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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Dilma minimiza mensalão e acusa PSDB de usar dossiê para abalar sua candidatuta

Em sabatina, candidata do PT defende José Dirceu, mas nega participação de ex-ministro em um eventual governo

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, procurou minimizar o escândalo do mensalão e culpou a oposição de tentar abalar sua candidatura com o suposto dossiê contra o PSDB.

Em sabatina do portal R7 nesta quinta-feira, a ex-ministra do governo Lula defendeu petistas acusados de envolvimento em casos de corrupção como Antonio Palocci, absolvido pelo Supremo Tribunal Federal pela quebra do sigilo do caseiro Francenildo Santos Costa, e José Dirceu, réu no processo do mensalão.

“É uma precipitação dizer que ele [Dirceu] fez isso ou aquilo. Nós vivemos em um país democrático. Desde a Revolução Francesa, quem prova é acusação. Não é a pessoa acusada que prova a sua inocência. Eu tenho grande respeito por ele, mas não está no cerne do meu governo. Ele é militante do PT e terá sempre o seu lugar dentro do PT e acatarei porque eu respeito o PT”, afirmou.

Sobre Palocci, um dos principais coordenadores da sua campanha, o tom foi menos crítico. “Não vou responder [se ele vai ter participação no meu governo] porque já teve gente que se sentou na cadeira antes e perdeu a eleição”.

Para Dilma, a acusação que o governo pagava mesada aos deputados da base aliada em troca de apoio não foi provada. “É lamentável as práticas incorretas que aconteceram naquilo, que algumas pessoas chamaram erradamente como mensalão. Não se pode condenar por antecipação”, disse.

Sem entrar em detalhes, a candidata defendeu a apuração da quebra do sigilo fiscal do vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge. Os dados estariam sendo levantados pelo setor inteligência da campanha de Dilma para montagem de um dossiê contra Serra. Ela nega.

“Todo vazamento tem de ser investigado. Eu vejo nisso uma tentativa de abalar minha candidatura”, respondeu, em alusão à oposição.

Dilma também defendeu as polêmicas alianças do PT, entre elas com o ex-presidente Fernando Collor de Melo. “Eu tenho clareza que nós do PT não podemos governar sozinhos. O nosso projeto implica numa visão de Brasil e projeto para o Brasil. Construímos uma nova era de prosperidade para o Brasil. Eles são abertos a nos apoiar, mas nos nossos termos.”

Ao ser perguntada sobre as qualidades de José Serra (PSDB), Dilma hesitou, mas acabou falando. . “Eu acho que que ao longo de sua vida na vida pública ele foi uma pessoa bem intencionada”.

Ela voltou a reafirmar ser contra o aborto e a descriminalização das drogas e disse que a união civil entre pessoas do mesmo sexo deveria ser legalizada.

Em pelo menos três momentos cutucou o PSDB. Primeiro ao defender seu vice, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). “Escolhi um vice que tem todas as condições de assumir a Presidência da República sem causar qualquer problema ao País”.

Em seguida, afirmou que tem uma carteira para mostrar que o governo Lula fez mais que os tucanos. Por final, defendeu a abertura da Copa do Mundo em Sâo Paulo, Estado governo pelo PSDB. “É um absurdo que São Paulo, um dos maiores mercados consumidores do mundo, fique de fora da abertura”, completou.

Fernando Zanelato
Agência BOM DIA

fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10

Serra cobra explicações de Dilma sobre ligação do PT com as Farc

Presidenciável tucano volta a defender vice; ministro fala em baixaria

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, voltou a referendar nesta quinta-feira as acusações feitas pelo seu vice, Indio da Costa, de que o PT tem ligação com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Mas dessa vez foi mais longe: cobrou explicações da presidenciável petista, Dilma Rousseff.

“O que ele falou foi uma banalidade, de que o PT é ligado às Farc. Tem evidências abundantes do que são as Farc. São sequestradores, cortam cabeças de gente, são terroristas. Fazem narcotráfico. Curiosamente, ninguém do PT veio …Estão devendo essa explicação, inclusive a Dilma, para dizer que eles não têm nada com as Farc”, atacou Serra, em entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre.

O tucano tentou defender o vice ao dizer que ele não acusou o PT de fazer narcotráfico. “O Índio não disse que o PT faz narcotráfico. Isso, o Índio nunca pensou e nem eu”, afirmou.

A declaração de Indio da Costa na semana passada foi taxativa: “Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", acusou. Somente após a repercussão negativa do caso o vice de Serra se retratou.

O ex-governador lembrou da quebra do sigilo do vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge, para abrir fogo contra os petistas.

“Eles podem fazer crimes contra a Constituição, como fazer quebra de sigilo”, completou.

Serra também lembrou da relação de pessoas importantes do governo com as Farc. “As Farc vieram ao Brasil e aqui, abrigadas. A Dilma nomeou a mulher de um deles. O principal assessor da Presidência de Relações Exteriores os trata como não terroristas, no fundo companheiros meio equivocados. A única coisa é que acontece que é ligado a uma força que é ligada ao narcotráfico.”

Inspirado, o candidato a presidente ainda comparou Indio ao vice de Dilma, Michel Temer (PMDB). “Na minha opinião, ele é melhor que os outros vices. Teve mais votos que o Temer, que se elegeu na repescagem. Foi líder importante no Ficha Limpa.”

Outro lado

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse nesta quinta-feira que Dilma não vai entrar em “clima de baixaria”.

Copiando o presidente Lula, Padilha afirmou que a ex-ministra não vai ficar “cavando falta”.

“Temos orgulho de mostrar o nosso vice, que é agregador, articula vários partidos, que não precisa fazer autopromoção para aparecer. Ele tem história, que as pessoas conhecem”, respondeu, sobre Temer.

Fernando Zanelato
Agência BOM DIA

fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10

TSE condena PSDB por ataques de Indio da Costa e dá direito de resposta ao PT

Vice de José Serra acusou os petistas de terem ligação com o narcotráfico; tucanos vão recorrer

O ministro Henrique Neves, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), condenou nesta quinta-feira o PSDB pela acusações de Indio da Costa, candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, de que o PT teria ligações com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e com o narcotráfico.

O PSDB terá que veicular no site Mobiliza, ligado à campanha de Serra, uma resposta da presidenciável petista, Dilma Rousseff, por dez dias.

Na sentença, o ministro lembra que o próprio Serra foi condenado pelo mesmo motivo nas eleições de 2002, quando também insinuou a relação do PT com o grupo terrorista da Colômbia.

“O tom ofensivo é evidente. Passados quase oito anos, o mesmo partido político que patrocinou aquela inserção considerada como ofensiva pelo tribunal – não pelas referências às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, mas pela associação à pessoa condenada por tráfico de drogas – retorna ao mesmo expediente”, escreveu Henrique Neves na sentença.

Indio da Costa afirmou em entrevista ao site Mobiliza na sexta-feira: “Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso.”

Serra ratificou as acusações do vice posteriormente. Nesta quinta-feira, ele afirmou que nem ele nem Indio da Costa acusaram o PT de fazer parte do narcotráfico, apesar da fala contrária do deputado, e cobrou de Dilma explicações sobre as relação do partico com as Farcs.

