José Serra (PSDB), Dilma hesitou, mas acabou falando. . “Eu acho que que ao longo de sua vida na vida pública ele foi uma pessoa bem intencionada”.
Ela voltou a reafirmar ser contra o aborto e a descriminalização das drogas e disse que a união civil entre pessoas do mesmo sexo deveria ser legalizada.
Em pelo menos três momentos cutucou o PSDB. Primeiro ao defender seu vice, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). “Escolhi um vice que tem todas as condições de assumir a Presidência da República sem causar qualquer problema ao País”.
Em seguida, afirmou que tem uma carteira para mostrar que o governo Lula fez mais que os tucanos. Por final, defendeu a abertura da Copa do Mundo em Sâo Paulo, Estado governo pelo PSDB. “É um absurdo que São Paulo, um dos maiores mercados consumidores do mundo, fique de fora da abertura”, completou.
Fernando Zanelato
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, procurou minimizar o escândalo do mensalão e culpou a oposição de tentar abalar sua candidatura com o suposto dossiê contra o PSDB.
Em sabatina do portal R7 nesta quinta-feira, a ex-ministra do governo Lula defendeu petistas acusados de envolvimento em casos de corrupção como Antonio Palocci, absolvido pelo Supremo Tribunal Federal pela quebra do sigilo do caseiro Francenildo Santos Costa, e José Dirceu, réu no processo do mensalão.
“É uma precipitação dizer que ele [Dirceu] fez isso ou aquilo. Nós vivemos em um país democrático. Desde a Revolução Francesa, quem prova é acusação. Não é a pessoa acusada que prova a sua inocência. Eu tenho grande respeito por ele, mas não está no cerne do meu governo. Ele é militante do PT e terá sempre o seu lugar dentro do PT e acatarei porque eu respeito o PT”, afirmou.
Sobre Palocci, um dos principais coordenadores da sua campanha, o tom foi menos crítico. “Não vou responder [se ele vai ter participação no meu governo] porque já teve gente que se sentou na cadeira antes e perdeu a eleição”.
Para Dilma, a acusação que o governo pagava mesada aos deputados da base aliada em troca de apoio não foi provada. “É lamentável as práticas incorretas que aconteceram naquilo, que algumas pessoas chamaram erradamente como mensalão. Não se pode condenar por antecipação”, disse.
Sem entrar em detalhes, a candidata defendeu a apuração da quebra do sigilo fiscal do vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge. Os dados estariam sendo levantados pelo setor inteligência da campanha de Dilma para montagem de um dossiê contra Serra. Ela nega.
“Todo vazamento tem de ser investigado. Eu vejo nisso uma tentativa de abalar minha candidatura”, respondeu, em alusão à oposição.
Dilma também defendeu as polêmicas alianças do PT, entre elas com o ex-presidente Fernando Collor de Melo. “Eu tenho clareza que nós do PT não podemos governar sozinhos. O nosso projeto implica numa visão de Brasil e projeto para o Brasil. Construímos uma nova era de prosperidade para o Brasil. Eles são abertos a nos apoiar, mas nos nossos termos.”
Ao ser perguntada sobre as qualidades de José Serra (PSDB), Dilma hesitou, mas acabou falando. . “Eu acho que que ao longo de sua vida na vida pública ele foi uma pessoa bem intencionada”.
Ela voltou a reafirmar ser contra o aborto e a descriminalização das drogas e disse que a união civil entre pessoas do mesmo sexo deveria ser legalizada.
Em pelo menos três momentos cutucou o PSDB. Primeiro ao defender seu vice, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). “Escolhi um vice que tem todas as condições de assumir a Presidência da República sem causar qualquer problema ao País”.
Em seguida, afirmou que tem uma carteira para mostrar que o governo Lula fez mais que os tucanos. Por final, defendeu a abertura da Copa do Mundo em Sâo Paulo, Estado governo pelo PSDB. “É um absurdo que São Paulo, um dos maiores mercados consumidores do mundo, fique de fora da abertura”, completou.