Para o ministro do TSE, a acusação “por si”, é suficiente para a caracterização da ofensa e o deferimento do direito de resposta. Na opinião dele, os dez dias ininterruptos de direito de resposta são justificáveis porque na eleição de 2002, o TSE já tinha considerado ofensivo um comportamento semelhante do partido, as declarações tiveram grande repercussão diante da divulgação por vários meios de comunicação social e as acusações foram graves.

“Não são edificantes ataques pessoais e genéricos, como se a eleição se decidisse não pela escolha do mais apto, mas pela exclusão do pior. Adversários políticos não devem se tratar como inimigos”, concluiu Henrique Neves.

O PSDB já avisou que irá recorrer ao plenário do próprio TSE. Segundo o porta-voz da campanha de Serra, o deputado federal João Almeida (BA), a decisão é “no mínimo abusiva”.

“Agora vamos ter de perguntar, antes, ao TSE o que podemos ou não falar na campanha?”, reclamou.

Fernando Zanelato
Agência BOM DIA

fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10

Sem Dilma e Serra, primeiro debate na internet é cancelado

Após a petista cancelar a participação no evento, o presidenciável do PSDB também desistiu

Os portais iG, MSN, Terra e Yahoo! Anunciaram na noite desta quinta-feira o cancelamento do 1º debate On-Line Presidenciáveis 2010, que seria realizado na próxima segunda-feira, dia 26 de Julho, às 15 horas.

A decisão ocorreu após as desistências dos dois principais candidatos, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

Dilma recusou oficialmente o convite na terça-feira alegando que os portais mudaram a data do debate, segundo ela pré-marcado para o dia 31.

No início da noite desta quinta, depois de ter confirmado presença formalmente, a coordenação de comunicação da campanha do candidato Serra informou à organização do evento que ele também não iria. Assim como a petista, o tucano também alegou problema de agenda. A candidata Marina Silva havia confirmado sua presença.

Os dois devem se encontrar no debate promovido pelo site UOL e o jornal “Folha de S.Paulo”, no dia 18 de agosto. A transmissão será aberta.

Antes, no dia 5 de agosto, Serra e Dilma também confirmaram presença no debate da rede Bandeirantes.

Fernando Zanelato
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10

OAB reúne candidatos por “eleição limpa” em Jundiaí

Entidade dos advogados promove evento na terça e pede compromisso

Um compromisso escrito de todos os partidos e dos candidatos aos cargos parlamentares da região é a expectativa da campanha “Jundiaí com Eleições Limpas”, que será lançada na próxima terça pela diretoria da 33ª Subseção da OAB/SP.

“O objetivo é dignificar os cidadãos da nossa região, que inclui Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo, Cajamar e Itupeva”, diz o atual presidente da entidade, Márcio Vicente Faria Cozatti.

O respeito às determinações da Justiça Eleitoral, como o financiamento e aplicação dos recursos, é um dos alvos da campanha.

Também é pedida aos candidatos a apresentação por escrito de suas propostas de campanha. Entre elas, as prioridades da OAB como a instalação da Vara da Justiça Federal e da Polícia Federal na região.

Os dois pontos contam com ações da entidade desde a gestão anterior, com expectativas de êxito.

“A segurança é um tema importante e essa causa já tem mobilizado a classe dos advogados”, afirma Cozatti.

As propostas por escrito serão arquivadas na sede da OAB Jundiaí, além de divulgadas publicamente.

Quando: Terça, às 19h
Onde: Rua Rangel Pestana, 636, Centro

Manifestações serão permitidas
O lançamento da campanha por eleições limpas prevê o uso da palavra pelos interessados, no limite de 3 minutos por pessoa, sobre o papel da OAB no processo democrático.

Para isso, as inscrições poderão ser feitas até as 17h da própria terça-feira. A fala, entretanto, não poderá ser usada para promover votos em candidatos locais ou de fora. “Somos uma entidade nacional e não podemos fazer esse tipo de promoção”, diz a entidade.

A iniciativa da OAB Jundiaí fortalece outros processos recentes. No dia 31, às 8h, o movimento Cidade Democrática realiza capacitação de multiplicadores de reuniões nos bairros na sede da Associação dos Aposentados.

E o Forcis (Fórum Regional de Comércio, Indústria e Serviços) prevê realizar debates em setembro.

José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 22/07/10

terça-feira, 6 de julho de 2010

Jundiaí adianta metas para educação

Cidade atinge em 2009 notas previstas para 2011 e tem escolas públicas acima da média que Brasil planeja para 2022

Jundiaí adiantou em dois anos as suas metas do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgou nesta segunda-feira o MEC (Ministério da Educação).

Suas médias de 5,8 para as primeiras quatro séries e de 4,7 para as últimas quatro do ensino fundamental em 2009 estavam previstas para serem alcançadas só em 2011 e superam o índice nacional de 4,6 e 4,0 e o estadual de 5,4 e 4,3, respectivamente.

Outro destaque é que 15 das 47 Emebs (escolas municipais de 1ª a 4ª série) tiveram índices acima de 6,0, a média nacional buscada para 2022 e adotada pelos países desenvolvidos.

O secretário de Educação de Jundiaí, Francisco Carbonari, diz ficar apreensivo com os resultados de uma avaliação externa, mas se mostra satisfeito com os resultados.

“Demos um bom salto na nota, mas precisamos continuar progredindo.”

Uma das escolas que superou a meta é a Emeb Marcos Gasparian (Centro), com nota 7,1. “É uma alegria saber que nossos esforços valeram a pena, diz a coordenadora Sônia Maria Saridelli.

Superação
Entre as 38 escolas estaduais (5ª a 8ª série) houve pequenas variações positivas e negativas, mesmo em escolas tradicionais da cidade.

Mas algumas surpreenderam. A escola estadual do Parque Almerinda Chaves saltou de 3,8 em 2007 para 5,6 em 2009 (o índice é feito a cada dois anos).

A Diretoria de Ensino, da Secretaria Estadual de Educação, não se manifestou sobre os resultados.

Na parte de baixo do ranking, a escola estadual Feliciano de Oliveira, no Jardim Tamoio, ficou com 3,7 (depois de 3,9 em 2007).

“Dos 800 alunos, quase a metade vem apenas pelo Bolsa Família e não recebe estímulo familiar. É outra realidade, onde os alunos enfrentam muitas dificuldades”, afirma a diretora Sueli Silva.

A escola atende a partir do 6º ano (antigo 5º) até o ensino médio. Apesar do desafio, a diretora afirma que a escola não pode desistir da meta e do prazo estipulados.

Como é o cálculo
O Ideb é um indicador criado em 2007 pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e reúne dois conceitos sobre a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações. De acordo com o Inep, as metas permitem mobilizar a sociedade pela educação. (com José Arnaldo de Oliveira)

Maior nota atribui resultado a conjunto
Com 50 anos de atividades, a escola municipal José Romeiro Pereira (o Geva), na Vila Progresso, atingiu 7,2 no índice com a mistura de professores estáveis, estímulo aos estudantes e envolvimento dos pais.

Mas a tecnologia também faz parte dessa receita: a escola integra o grupo que usa equipamentos de tecnologia, como a lousa digital e os computadores para os alunos (“classmates”).

A coordenadora Gláucia Zoé Silva Nitsch, 40 anos, acredita que os equipamentos exigem projetos adequados.

“Temos maratonas de matemática duas vezes por ano, estimulamos a redação e as feiras culturais ou de ciências atraem os pais.

Os alunos não são mais apenas do bairro, como antes. Mas o grupo docente tem essa busca de estimular alunos e famílias”, diz.
Com a carga de trabalho de 30 horas, os professores usam parte do dia para o planejamento. A escola, com biblioteca e tecnologia, não conta com laboratório de ciências.

Tania Luísa
Especial para o BOM DIA

fonte: BOM DIA, publicado em 05/07/10

Partidos mostram calma em abertura da campanha

Candidatos a deputado estadual e federal iniciam nesta terça-feira a etapa oficial

Apesar da campanha eleitoral começar oficialmente nesta terça-feira, quando será liberada a propaganda polícia, os partidos devem colocá-la nos trilhos aos poucos.

Nenhum dos cerca de 20 candidatos a deputado estadual e federal da região de Jundiaí afirmou que já vai estar na ruas nesta terça-feira distribuindo santinhos.

O momento, segundo a maioria, ainda é para planejamento para a campanha.

Nesta segunda-feira, o sindicalista Gerson Sartori (PT) discutiu em Jundiaí o apoio da militância na cidade à campanha Dilma Rousseff (Presidência) e Aloísio Mercadante (governo do Estado) com o deputado federal José Genoíno.

O PSDB inicia sua campanha em Jundiaí informalmente nesta terça-feira, quando abre o comitê dos candidatos Ary Fossen (estadual) e Luiz Fernando Machado (federal).

Os vereadores Val Freitas (PTB) e Durval Orlato (PT) informaram que nesta terça-feira devem estar focados na Câmara.

Assim como fez Sartori com o cacique petista, o médico Cláudio Miranda (PSC), postou em seu site imagens do encontro com ol ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) em igreja paulistana. O mesmo fez o empresário Eduardo Palhares (PV) com imagens da confirmação de sua candidatura pelo partido.

TSE atrasa registro final de candidaturas
Até as 20h30 desta segunda-feira o portal eletrônico do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não registrava nenhum candidato oficializado do estado de São Paulo.

A lista oficial deve estar disponível nesta terça-feira. Sem a homologação, as informações divulgadas por partidos e candidatos são inválidas.

Os bastidores de impugnações ou até mesmo de bloqueio na nova lei da Ficha Limpa provocaram tensões em alguns estados e municípios.

Em Jundiaí, apesar das muitas certidões exigidas pelas Justiça, não foram previstas suspensões de candidaturas. O quadro final será confirmado nesta terça-feira.

O que define a lei eleitoral no país:

Publicidade
A publicidade governamental, que possa beneficiar candidatos, está proibida nos 3 meses anteriores às eleições, porque poderiam afetar a igualdade de oportunidades.

Transferências
Não pode haver transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios e os agentes não podem contratar shows em inaugurações.

Inaugurações
Os candidatos a qualquer cargo não podem comparecer a inaugurações públicas, como prevê a lei 12.034, de 2009. .

Servidores
Até a posse dos eleitos, os agentes públicos não podem nomear, contratar, transferir ou demitir sem justa causa o servidor.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA

fonte: BOM DIA, publicado em 06/07/10

domingo, 4 de julho de 2010

Jundiaí ganha R$ 1,73 milhão contra desperdício de água

Recursos são do Consórcio das Bacias PCJ (dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e, somando a contrapartida local, chegam a R$ 2,884 milhão

A DAE, empresa municipal de águas, recebeu autorização de R$ 1,73 milhão da Caixa Econômica Federal para o projeto de combate a perdas na rede de distribuição, que hoje chegam a 27% entre a água tratada e a água faturada.

Os recursos são do Consórcio das Bacias PCJ (dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e, somando a contrapartida local, chegam a R$ 2,884 milhão.

“Já somos uma das cidades acima de 300 mil habitantes com o menor índice de perdas”, afirma o presidente da empresa, Wilson Engholm.

Os setores envolvidos são do Santa Gertrudes/Jardim do Lago e Vila Marlene/Cecap.

Recursos federais
A assinatura de contratos ocorreu em Jundiaí e envolveu 18 municípios, incluindo Várzea Paulista, Jarinu, Itupeva, Campo Limpo Paulista, Cajamar e Itatiba, no valor de R$ 21 milhões

São projetos variados de inclusão digital, restaurante popular, infraestrutura turística, esportes e saneamento.


O superintendente regional, Waldir Monti, diz que o contrato é o primeiro passo para os projetos executivos serem aprovados posteriormente pela Caixa.

“Temos buscado melhorar a estrutura de nossa Gerência de Desenvolvimento Urbano”, afirma.

Contradição
O prefeito Miguel Haddad (PSDB) vetou projeto criando o Programa de Conservação, Uso Racional e Reutilização de Água em Edificações, aprovado na Câmara por Júlio de Oliveira (PSDB) sobre economia e o uso de águas de chuva. O veto será apreciado na terça.

José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA
fonte: BOMDIA. publicado em: 2/7/10

terça-feira, 29 de junho de 2010

Cientista alerta sobre decisões

Optar por um nome local ou um 'forasteiro', na visão do cientista político Pedro Rocha Lemos, é algo que precisa ser bem pensado pelos partidos. "É questão bem complicada porque existe a fidelidade partidária. Mas, como muito se fala em eleger candidatos locais, o ideal seria que analisassem em âmbito municipal e fizessem alianças, evitando nomes de fora."

O agente do Cidade Democrática de Jundiaí e voluntário da ONG Voto Consciente, Marcelo Pilon, concorda que se trata de uma escolha difícil. "É algo muito relativo. Tudo depende do interesse por trás da candidatura. Algumas vezes, o melhor é trazer os 'forasteiros' para ganhar mais visibilidade. Neste caso, eles são chamados de iscas eleitorais, pois ajudam a puxar votos."

ROBERTA DE SÁ

fonte: JJ, publicado em 17/06/10

Região já tem mais de 20 candidatos e chances de não eleger ninguém aumentam

Convenções terminam amanhã e registros saem até o próximo dia 5

Depois de aprovarem seus nomes em convenções dos partidos (que terminam nesta quarta-feira), cerca de 20 candidatos de Jundiaí e região dependem dos resultados dos acordos de coligações partidárias para confirmarem suas vagas para o registro até 5 de julho.

Entre os partidos mais conhecidos disputam vagas para deputado federal Luiz Fernando Machado (PSDB), Durval Orlato e Gerson Sartori (PT), Eduardo Santos Palhares (PV) e Júnior Aprilanti (PC do B), de Várzea.

Na região devem surgir nomes por outros partidos como José Avelino Ferreira, o Chinelo (PSB), de Itatiba, Jorge Reis Tarcísio (PTN), Vanderlei Victorino (PSol) e Dalvan (PSC), de Campo Limpo.

O cenário é também amplo para deputado estadual. Os partidos mais conhecidos possuem candidatos como Pedro Bigardi (PCdoB), Ary Fossen (PSDB), Eliseu Silva Costa e Sérgio Dutra (PT) e Val Freitas (PTB).

Outras siglas também devem participar com Cristiano Lopes (PSB), Cláudio Miranda (PSC), Dr. Pacheco (PPS), Silvana Baptista (PMDB) e Mil Freitas (PP), de Várzea.

Durval Orlato, vereador do PT que sonha em voltar para Brasília: disputa interna
Lista de cortes

A coligação de partidos, que precisa ser definida até dia 5, pode provocar uma lista de cortes entre candidatos.