Fernando Zanelato
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10
Serra cobra explicações de Dilma sobre ligação do PT com as Farc
Presidenciável tucano volta a defender vice; ministro fala em baixaria
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, voltou a referendar nesta quinta-feira as acusações feitas pelo seu vice, Indio da Costa, de que o PT tem ligação com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Mas dessa vez foi mais longe: cobrou explicações da presidenciável petista, Dilma Rousseff.
“O que ele falou foi uma banalidade, de que o PT é ligado às Farc. Tem evidências abundantes do que são as Farc. São sequestradores, cortam cabeças de gente, são terroristas. Fazem narcotráfico. Curiosamente, ninguém do PT veio …Estão devendo essa explicação, inclusive a Dilma, para dizer que eles não têm nada com as Farc”, atacou Serra, em entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre.
O tucano tentou defender o vice ao dizer que ele não acusou o PT de fazer narcotráfico. “O Índio não disse que o PT faz narcotráfico. Isso, o Índio nunca pensou e nem eu”, afirmou.
A declaração de Indio da Costa na semana passada foi taxativa: “Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", acusou. Somente após a repercussão negativa do caso o vice de Serra se retratou.
O ex-governador lembrou da quebra do sigilo do vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge, para abrir fogo contra os petistas.
“Eles podem fazer crimes contra a Constituição, como fazer quebra de sigilo”, completou.
Serra também lembrou da relação de pessoas importantes do governo com as Farc. “As Farc vieram ao Brasil e aqui, abrigadas. A Dilma nomeou a mulher de um deles. O principal assessor da Presidência de Relações Exteriores os trata como não terroristas, no fundo companheiros meio equivocados. A única coisa é que acontece que é ligado a uma força que é ligada ao narcotráfico.”
Inspirado, o candidato a presidente ainda comparou Indio ao vice de Dilma, Michel Temer (PMDB). “Na minha opinião, ele é melhor que os outros vices. Teve mais votos que o Temer, que se elegeu na repescagem. Foi líder importante no Ficha Limpa.”
Outro lado
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse nesta quinta-feira que Dilma não vai entrar em “clima de baixaria”.
Copiando o presidente Lula, Padilha afirmou que a ex-ministra não vai ficar “cavando falta”.
“Temos orgulho de mostrar o nosso vice, que é agregador, articula vários partidos, que não precisa fazer autopromoção para aparecer. Ele tem história, que as pessoas conhecem”, respondeu, sobre Temer.
Fernando Zanelato
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, voltou a referendar nesta quinta-feira as acusações feitas pelo seu vice, Indio da Costa, de que o PT tem ligação com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Mas dessa vez foi mais longe: cobrou explicações da presidenciável petista, Dilma Rousseff.
“O que ele falou foi uma banalidade, de que o PT é ligado às Farc. Tem evidências abundantes do que são as Farc. São sequestradores, cortam cabeças de gente, são terroristas. Fazem narcotráfico. Curiosamente, ninguém do PT veio …Estão devendo essa explicação, inclusive a Dilma, para dizer que eles não têm nada com as Farc”, atacou Serra, em entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre.
O tucano tentou defender o vice ao dizer que ele não acusou o PT de fazer narcotráfico. “O Índio não disse que o PT faz narcotráfico. Isso, o Índio nunca pensou e nem eu”, afirmou.
A declaração de Indio da Costa na semana passada foi taxativa: “Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", acusou. Somente após a repercussão negativa do caso o vice de Serra se retratou.
O ex-governador lembrou da quebra do sigilo do vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge, para abrir fogo contra os petistas.
“Eles podem fazer crimes contra a Constituição, como fazer quebra de sigilo”, completou.
Serra também lembrou da relação de pessoas importantes do governo com as Farc. “As Farc vieram ao Brasil e aqui, abrigadas. A Dilma nomeou a mulher de um deles. O principal assessor da Presidência de Relações Exteriores os trata como não terroristas, no fundo companheiros meio equivocados. A única coisa é que acontece que é ligado a uma força que é ligada ao narcotráfico.”
Inspirado, o candidato a presidente ainda comparou Indio ao vice de Dilma, Michel Temer (PMDB). “Na minha opinião, ele é melhor que os outros vices. Teve mais votos que o Temer, que se elegeu na repescagem. Foi líder importante no Ficha Limpa.”
Outro lado
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse nesta quinta-feira que Dilma não vai entrar em “clima de baixaria”.
Copiando o presidente Lula, Padilha afirmou que a ex-ministra não vai ficar “cavando falta”.
“Temos orgulho de mostrar o nosso vice, que é agregador, articula vários partidos, que não precisa fazer autopromoção para aparecer. Ele tem história, que as pessoas conhecem”, respondeu, sobre Temer.
Fernando Zanelato
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10
TSE condena PSDB por ataques de Indio da Costa e dá direito de resposta ao PT
Vice de José Serra acusou os petistas de terem ligação com o narcotráfico; tucanos vão recorrer
O ministro Henrique Neves, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), condenou nesta quinta-feira o PSDB pela acusações de Indio da Costa, candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, de que o PT teria ligações com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e com o narcotráfico.
O PSDB terá que veicular no site Mobiliza, ligado à campanha de Serra, uma resposta da presidenciável petista, Dilma Rousseff, por dez dias.
Na sentença, o ministro lembra que o próprio Serra foi condenado pelo mesmo motivo nas eleições de 2002, quando também insinuou a relação do PT com o grupo terrorista da Colômbia.
“O tom ofensivo é evidente. Passados quase oito anos, o mesmo partido político que patrocinou aquela inserção considerada como ofensiva pelo tribunal – não pelas referências às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, mas pela associação à pessoa condenada por tráfico de drogas – retorna ao mesmo expediente”, escreveu Henrique Neves na sentença.
Indio da Costa afirmou em entrevista ao site Mobiliza na sexta-feira: “Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso.”
Serra ratificou as acusações do vice posteriormente. Nesta quinta-feira, ele afirmou que nem ele nem Indio da Costa acusaram o PT de fazer parte do narcotráfico, apesar da fala contrária do deputado, e cobrou de Dilma explicações sobre as relação do partico com as Farcs.
Para o ministro do TSE, a acusação “por si”, é suficiente para a caracterização da ofensa e o deferimento do direito de resposta. Na opinião dele, os dez dias ininterruptos de direito de resposta são justificáveis porque na eleição de 2002, o TSE já tinha considerado ofensivo um comportamento semelhante do partido, as declarações tiveram grande repercussão diante da divulgação por vários meios de comunicação social e as acusações foram graves.
“Não são edificantes ataques pessoais e genéricos, como se a eleição se decidisse não pela escolha do mais apto, mas pela exclusão do pior. Adversários políticos não devem se tratar como inimigos”, concluiu Henrique Neves.
O PSDB já avisou que irá recorrer ao plenário do próprio TSE. Segundo o porta-voz da campanha de Serra, o deputado federal João Almeida (BA), a decisão é “no mínimo abusiva”.
“Agora vamos ter de perguntar, antes, ao TSE o que podemos ou não falar na campanha?”, reclamou.
Fernando Zanelato
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10
O ministro Henrique Neves, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), condenou nesta quinta-feira o PSDB pela acusações de Indio da Costa, candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, de que o PT teria ligações com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e com o narcotráfico.
O PSDB terá que veicular no site Mobiliza, ligado à campanha de Serra, uma resposta da presidenciável petista, Dilma Rousseff, por dez dias.