Por exemplo, se PT e PC se coligarem, como na última eleição, as legendas podem decidir pela eliminação ou remanejamento de nomes aprovados em convenções.

E mesmo neste clima de incerteza e com a campanha só começa em agosto, mas os candidatos em Jundiaí já estão em busca de apoio.

O trabalho em outras cidades da região ou no Estado é visto como fator decisivo por diversos candidatos.

“Tenho uma forte ligação com 25 cidades. E todos os candidatos do partido possuem inserções variadas”, diz Durval Orlato (PT).

Para Ary Fossen (PSDB), ex-deputado estadual e ex-prefeito, “é preciso diferenciar os candidatos porque a cidade merece representantes”.

Entre outros partidos especulados até por adversários como fortes concorrentes estão o PTB (pela base de Val Freitas em uma das correntes da igreja Assembléia de Deus), o PV (pela cota baixa de votos prevista para eleger Edu Palhares) e o PCdoB (pela visibilidade do cargo já ocupado por Pedro Bigardi).

De fora

Os mais de 260 mil eleitores do município ainda elegem candidatos de outras cidades.

Nas últimas eleições, em 2006, os mais votados foram Luiz Fernando Machado (PSDB), com 32.061 votos, Durval Orlato (PT), com 27.997, e Silvana Baptista (PMDB), com 7.499. Somados, formam 25% do total.

Apenas para lembrar: nessa eleição o falecido estilista Clodovil, sem vínculos com a cidade, teve quase 5 mil votos.

Também em 2006, pra deputado estadual, o mais votado foi Pedro Bigardi (ainda no PT), com 30.484. Foi seguido por Júlio de Oliveira (PSDB), com 23.423, Ana Tonelli (PMDB), com 19.856, Mauro Menuchi (PSB), com 16.257, Antonio Carlos Pereira, o Doca (PP), com 12.699, José Dias (PDT), com 6.007 e Dr. Pacheco (PPS), com 4.286.

Apesar desta soma subir para quase 50%, a maioria ficou como suplente até as eleições municipais de 2008 abrirem vaga para Bigardi (já no PC do B), hoje o único representante parlamentar.

O comportamento do eleitor dificulta a posse de um representante apenas com votos da cidade - prevendo cortes de 50 a 140 mil votos nas eleições deste ano, conforme o partido.

José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA
fonte: BOM DIA, publicado em 28/06/10

sábado, 26 de junho de 2010

OAB confirma "Campanha Eleições Limpas"

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em Jundiaí, confirmou ontem a realização da segunda edição da "Campanha Eleições Limpas". O objetivo é firmar compromisso com os candidatos a deputados estadual e federal na cidade e Região para que respeitem à legislação e evitem ações de corrupção ou de ataques pessoais. Embora a entidade aguarde o fim do registro das candidaturas, no dia 5 de julho, para anunciar oficialmente a campanha, o presidente da 33ª Subsecção da OAB-Jundiaí, Márcio Cozatti, adianta que a ação terá praticamente os mesmos moldes da primeira edição, realizada em 2008 durante as eleições municipais.

"Os candidatos serão chamados para expor seus projetos para os advogados e para a comunidade. Eles serão convidados a assinar um documento para se comprometer a fazer com que o processo eleitoral ocorra com clareza e de forma limpa", explica. Como a Região deve ter pelo menos 20 nomes na disputa pelas cadeiras da Assembleia Legislativa e da Câmara Federal, a diretoria da OAB-Jundiaí ainda estuda como serão as apresentações das propostas dos candidatos.

"Em 2008, foi possível chamar os quatro candidatos à Prefeitura (Miguel Haddad (PSDB), Pedro Bigardi (PCdoB), Gerson Sartori (PT) e Vanderlei Victorino (PSOL)) de uma só vez. Agora, teremos que organizar de forma diferente porque são muitos. Também existe a necessidade de adaptarmos os trechos do documento que será apresentado."

Importância - Para Cozatti, a "2ª Campanha Eleições Limpas" coloca novamente a OAB como instituição observadora isenta da eleição. "Com isso, ajudamos a sociedade a fazer a escolha e colaboramos para dar um basta na corrupção." Segundo ele, no último pleito, os candidatos, de forma geral, respeitaram o compromisso assinado. O único ponto em que deixaram a desejar foi em relação ao envio da cópia do plano de governo.

"Pedimos mais de uma vez e alguns não entregaram. Mas a avaliação feita é que alcançamos nossos objetivos", destaca. A expectativa da entidade é que haja adesão de todos os concorrentes. "Acreditamos que nesta eleição não haverá tantos problemas, mas um compromisso é sempre bom. Esperamos que todos os candidatos façam parte deste movimento", completa.

ROBERTA DE SÁ

fonte: BOMDIA. publicado em: 25/6/10

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Universidade vai precisar da força política da região

Sexta-feira, 25 de junho de 2010
Reitor de São Carlos dá conselhos para representantes de prefeituras

José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA

A região de Jundiaí vai precisar de muita força política se quiser ter sua universidade pública.

O conselho foi dado nesta quinta pelo reitor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Targino de Araújo Filho, que nesta quinta fez palestra para prefeitos e secretários da região.

Para ele, o caminho mais curto pode ser começar com um IFES (Instituto Federal de Ensino Superior), menor que uma universidade.

“Vamos ter grupo para organizar demandas e outro para convidar o ministro [da Educação, Fernando Haddad] e mostrar força política da região”, diz Edu Pereira (PT), prefeito de Várzea.

O secretário de Educação de Jundiaí, Chico Carbonari, afirmou apoio às iniciativas regionais.

Targino destacou vantagens do trio “ensino, pesquisa e extensão” para uma região e defendeu ações afirmativas para alunos da rede pública e negros. “Não apenas cotas”, diz.

Um abaixo assinado com 30 mil assinaturas circula na região com o pedido.

Meta depende de plano federal
Desde que surgiu, há dois meses, a campanha tem sido abraçada pelos partidos de oposição local e governo nacional. Mas a reunião mostrou que será preciso mais que os abaixo-assinados.

“Há uma expansão inédita do ensino superior federal nos últimos anos, mas questões como a demanda de mão de obra nesta região talvez não estejam identificadas”, diz Newton Lima, ex-reitor e depois ex-prefeito em São Carlos.

O líder metalúrgico Eliseu Costa uniu os sindicatos pela Universidade do Trabalhador, o prefeito Edu Pereira e o vereador Durval Orlato (todos do PT) reuniram-se com o ministro Fernando Haddad, o deputado estadual Pedro Bigardi PCdoB) protocolou pedido para um campus da UFSCar em Jundiaí.

Mas uma frente suprapartidária, concluiu o encontro desta quinta, é a única força capaz de garantir essa meta.

fonte: BOMDIA

quarta-feira, 2 de junho de 2010

PSDB faz festa para lançar Luiz Fernando e Ary Fossen

O vice-prefeito Luiz Fernando Machado e o ex-prefeito Ary Fossen oficializam nesta terça suas pré-candidaturas a deputado federal e estadual pelo PSDB, respectivamente, em encontro tucano, às 20h, no Espaço Monte Castelo.

“Será uma grande festa do nosso partido”, afirmou Luiz Fernando em sua página no microblog Twitter.

O projeto do ex-vereador, que iniciou parceria com o prefeito Miguel Haddad ao liderar o Conselho da Juventude em 2003 (quando ainda era do PSDC), vem sendo lapidado desde o ano passado no atendimento ao público na prefeitura.

Em artigo de agosto de 2009, no BOM DIA, disse que o país passa por mudanças “mas infelizmente a maior parte dos nossos políticos vive numa redoma, longe da vida real, e não percebem claramente essas transformações.”

Por outro lado, o ex-prefeito e ex-deputado Ary Fossen, depois de uma temporada como subprefeito de Perus, tem circulado desde o final de 2009 por eventos em toda a região.

No contraste de ambos, Ary Fossen tem uma vida política iniciada na década de 1960.

Partido teme as celebridades
Para o presidente do PSDB Jundiaí, Sérgio Del Porto Santos, o maior risco das eleições deste ano são as celebridades nacionais trazidas pela mídia.

“Tomara que a população entenda que isso é ruim para a cidade e vote em gente daqui”, afirma.

Ele diz esperar que o partido esteja unido em torno dos nomes de Jundiaí a serem oficializados na convenção nacional.

“As brigas internas são normais, um dos motivos da longevidade na direção da cidade é buscar o consenso. Vários candidatos é uma força, não fraqueza”.

Ele cita como outros nomes fortes do partido os vereadores José Braga Campos, o Tico e Júlio de Oliveira.

Para o dirigente partidário é preciso estimular ainda mais nomes novos. “Para o meu gosto, é importante buscarmos isso”, afirma Del Porto Santos.

A coligação partidária do governo municipal, diz, não vai obrigatoriamente se repetir nas eleições legislativas. “Vamos vendo isso agora em junho”. Outros partidos ainda não divulgaram eventos.

José Arnaldo de Oliveira
fonte: BOM DIA, publicado em 01/06/10

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Miguel sonha em acabar com as favelas de Jundiaí

Naquela que talvez tenha sido a semana mais agitada de seu governo este ano, com o lançamento de diversos projetos — entre eles, o pioneirismo do fim da sacola plástica, o Consórcio da Serra, Hospital Regional etc. —, Miguel Haddad (PSDB) conseguiu abrir espaço na sua agenda para receber o Conselho de Leitores do BOM DIA. O combinado era uma hora de conversa, mas o próprio prefeito quis continuar o entrevistão, que foi bem além desse tempo.

Quando a situação é boa, como a de sua administração... o papo flui fácil. Não que os conselheiros tenham evitado qualquer assunto, pelo contrário. Miguel até reconheceu problemas, como no trânsito, e falou de diversos assuntos. Confira:

Orestes - Se tivesse que refazer sua trajetória política, o que mudaria?
Miguel Haddad - Toda administração tem acertos e erros, é natural. Mas não faria grandes mudanças. Na minha vida pública não mudaria nada.

Por que os políticos não admitem erros?
Miguel -Vai um pouco de cada um. Falo por mim: não tenho problemas em rediscutir temas. Para desenvolver ações, ouço a população sempre. Para mudar é importante saber o que pensa quem tem filho na escola, usa o hospital, anda de ônibus... Veja o caso do trânsito da Vila Maringá. Fizemos consulta, mudamos e depois voltamos atrás.

Zilda - Antes não era assim, os secretários é que iam ouvir as pessoas. O que mudou?
Miguel - Não tenho resistência em mudar coisas, mas faço hoje o que fazia em governos anteriores, embora com novas práticas, como o Café da Manhã com o Prefeito, o Jundiaí é Bom Viver Aqui. Tenho o hábito de visitar obras, ir aos bairros, conversar com todos.

Vinícius - Política se faz na rua ou no gabinete?
Miguel -Tem de ter gestão. O político deve seguir um viés administrativo, mas sem perder o compromisso com o social. Temos esse compromisso de levar oportunidades para todos, uma boa gestão. Do oitavo andar não dá para ter a sensibilidade, saber das carências...

Matias - Essa visão de gestão de resultados vem de promessa de campanha ou é algo novo na administração?
Miguel - São duas coisas que se completam. Temos de buscar a excelência em prestação de serviços. Muitos têm a visão de que o governo é construtor, mas na essência ele é prestador de serviços.

Edu - Água e esgoto são questões resolvidas?
Miguel - Fizemos um planejamento de longo prazo e hoje somos referência nacional. E vamos sair de 5 bilhões de litros de água na represa para 12 bilhões, pois estamos pensando daqui a 15, 20 anos. Jundiaí está em uma zona de conforto. Todos dizem que prefeito não gosta de investir em obra que não aparece, mas fizemos galerias e passamos ilesos dos alagamentos que vimos em tantas cidades este ano.

Edu - Nessa mesma linha de planejamento, como você vê o trânsito hoje e o que precisa ser feito para o futuro...
Miguel - Qualquer lugar no mundo tem graves problemas de trânsito. Fui para Seul (Coreia do Sul) e acabei optando por usar metrô em alguns momentos. A solução lá fora ou aqui é transporte público de qualidade para que o cidadão deixe o carro em casa e migre. Estamos trabalhando a possibilidade do VLT (veículo leve sobre trilhos), mexendo com os ônibus e fazendo investimentos viários.

Cite exemplos...
Miguel -Na Vila Arens, estamos mexendo na rua José do Patrocínio. Em outros pontos, fizemos diversas desapropriações e recapeamos muitas ruas, tudo com prioridade nos corredores de ônibus. No Centro vamos mexer, com o fim de algumas áreas de estacionamento nas ruas e pequenas desapropriações também. Estamos em um esforço pela mobilidade.

Vinícius - Novos terminais estão nos planos?
Miguel - É uma possibilidade. Mas agora vamos implantar o cartão Ganha Tempo. Começa no Jundiaí-Mirim. Na teoria, ele substitui terminais. Se não avançar, mudamos os rumos. Mas acredito que dará certo.

Zilda - Haverá reavaliação do Situ?
Miguel - O sistema de transportes é um longo caminho a percorrer. Há 15 dias, estive no BNDES e eles adotaram o nosso Situ como modelo para o país. Antes, lá atrás, só tinha ônibus ligando bairro ao Centro. Interbairros era coisa tímida, de qualidade operacional muito baixa. Hoje ainda enfrentamos o percurso negativo, no qual a pessoa volta um trecho. Mas com o Ganha Tempo queremos evitar isso. E acho que dará resultado. Também o GPS está muito próximo de ser implantado. Enfim, o transporte vai ter avanços. Já houve nos últimos 17 meses, mas queremos muito mais ainda.

A tarifa de ônibus na cidade é muito cara...
Miguel -Esse caro é relativo. Você não pode comparar o preço de uma cidade com outra simplesmente. Essa valoração de forma simplista é errada. Há governos que subsidiam a passagem, mas nós optamos por não fazer isso e investir no social, na saúde... Tem ainda que ver número de passageiros, idade da frota, e a nossa é muito boa. Comparar sem essa avaliação não reflete a realidade.


Zenilton - Temos ônibus lotado, alguns pontos foram retirados... Complicado falar em migrar do carro para o transporte público...
Miguel Haddad - Deixei claro que é preciso qualidade. A cidade é estreita, o trânsito difícil... Precisa melhorar? Sim. Mas estamos fazendo esforços. Sobre os pontos, são opções técnicas. Avaliamos todos os argumentos e se tiver de voltar atrás, sem problemas.