Na sentença, o ministro lembra que o próprio Serra foi condenado pelo mesmo motivo nas eleições de 2002, quando também insinuou a relação do PT com o grupo terrorista da Colômbia.
“O tom ofensivo é evidente. Passados quase oito anos, o mesmo partido político que patrocinou aquela inserção considerada como ofensiva pelo tribunal – não pelas referências às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, mas pela associação à pessoa condenada por tráfico de drogas – retorna ao mesmo expediente”, escreveu Henrique Neves na sentença.
Indio da Costa afirmou em entrevista ao site Mobiliza na sexta-feira: “Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso.”
Serra ratificou as acusações do vice posteriormente. Nesta quinta-feira, ele afirmou que nem ele nem Indio da Costa acusaram o PT de fazer parte do narcotráfico, apesar da fala contrária do deputado, e cobrou de Dilma explicações sobre as relação do partico com as Farcs.
Para o ministro do TSE, a acusação “por si”, é suficiente para a caracterização da ofensa e o deferimento do direito de resposta. Na opinião dele, os dez dias ininterruptos de direito de resposta são justificáveis porque na eleição de 2002, o TSE já tinha considerado ofensivo um comportamento semelhante do partido, as declarações tiveram grande repercussão diante da divulgação por vários meios de comunicação social e as acusações foram graves.
“Não são edificantes ataques pessoais e genéricos, como se a eleição se decidisse não pela escolha do mais apto, mas pela exclusão do pior. Adversários políticos não devem se tratar como inimigos”, concluiu Henrique Neves.
O PSDB já avisou que irá recorrer ao plenário do próprio TSE. Segundo o porta-voz da campanha de Serra, o deputado federal João Almeida (BA), a decisão é “no mínimo abusiva”.
“Agora vamos ter de perguntar, antes, ao TSE o que podemos ou não falar na campanha?”, reclamou.
Fernando Zanelato
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10
Sem Dilma e Serra, primeiro debate na internet é cancelado
Após a petista cancelar a participação no evento, o presidenciável do PSDB também desistiu
Os portais iG, MSN, Terra e Yahoo! Anunciaram na noite desta quinta-feira o cancelamento do 1º debate On-Line Presidenciáveis 2010, que seria realizado na próxima segunda-feira, dia 26 de Julho, às 15 horas.
A decisão ocorreu após as desistências dos dois principais candidatos, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Dilma recusou oficialmente o convite na terça-feira alegando que os portais mudaram a data do debate, segundo ela pré-marcado para o dia 31.
No início da noite desta quinta, depois de ter confirmado presença formalmente, a coordenação de comunicação da campanha do candidato Serra informou à organização do evento que ele também não iria. Assim como a petista, o tucano também alegou problema de agenda. A candidata Marina Silva havia confirmado sua presença.
Os dois devem se encontrar no debate promovido pelo site UOL e o jornal “Folha de S.Paulo”, no dia 18 de agosto. A transmissão será aberta.
Antes, no dia 5 de agosto, Serra e Dilma também confirmaram presença no debate da rede Bandeirantes.
Fernando Zanelato
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10
Os portais iG, MSN, Terra e Yahoo! Anunciaram na noite desta quinta-feira o cancelamento do 1º debate On-Line Presidenciáveis 2010, que seria realizado na próxima segunda-feira, dia 26 de Julho, às 15 horas.
A decisão ocorreu após as desistências dos dois principais candidatos, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Dilma recusou oficialmente o convite na terça-feira alegando que os portais mudaram a data do debate, segundo ela pré-marcado para o dia 31.
No início da noite desta quinta, depois de ter confirmado presença formalmente, a coordenação de comunicação da campanha do candidato Serra informou à organização do evento que ele também não iria. Assim como a petista, o tucano também alegou problema de agenda. A candidata Marina Silva havia confirmado sua presença.
Os dois devem se encontrar no debate promovido pelo site UOL e o jornal “Folha de S.Paulo”, no dia 18 de agosto. A transmissão será aberta.