Tânia - Nessa política de pensar o agora e o futuro, o boom imobiliário preocupa?
Matias - Emendando: o sistema de transportes melhora de forma mais lenta que a ocupação imobiliária?
Miguel - Não há inchaço em Jundiaí. Todos os indicadores mostram que a qualidade de vida acompanha o desenvolvimento. Temos problemas, mas a qualidade se desenvolve também e de forma dinâmica. Não podemos deixar que a velocidade de ocupação seja mais rápida que as ações do poder público. Por isso, não descuidamos do monitoramento.

Parimoschi pede a palavra: “É preciso avaliar a política nacional de crédito para carros novos. Já são quase 250 mil veículos na cidade.”

Miguel - O acesso ao crédito e a melhoria de renda beneficia nossa população, o que é ótimo. Por isso, estamos trabalhando para melhorar o fluxo. Vamos construir uma ponte na divisa com Várzea, outra na altura da avenida dos Imigrantes. Teremos duas passagens por baixo da linha do trem na Vila Graff. Haverá outra ponte no Maxi. São 5 pontos de transposição para breve. Vamos desapropriar uma pequena área da Duratex para facilitar o acesso a quem vai para Várzea... Estamos agindo.

Edu - Qual foi a ‘sacada’ da Saúde, o que mudou?
Miguel - Você acha, então, que está melhor? Que bom (e solta o riso). Fizemos mutirões, mudamos procedimentos e trabalhamos na humanização do atendimento nas UBSs. Saúde é prioridade nossa. Vamos abrir concurso para mais funcionários na área, até setembro teremos o AME e logo assinaremos o convênio do Hospital Regional (o que foi feito na última sexta).

Orestes - O Hospital Regional vai desafogar o São Vicente?
Miguel - Sim. O AME não, mas o novo hospital com certeza. E virá o PA da Ponte, que tem verba de R$ 4 milhões, a UBS do Tamoio e outras ações.


Elis - Isso vai atrair mais gente de outras cidades.
Miguel - Claro. A fila só se resolverá quando os demais municípios cuidarem da sua Saúde. 35% da fila do São Vicente é de gente de fora, alguns até de outros estados. E se antes um-terço dos gastos era nosso, agora, mudou. O governo federal arca com um-terço e o município com dois-terços.

E o que fazer?
Miguel - Ninguém reclama da qualidade do São Vicente, mas sim da lotação, que é verdadeira. A AutoBan diz que não, mas a gente sabe que qualquer acidente a vítima vem parar aqui, mesmo se for perto da Capital. Isso congestiona. Cada cidade deveria ter a capacidade de cuidar de seu cidadão como nós fazemos.

Mas você cobra das outras cidades?
Miguel - (Risos) Vou contar um caso: conheci uma senhora de perto do Recife que vem periodicamente pra cá na casa de parentes só para se tratar. É um direito do cidadão: não tem atendimento na cidade, vai e busca onde tem. O poder público peca em não oferecer Saúde lá e ela achou um caminho vindo aqui.

Maria - Há projetos para a qualidade de vida dos idosos? Não só dar remédios, mas ajudar na nutrição, orientação física...
Tânia Pupo pede a palavra: 13% da população estão acima dos 60 anos. Hoje já há um trabalho de educação física para a terceira idade que será estendido para todas as UBSs. Vamos integrar o trabalho com educação, transportes...
Orestes - De zero a 10, uma nota para o Miguel pai e marido.Miguel - Deveria perguntar para a Maria Rita (risos). Imagino que ela me daria 10 (mais risos). Tenho duas filhas, de 21 e 24 anos, e as acompanho de perto. É uma convivência familiar intensa. Faço questão disso, de almoçar junto, esperar quando elas voltam à noite para casa, até discutir trabalhos escolares.


Elis - Como pessoa pública recebe muitas reclamações. Faz terapia? Qual a válvula de escape?
Miguel - Gosto dessa relação direta com a população e vejo como natural as reivindicações. Não me estresso. Nervoso eu fico com obra inacabada. Mas faço pilates, gosto de correr e tenho equipamentos para fazer exercícios em casa.

O que o deixa feliz?
Miguel - Fui ao São Vicente e uma senhora veio dizer que estava tratando de um câncer de mama revelado no mutirão que fizemos. Isso mostra que a ação foi correta, ajudou. Isso me deixa feliz. Ir ao encontro da melhoria de vida das pessoas.

Edu - E a Serra do Japi, o que se pode esperar na luta da preservação?
Miguel - Cada ano desapropriamos 1 milhão de m. Em 2004, fizemos uma das leis mais importantes, pois preserva mais que a estadual. Em 2009, houve novo passo com a ação consorciada dos municípios. O agora aprovado consórcio é fundamental.

Orestes - Hoje Jundiaí tem 250 guardas. Há previsão de aumento?
Miguel - Segurança é competência federal, mas como há um vácuo, agimos. Quero guardas na porta da escola, intensificando o Anjos da Guarda. mas estamos estudando sim a possibilidade de aumentar o efetivo.

Maria - Você já priorizou algum dos pedidos dos artistas feitos no Café da Manhã com o Prefeito?
Miguel - Não tenho ainda uma posição. Isso foi só há 15 dias. Mas tudo foi encaminhado e a secretaria está avaliando possibilidades técnicas, financeiras.

Orestes - Jundiaí pode ganhar um museu?
Miguel - Estamos avançando na educação, com novas 1.125 vagas em creches, isso sem contratar e sem construir. É gestão mesmo. Temos escolas-piloto com aulas em tempo integral, uma proposta pedagógica única e um critério de avaliação também único. Levamos dois professores ao primeiro ano. Museu é importante, mas dentro de nossa escala de prioridade, planejamos uma grande biblioteca primeiro.

Avalie seu governo.
Miguel - Fiz o café da manhã e uma senhora me presentou com produtos em conserva. Ela é do Terra Nova, fez um curso na Semis na minha outra gestão e hoje emprega pessoas, produz e vive disso. Ou seja, demos oportunidade. Avalio o governo em dois aspectos: que a cidade se desenvolva e todo mundo seja contemplado, ninguém fique para trás. Minha gestão é por resultados e meu compromisso em primeiro lugar é com quem precisa mais.

Orestes - Qual a obra de seu sonho?
O desfavelamento total de Jundiaí. Fazer dessa uma cidade sem barracos e com as pessoas morando com dignidade no mesmo lugar. Shangai era em cima de um rio, não tinha espaço, por isso não conseguimos. Mas fizemos isso na Fepasa, Vila Ana. E vamos ampliar.

Em 30 anos de política, uma mágoa e uma emoção.
Miguel - Não sei se é mágoa, mas precisamos construir um processo político no qual se discuta programas, pautas. Jundiaí e o Brasil precisam avançar. Uma emoção é dar credibilidade ao poder público. Fomos a segunda cidade a implantar a compra aberta, com o que reduzimos em 20% nossas contas. Agora, lançamos o Portal da Transparência.

fonte: BOMDIA. publicado em: 29/5/10

Bastidores

Artesãos 1
A Câmara vota terça-feira o projeto do prefeito Miguel Haddad (PSDB) que autoriza convênio com a Sutaco (Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades), da Secretaria Estadual de Emprego e Trabalho. É uma oportunidade para valorizar o setor.