Antes, no dia 5 de agosto, Serra e Dilma também confirmaram presença no debate da rede Bandeirantes.
Fernando Zanelato
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10
Seção vai atender 18 menores infratores
Em Jundiaí, 18 menores infratores da Fundação Casa (antiga Febem) irão votar no dia 3 de outubro. Uma seção será montada no próprio local e será coordenada por mesários indicados por entidades, como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e Ministério Público. Os presos da Cadeia Pública, no Anhangabaú, não irão votar. Os jovens poderão assistir à propaganda eleitoral gratuita na televisão a partir do dia 17 de agosto, segundo informou ontem o articulador social da entidade, Conrado Guin.
Além dos 18 menores, seis funcionários da Fundação Casa também irão votar. A votação de presos provisórios e de adolescentes em unidades de internação vai ocorrer em 25 Estados - exceto Goiás - e no Distrito Federal. Vão ser instalados locais de votação em 424 estabelecimentos prisionais e unidades de internação de menores infratores. Ao todo, 20.099 eleitores nessas condições vão poder votar. O Estado de Minas Gerais é o que terá o maior número de eleitores em presídios e unidades de internação, 4.981, seguido por São Paulo, com 4.480, e o Rio Grande do Sul, com 1.802.
O alistamento eleitoral nos presídios e unidades de internação de adolescente terminou em maio e teve a meta de identificar presos provisórios que não tiveram condenação criminal definitiva e os adolescentes entre 16 e 21 anos que cumprem medida socioeducativa de internação. Segundo a resoluçãodo Tribunal Superior Eleitoral, para iniciar uma seção eleitoral nesses locais, é preciso uma quantidade mínima de 20 eleitores aptos a votar.
ROBERTA DE SÁ e AGÊNCIAS
fonte: JJ, publicado em 22/07/10
Além dos 18 menores, seis funcionários da Fundação Casa também irão votar. A votação de presos provisórios e de adolescentes em unidades de internação vai ocorrer em 25 Estados - exceto Goiás - e no Distrito Federal. Vão ser instalados locais de votação em 424 estabelecimentos prisionais e unidades de internação de menores infratores. Ao todo, 20.099 eleitores nessas condições vão poder votar. O Estado de Minas Gerais é o que terá o maior número de eleitores em presídios e unidades de internação, 4.981, seguido por São Paulo, com 4.480, e o Rio Grande do Sul, com 1.802.
O alistamento eleitoral nos presídios e unidades de internação de adolescente terminou em maio e teve a meta de identificar presos provisórios que não tiveram condenação criminal definitiva e os adolescentes entre 16 e 21 anos que cumprem medida socioeducativa de internação. Segundo a resoluçãodo Tribunal Superior Eleitoral, para iniciar uma seção eleitoral nesses locais, é preciso uma quantidade mínima de 20 eleitores aptos a votar.
ROBERTA DE SÁ e AGÊNCIAS
fonte: JJ, publicado em 22/07/10
Eleição de outubro terá 4% mais eleitores

O número de eleitores em Jundiaí para o pleito deste ano subiu 4,3% em relação às eleições de 2008. Ao todo, 270.228 pessoas têm condições de votar no município no dia 3 de outubro. Há dois anos, 258.547 pessoas puderam escolher seu candidato para prefeito e vereador. Em todo o Brasil, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 135,8 milhões de brasileiros podem participar do processo de votação. O total de eleitores no município apresentou queda de maio para junho, mês do último levantamento do TSE. No balanço anterior, a cidade constava com 270.371 pessoas aptas a participarem das eleições.
"Essa variação acontece por causa dos óbitos e porque terminou agora o lançamento no sistema do cadastro eleitoral, ou seja, das pessoas que se alistaram e transferiram o título", informou a chefe do cartório eleitoral da 281ª Zona Eleitoral - considerada a ´zona mãe´ do município -, Carla Juliana Vassalo. Durante a eleição deste ano, a cidade terá 345 seções de votação sob responsabilidade da 281ª zona eleitoral e mais 353 coordenadas pela 65ª zona eleitoral. "Em cada seção devem votar cerca de 400 eleitores", afirmou o responsável pelo cartório da 65ª, Vasco José Monteiro.
Perfil - Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, as mulheres são a maioria do eleitorado em Jundiaí. Elas representam 139.471 pessoas, contra 129.913 homens. Quanto à faixa etária, a maior parte possui entre 45 e 59 anos (67.940 pessoas). Em segundo lugar, aparecem os jovens, entre 25 e 34 anos (61.703). Já entre 16 e 17 anos - quando não há obrigação de votar - o levantamento mostra que há 2.778 eleitores. No país, do total de brasileiros que vão às urnas, as mulheres também permanecem como maioria do eleitorado, com 51,8% contra 48% de homens. A faixa etária de 25 a 34 anos representa 24% dos eleitores.
Região - Em Várzea Paulista, o último balanço do TSE, de junho, informa 74.339 eleitores aptos a votarem em 203 seções. Em Campo Limpo, são 56.104 pessoas que podem ir às urnas por meio 170 seções.
ROBERTA DE SÁ e AGÊNCIAS
fonte: JJ, publicado em 22/07/10
OAB reúne candidatos por “eleição limpa” em Jundiaí
Entidade dos advogados promove evento na terça e pede compromisso
Um compromisso escrito de todos os partidos e dos candidatos aos cargos parlamentares da região é a expectativa da campanha “Jundiaí com Eleições Limpas”, que será lançada na próxima terça pela diretoria da 33ª Subseção da OAB/SP.
“O objetivo é dignificar os cidadãos da nossa região, que inclui Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo, Cajamar e Itupeva”, diz o atual presidente da entidade, Márcio Vicente Faria Cozatti.
O respeito às determinações da Justiça Eleitoral, como o financiamento e aplicação dos recursos, é um dos alvos da campanha.
Também é pedida aos candidatos a apresentação por escrito de suas propostas de campanha. Entre elas, as prioridades da OAB como a instalação da Vara da Justiça Federal e da Polícia Federal na região.
Os dois pontos contam com ações da entidade desde a gestão anterior, com expectativas de êxito.
“A segurança é um tema importante e essa causa já tem mobilizado a classe dos advogados”, afirma Cozatti.
As propostas por escrito serão arquivadas na sede da OAB Jundiaí, além de divulgadas publicamente.
Quando: Terça, às 19h
Onde: Rua Rangel Pestana, 636, Centro
Manifestações serão permitidas
O lançamento da campanha por eleições limpas prevê o uso da palavra pelos interessados, no limite de 3 minutos por pessoa, sobre o papel da OAB no processo democrático.
Para isso, as inscrições poderão ser feitas até as 17h da própria terça-feira. A fala, entretanto, não poderá ser usada para promover votos em candidatos locais ou de fora. “Somos uma entidade nacional e não podemos fazer esse tipo de promoção”, diz a entidade.
A iniciativa da OAB Jundiaí fortalece outros processos recentes. No dia 31, às 8h, o movimento Cidade Democrática realiza capacitação de multiplicadores de reuniões nos bairros na sede da Associação dos Aposentados.
E o Forcis (Fórum Regional de Comércio, Indústria e Serviços) prevê realizar debates em setembro.
José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10
Um compromisso escrito de todos os partidos e dos candidatos aos cargos parlamentares da região é a expectativa da campanha “Jundiaí com Eleições Limpas”, que será lançada na próxima terça pela diretoria da 33ª Subseção da OAB/SP.
“O objetivo é dignificar os cidadãos da nossa região, que inclui Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo, Cajamar e Itupeva”, diz o atual presidente da entidade, Márcio Vicente Faria Cozatti.