Artesãos 2
Em Jundiaí, ao lado da indefinição sobre o futuro de sua feirinha mensal na praça do Fórum, a fiscalização municipal não diferencia artesãos e camelôs. A Sutaco é responsável pela emissão da “carteira de identificação do artesão”, que pode ser uma das soluções do setor.

Subvenções
Outro projeto é o apoio anual a entidades sociais, esportivas e culturais. No total, são R$ 228 mil, variando entre R$ 1 mil (para os animais da Uipa, por exemplo) a R$ 12,3 mil (caso da Sociedade de Cultura Artística). São 32 entidades sem fins lucrativos beneficiadas.

Sem chance
A Câmara vota ainda veto ao projeto de campanha contra pedofilia, pois cassar o alvará de lan houses que não afixar aviso e de controlar acessos de internet sem fio, exigindo estudos técnicos. O projeto é um dos raros de Roberto Conde (PRB), de partido ligado à Universal.

Estresse
O parceiro de Conde na proposta, Val Freitas (PTB), volta à pauta com um projeto de criação de atendimento psicossocial a servidores, como médicos, guardas, enfermeiros, assistentes sociais e outros sujeitos a “estresse ocupacional”. Pode ser vetado por criar despesas.

Surpresa
A Câmara vota ainda o veto do prefeito ao projeto de Leandro Palmarini (PV) que proíbe a eliminação de cães e gatos, com poucas exceções. Mas o argumento é também o impedimento dos legisladores de criarem despesas como as previstas no projeto para fiscalização.

JOSÉ ARNALDO DE OLIVEIRA
jornalismo@bomdiajundiai.com.br

fonte: BOMDIA. publicado em: 31/5/10

Zoneamento ganha nesta segunda a etapa extra de definições

As novas regras de crescimento da cidade serão discutidas na Câmara nesta segunda, às 19h, para posterior votação.

Um dos motivos de preocupação, a outorga onerosa (compra de direitos de construção além do permitido na lei), é rebatido por Jaderson Spina, secretário de Planejamento e Meio Ambiente do governo Miguel Haddad.

“Isso vai depender de uma regulamentação posterior”, afirma Spina.

Os vereadores apresentaram 69 emendas ao projeto, porém a maioria delas é de Marilena Negro (PT).

“Havia erros simples, como a troca do verbo deverá por poderá em obrigações como um estudo de impacto nos grandes projetos”, afirma a vereadora.

Ainda pela oposição, o petista Durval Orlato tenta exigir um prazo para a criação posterior do EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) em novos projetos.

Mas até mesmo o presidente da Câmara, José Braga Campos, o Tico (PSDB), governista, propõe aumentar de 6 para 7 metros a largura de algumas novas ruas. E a bancada do PV busca ampliar o poder da Fumas (Fundação Municipal de Ação Social),

‘Regras precisam ser mais claras’

A audiência desta segunda deve receber ainda as análises do Comdema (Conselho de Defesa do Meio Ambiente) sobre as emendas.

“Trabalhamos a semana passada inteira sobre o assunto”, diz Fábio Storari, presidente do conselho.

Uma das preocupações do Compac (Conselho do Patrimônio Cultural) é a inclusão dos bens passíveis de tombamento na lei.

“Não é apenas a lei. Hoje, vemos obras ilegais até no entorno dos poucos imóveis que estão protegidos”, diz o conselheiro e arquiteto Roberto Franco Bueno.

Ele também chama a atenção para o aspecto da normatização de loteamentos irregulares, que devem ser coibidos.

“É preciso ter muito cuidado com isso, evitando a ocupação em fita”, diz.

Distribuir moradores é inovação e risco

A densidade líquida (quantos moradores podem ocupar uma área) é novidade na parte do Plano Diretor que está sendo revisada. Antes havia apenas a densidade bruta (incluindo ruas, praças e equipamentos públicos).

Outras são a proteção de margens de rios (que podem gerar parques) e até uma zona de conservação no vale entre o Distrito Industrial e Itupeva, onde a doação de áreas verdes pode render uso maior do restante das propriedades ainda rurais.

Para o governo, a meta é orientar a cidade para crescer menos que a tendência atual, buscando o máximo de 600 mil habitantes em 2030.

“Teremos ainda a revisão das partes do território da Serra do Japi e da lei geral do Plano Diretor”, diz Spina.

Para o movimento Cidade Democrática, que reuniu 1,3 mil assinaturas para novas audiências, o risco maior é da cidade ser segregada pelo mercado em zonas de renda diferenciada. “Isso acabaria com as características da cidade”, diz Cleber Possani.

Uma audiência extra acabou sendo marcada para esta segunda, pela Câmara. Depois, é o desafio da redação final.

José Arnaldo de Oliveira

fonte: BOMDIA. publicado em: 31/5/10

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Goldman escolhe Jundiaí para retomada de planos

O governador Alberto Goldman (PSDB) quer voltar muito a Jundiaí para inaugurações. Ele abriu com a neta no colo e ao lado do prefeito Miguel Haddad, aqui em Jundiaí a Virada Cultural Paulista, realizada em 30 cidades do Interior.

“A relação é de 40 anos com a cidade, suas comidas e vinhos”, afirma ele.

Ele confirmou novo convênio sendo formalizado sobre o Hospital Regional (antiga Casa de Saúde). Sobre o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) disse que virá neste ano inaugurar a unidade de Jundiaí, na rua Rangel. “Já chegamos a 27 de 40 programadas”.

Sobre o CDP (Centro de Detenção Provisória), disse que o prédio ficou pronto antes do acesso, mas deve começar a funcionar em agosto, liberando o antigo Cadeião do Anhangabaú.

Ele negou definições sobre transposições da via Anhanguera, em estudos.

Prefeitura anuncia novos projetos
Com uma coreografia que mistura matemática e pintura, a São Paulo Companhia de Dança fez a abertura da Virada.

“Queremos chegar aos 100 anos do (teatro) Polytheama com um corpo estável nessa área”, diz a secretária de Cultura, Penha Camunhas Martins. Ela diz que na próxima semana sai o edital para inscrições ao Corpo Estável de Teatro.

O prefeito Miguel Haddad destaca o reconhecimento estadual do governador “e a segurança que garante o sucesso do evento”.

José Arnaldo de Oliveira

fonte: BOMDIA. publicado em: 24/5/10

Acontecendo na Câmara...

Obras 1
Um projeto de lei complementar de José Galvão Braga Campos, o Tico (PSDB), está na pauta e pretende mudar o Código de Obras e Edificações para exigir faixas antiderrapantes nos degraus de edificações condominiais da cidade (comércio, residências e instituições).

Obras 2
Outro projeto, de mesmo tipo e também sobre o Código de Obras e Edificações, é de Paulo Sérgio Martins (PV) e pretende exigir iluminação de emergência nas áreas comuns e de estacionamento das edificações condominiais, de acionamento automático e duração de 3h.

Obras 3
O tema dos dois projetos, mais um veto parcial a outro de Sílvio Ermani (PV) que tenta proibir publicidade antecipada no setor, complementa-se com grande número de emendas ao projeto de revisão de zoneamento do Plano Diretor, em análise na casa de leis.

SOS
O vereador Gustavo Martinelli (PSDB) quer nomes de médicos, enfermeiros e telefone de denúncias nos órgãos de saúde e Val Freitas (PTB) quer a criação de um número da vigilância sanitária (“Disque Vigilância”) em projetos que estão na pauta deste terça-feira na Câmara.