O respeito às determinações da Justiça Eleitoral, como o financiamento e aplicação dos recursos, é um dos alvos da campanha.
Também é pedida aos candidatos a apresentação por escrito de suas propostas de campanha. Entre elas, as prioridades da OAB como a instalação da Vara da Justiça Federal e da Polícia Federal na região.
Os dois pontos contam com ações da entidade desde a gestão anterior, com expectativas de êxito.
“A segurança é um tema importante e essa causa já tem mobilizado a classe dos advogados”, afirma Cozatti.
As propostas por escrito serão arquivadas na sede da OAB Jundiaí, além de divulgadas publicamente.
Quando: Terça, às 19h
Onde: Rua Rangel Pestana, 636, Centro
Manifestações serão permitidas
O lançamento da campanha por eleições limpas prevê o uso da palavra pelos interessados, no limite de 3 minutos por pessoa, sobre o papel da OAB no processo democrático.
Para isso, as inscrições poderão ser feitas até as 17h da própria terça-feira. A fala, entretanto, não poderá ser usada para promover votos em candidatos locais ou de fora. “Somos uma entidade nacional e não podemos fazer esse tipo de promoção”, diz a entidade.
A iniciativa da OAB Jundiaí fortalece outros processos recentes. No dia 31, às 8h, o movimento Cidade Democrática realiza capacitação de multiplicadores de reuniões nos bairros na sede da Associação dos Aposentados.
E o Forcis (Fórum Regional de Comércio, Indústria e Serviços) prevê realizar debates em setembro.
José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10
Procuradoria Eleitoral pede impugnação de Pedro Bigardi
O deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB) e o comerciante Jorge Reis (PTN), postulantes à Assembleia Legislativa, entraram ontem na lista do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de pedidos de impugnação de candidaturas, conforme parecer da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP). A PRE-SP deve divulgar na próxima segunda-feira uma publicação completa com os nomes.
A impugnação de Bigardi ocorreu porque ele não apresentou documentos necessários para registrar a candidatura e ainda tem pendente uma multa eleitoral. Em nota enviada por sua assessoria, Bigardi informou que o requerimento de impugnação "se baseou na ausência das certidões negativas de distribuição de processos em 2ª instância, tanto na Justiça Estadual quanto na Federal" e que "a ausência destes documentos se deve à greve do Judiciário, o que causou a demora na emissão das certidões."
Segundo a nota, as certidões já foram juntadas ao processo de registro de candidatura do político, "o que dá por encerrada a questão e reafirma a condição de Bigardi como candidato à reeleição." A assessoria não comentou sobre a multa eleitoral. Sobre Reis, a PRE-SP não divulgou os motivos, mas o candidato adiantou que o problema também se refere a documentos "já entregues ao TRE."
Outros ´impugnados´ - Dos 15 candidatos de Jundiaí a deputados estadual e federal, agora são cinco os políticos com pedidos de impugnação de registro feitos pela PRE-SP. Eduardo Palhares (PV) e João Henrique dos Santos (PDT), postulantes à Câmara Federal, informaram que já enviaram os documentos ao TRE. A defesa da médica Silvana Baptista (PMDB), candidata à Assembleia, reafirmou que aguarda comunicação oficial para tomar providências.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ, publicado em 23/07/10
A impugnação de Bigardi ocorreu porque ele não apresentou documentos necessários para registrar a candidatura e ainda tem pendente uma multa eleitoral. Em nota enviada por sua assessoria, Bigardi informou que o requerimento de impugnação "se baseou na ausência das certidões negativas de distribuição de processos em 2ª instância, tanto na Justiça Estadual quanto na Federal" e que "a ausência destes documentos se deve à greve do Judiciário, o que causou a demora na emissão das certidões."
Segundo a nota, as certidões já foram juntadas ao processo de registro de candidatura do político, "o que dá por encerrada a questão e reafirma a condição de Bigardi como candidato à reeleição." A assessoria não comentou sobre a multa eleitoral. Sobre Reis, a PRE-SP não divulgou os motivos, mas o candidato adiantou que o problema também se refere a documentos "já entregues ao TRE."
Outros ´impugnados´ - Dos 15 candidatos de Jundiaí a deputados estadual e federal, agora são cinco os políticos com pedidos de impugnação de registro feitos pela PRE-SP. Eduardo Palhares (PV) e João Henrique dos Santos (PDT), postulantes à Câmara Federal, informaram que já enviaram os documentos ao TRE. A defesa da médica Silvana Baptista (PMDB), candidata à Assembleia, reafirmou que aguarda comunicação oficial para tomar providências.
ROBERTA DE SÁ
fonte: JJ, publicado em 23/07/10
Nova lista com ´impugnações´ só na 2ª feira
A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) deve divulgar apenas na segunda-feira uma nova lista de impugnações de pedidos de registro de candidatura. Doze dos 15 candidatos de Jundiaí a deputados estadual e federal aguardam para ver se não terão problemas. Na última terça-feira, três nomes da cidade foram ´impugnados´ pela PRE-SP: Eduardo Palhares (PV) e João Henrique dos Santos (PDT), postulantes à Câmara Federal, e Silvana Baptista (PMDB), candidata à Assembleia Legislativa. Ontem, Palhares apresentou documentos no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para reverter a situação. As primeiras impugnações deixaram o clima tenso no município.Alguns candidatos, embora não confirmem, estão apreensivos com a segunda lista que será divulgada pela Procuradoria. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, desta vez, devem ser analisados mais 900 pedidos de candidatura. Ainda não é possível saber se entre eles estão candidatos de Jundiaí. Na primeira análise que continha 705 concorrentes, 281 políticos foram ´impugnados´, sendo 154 postulantes a deputado estadual, 122 a federal, um ao cargo no Senado e quatro nomes de suplente de senador. Até 5 de agosto, mais de 3 mil pedidos de candidatura feitos no Estado precisam passar por análise.
Defesa - O nome de Palhares consta na primeira lista da Procuradoria em razão da Lei Ficha Limpa. O candidato teve o pedido de candidatura ´impugnado´ pela PRE-SP por ter tido as contas relativas a 2006, quando era diretor-presidente da DAE S/A, rejeitadas pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado. O advogado do político, Henrique Duarte Almeida, alega, no entanto, que as contas da DAE no exercício de 2006 foram julgadas irregulares pelo TC sem contraditório, ou seja, sem possibilidade de defesa e, por isso, a decisão do TC foi suspensa pela Justiça Estadual.
"Estamos tentando conversar com o setor responsável do Tribunal de Contas para que esse equívoco seja explicado. O Tribunal já foi comunicado sobre a suspensão da decisão pela Justiça Estadual. Além disso, embora Palhares ainda não tenha sido comunicado oficialmente sobre a impugnação, o jurídico do PV já enviou cópias para o TRE sobre a decisão da Justiça do Estado", informou Almeida, na tarde de ontem.
Os outros - O advogado do PMDB, Celso Lopes, voltou a dizer que aguarda um comunicado oficial da Justiça Eleitoral para fazer a defesa da candidata Silvana Baptista. Até o fechamento da edição, a PRE-SP ainda não havia divulgado os pareceres sobre a impugnação da médica. O candidato João Henrique foi procurado, mas não foi localizado ontem. Segundo a Procuradoria, o político não apresentou todas as documentações necessárias para o registro da candidatura, inclusive certidões da Vara Criminal, e não comprovou sua filiação ao PDT. Anteontem, o sindicalista disse ao JJ que já estaria providenciando sua defesa no TRE. Ele diz que foi apontado como tendo dupla filiação partidária (PDT e PTB).
fonte: JJ, publicado em 22/07/10
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