Diretrizes
A Câmara formalizou o convite para audiência pública sobre diretrizes para o orçamento de 2011. Será no dia 1º de junho, às 19h, e inclui o regimento interno. O mesmo ainda não ocorreu para o dia 31 de maio, previsto para audiência da revisão do Plano Diretor.

Consulta
Enquanto isso, segue “online” a consulta pública para sugestões ao Orçamento de 2011. Está no ar até julho no site da prefeitura. o www.jundiai.sp.- gov.br. As sugestões podem ser por bairro ou por setores de atuação. E até é possível dar nota de 1 a 10 para a cidade.

José Arnaldo de Oliveira

fonte: BOMDIA. publicado em: 24/5/10

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Decisões da câmara e do executivo

Choradeira
A não convocação do goleiro Victor para a seleção brasileira fez muito cartola do Paulista chorar mais do que o restante da torcida brasileira pela exclusão de Neymar e Paulo Ganso do grupo que vai à Copa do Mundo. É que o goleiro do Grêmio na Copa daria uma valorizada boa nos vazios cofres do clube de Jundiaí.

Gol dos “ómi”
Victor, o goleiro do Grêmio que vai ver a Copa pela TV, começou sua carreira no Paulista. Como formador, o clube tem direito a um percentual dos direitos federativos do jogador que seriam bem valorizados com um crachá da Copa. Para um clube que todo mês atrasa salários é de fazer chorar...

Política e bola
O leitor poderia perguntar: mas o que a não-convocação de um jogador para a Copa está fazendo numa coluna de política? Bem, o Paulista, quando revelou Victor, era dirigido por Eduardo Palhares, presidente do PV e pré-candidato a deputado federal. O atual, Djair Bocanella, é diretor financeiro da Câmara.

Urgente 1
O prefeito Miguel Haddad (PSDB) aprovou por unanimidade na Câmara a mudança de setor para o conjunto habitacional no Jardim Tamoio, que vai atender o problema social no antigo Hospital Psiquiátrico e parte da Baixada Paranaense. Mas já chegam alguns “novos” moradores.

Urgente 2
Os vereadores também aprovaram convênio com o governo estadual para recursos de construção de quadras poliesportivas na Vila Nambi e no Morada das Vinhas. São R$ 534 mil, sendo desse total R$ 183 mil do próprio município. O valor indica que devem ser equipamentos de qualidade...

Urgente 3

Outra votação do Executivo foi de recursos estaduais para o complexo Nilo Avelino Macedo, na Vila Esplanada. Por terem interesse social, os projetos foram votados por unanimidade pelos aliados do governo e pelos partidos de oposição. “Para viver com mais dignidade e decência”, diz Paulo Sérgio Martins (PV).

Chaga
O toque de classe ficou com Ana Tonelli (PMDB), sobre emendas aprovadas que retiraram dos projetos artigos prevendo o aditamento de contratos. “Foi orientação de nossa assessoria jurídica, pois os aditivos são a chaga da ilegalidade”, explicou sobre o aumento de tempo e custo de contratos.

fonte: BOMDIA. publicado em: 12/5/10

Filarmônica de Jundiaí estreia sábado #culturajundiaiense

Grupo com 34 músicos, que surge a partir da Camerata, faz o primeiro concerto na Sala Glória Rocha, às 20h, a R$ 5.

Em 15 de maio de 2007, quatro músicos reuniram-se para a formação da Camerata Jundiaí, já com os olhos no futuro e intenção de criar uma orquestra filarmônica.

Neste sábado, coincidentemente 15 de maio, após três anos desde aquela primeira reunião, o objetivo será cumprido com o concerto de estreia da Orquestra Filarmônica de Jundiaí, às 20h, na Sala Glória Rocha, a R$ 5.

A orquestra, formada com 34 músicos de Jundiaí e de cidades da região, com idades entre 19 e 41 anos, surge sem patrocinadores nem apoio do poder público. É resultado da paixão pela música e a vontade deste grupo em mostrar que Jundiaí tem profissionais preparados e capacitados.

“É muito ruim a cidade não ter uma orquestra filarmônica”, diz o maestro e diretor artístico Gesse Araujo, 41 anos. “Os músicos são mal vistos fora daqui porque ninguém acredita que não há uma filarmônica em uma cidade deste porte.”

O nome vem de filantropia, é uma orquestra mantida por fundações, empresas etc. É diferente da sinfônica, mantida pelo poder público.

Neste grupo que se inicia, a responsabilidade é do Instituto Camerata, criado em março. “No futuro pretendemos trabalhar em linha de atenção às escolas e participar de projetos municipais e federais.”

Orquestra trabalha com erudito e contemporâneo
No concerto de estreia, a Orquestra Filarmônica de Jundiaí mostra um repertório erudito, mas o projeto de formação do grupo vai além. O diretor artístico, Gesse Araujo, pretende incluir até rock sinfônico e ópera rock.

“O fato de sermos uma orquestra filarmônica permite esta liberdade”, explica. “Nossa intenção é fazer um trabalho variado, inclusive com música contemporânea.”

Sábado, na Sala Glória Rocha, os músicos executam "Rosamunde” (abertura), de Schubert, e “Coriolan” (abertura), de Beethoven.

As peças serão executadas por músicos com a seção de cordas tradicional, formada por músicos de violino, violoncelo, viola de concerto e contrabaixo e a seção de sopros e palhetas, com instrumentistas de flauta, clarine-te e até oboé, um instrumento raro.

Outros instrumentos raros, que fazem parte da formação mas não têm na orquestra por falta de músicos, são o fagote e a trompa.

“O único que tocava fagote em Jundiaí é o Fábio Cury, que deixou a cidade faz tempo”, diz Gesse. “Por aqui também não há trompista, não tem nem professor. No concerto substitui-remos este instrumento por dois saxofones altos.”

A seção de sopros da orquestra será completada por músicos de trompete, trombones e tuba. Um músico convidado irá tocar tímpano, instrumento de percussão.

Concerto de estreia
Quando: sábado, às 20h
Onde: rua Barão de Jundiaí, 1.093
Quanto: R$ 5

Cidade tem histórico em grupos musicais
A formação da Orquestra Filarmônica de Jundiaí é vista com bons olhos entre músicos. A educadora musical Josette Feres, 76 anos, uma das mais conceituadas na área, diz que é muito importante o início de outro grupo musical.

“Acho ótima, é oportunidade para jovens que estudam fazerem música”, afirma. “Quem faz música gosta quando faz em conjunto.”

Ela lembra que o piano é um instrumento solitário e, com ele, é possível fazer o que faz uma orquestra inteira (desde que em peças para piano). O que não ocorre com instrumentos como flauta, por exemplo, que exigem acompanhamento.

Em Jundiaí, existem outras orquestras em atividade. As mais conhecidas são a Orquestra de Câmara de Repertório, da EMJ (Escola de Música de Jundiaí), e Orquestra Oficina de Concerto, regida por Silvia Carla Garcia.

“São filarmônicas também, mas têm outros nomes”, diz.

No histórico da cidade teve grupos conhecidos, como a Orquestra Sinfônica Jovem de Jundiaí, de 1978 a 1992.


Gláucia Mazzei
Agência BOM DIA

fonte: BOMDIA. publicado em: 12/5/10