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terça-feira, 9 de março de 2010

Há vida no Córrego do Mato

>AVENIDA 9 DE JULHO

30/3/2010

ALEXANDRE MARTINS Operários assentam as pedras que irão formar muros nos dois lados  do Córrego do Mato, na 9 de Julho

Operários assentam as pedras que irão formar muros nos dois lados do Córrego do Mato, na 9 de Julho

A paisagem é urbana - mas pode lembrar o sofrimento do rio São Francisco em seus piores momentos e trechos mais secos. O Córrego do Mato, ao longo da avenida 9 de Julho, tem sido motivo de discussões entre ambientalistas e técnicos da Prefeitura. As obras de reforma e canalização do Córrego parecem não ter fim. Mas a Fundação Municipal de Ação Social (Fumas) reitera que o cronograma da obra está sendo cumprido. A previsão para o final do sofrimento - de motoristas, pedestres e da fauna local, que passa por um processo de ´resgate´ - é o segundo semestre de 2010.

Um muro de pedras já começa a ser visto, no trecho inicial da 9 de Julho, na confluência com as avenidas Prefeito Luiz Latorre e União dos Ferroviários. Na outra margem, as pedras também já foram colocadas, estão fixas por uma estrutura que a Fumas informa ser de argamassa. Segundo os técnicos, esta providência vai evitar os problemas de erosão. Mas, nos trechos em que o muro apenas começa a tomar altura, os operários trabalham em meio ao barro, à brita, às pedras. É que o leito também passa por reformas.
Os trechos impermeáveis serão retirados e o solo receberá colchão reno - uma estrutura em formato de paralelepípedo, que os engenheiros utilizam para estabilizar o leito e ´travar´ as paredes laterais. Depois de instalado o colchão reno ainda será jogada areia por cima, deixando o leito com rochas e areia, promovendo a oxigenação das águas e oferecendo remansos para os peixes. "Peixes que, aliás, estão aonde mesmo?", não se cansam de perguntar os membros do Conselho Municipal em Defesa do Meio Ambiente (Comdema).

Fábio Storari, que preside o Comdema, diz que não vai mais discutir o assunto. "Já falamos sobre isso inúmeras vezes com o biólogo contratado pela Prefeitura. Só nos resta esperar que a técnica de ´resgate´ da fauna local dê certo", diz. O biólogo a que ele se refere é o professor Álvaro Fernando de Almeida. Contratado como consultor, o especialista optou pelo trabalho de ´peixamento´, ou seja: remover as espécies dos locais que sofreriam intervenção para outros pontos do Córrego do Mato. E, depois, trazer as espécies de volta.

Segundo a Fumas, esta técnica deve garantir e assegurar a preservação da vida no Córrego do Mato. Enquanto prosseguem as obras, os operários se multiplicam em meio às margens da avenida, mas lá embaixo, no que foi leito de rio, a vida parece que se extinguiu. Talvez seja, até mesmo, caso de lembrar o poeta João Cabral de Melo Neto: "será que todos aqueles severinos não teriam trabalho em outro lugar?"

Plano Diretor - Os membros do Comdema têm uma reunião extraordinária marcada para amanhã, às 16 horas, no 8º andar do Paço Municipal. A pauta não poderia ser mais polêmica - gira em torno do Plano Diretor de Jundiaí. Segundo o presidente do Comdema, Fábio Storari, há uma expectativa de que participem representantes da Associação dos Engenheiros de Jundiaí (AEJ) e da Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região (Proempi).


CARLOS SANTIAGO

fonte: JJ

quarta-feira, 3 de março de 2010

O Córrego do Mato quer respirar!

VEJA AQUI TODAS AS FOTOS DE JOÃO BALLAS

400 mudas - No último sábado a Bicicletada e outros movimentos do Comitê Cidade Democrática distribuíram plantas nativas da Serra do Japi. Foi uma mobilização para ajudar o Córrego do Mato a respirar. Ele, cada vez menos córrego, menos rio e menos vivo.

Repercussão:
1. blog do Fórum Caxambu
2. blog da Bicicletada Jundiaí
3. Jornal de Jundiaí
4. Coluna do Picôco Bárbaro

Tem mais??

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tudo que a Carta de Ciclistas fez



Boa noite a todos,

No final do ano passado, quando 11 entidades já conversavam e articulavam suas ações pelo comitê cidade democrática e, mais ainda, pelo próprio site (http://cidadedemocratica.org.br/), uma carta pública foi feita.

Na verdade, era um abaixo-assinado por ciclistas e não ciclistas jundiaienses que diziam uma coisa: Não queremos ciclovias que destruam rios e córregos. A bicicleta é um meio de transporte totalmente irmão do meio ambiente.

Essa mensagem foi endereçada para o até então plano de fazer uma ciclovia em cima do Córrego do Mato na 9 de Julho, modificando bruscamente o leito e a margem que ali há(via).

O que fazemos aqui é dar uma resposta a todos que assinaram e mostrar tudo que esta simples mensagem, com mais de 300 adesões conseguiu!

  • Entregamos (comitê cidade democrática nas figuras de Bicicletada, Fórum Caxambu e Voto Consciente) a carta e as mais de 300 assinaturas para o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente que incorporou o documento em seu parecer oficial sobre as obras na 9 de Julho. As assinaturas impactaram no conselho e contribuíram para seu posicionamento.
  • O COMDEMA encaminhou parecer com anexo da carta e das assinaturas para a Prefeitura Municipal e para o Ministério Público, na figura de Battalini.
  • Mandamos release para mais de 200 contatos contando desta mobilização toda.
  • Publicamos comentários sobre isso nos tópicos relacionados no Cidade Democrática.

  • Publicaremos essa prestação de contas em nossos sites, mandaremos aos nossos contatos e, novamente, ao MP e Prefeitura.

Seguimos na luta!
Comitê Cidade Democrática Jundiaí

Bicicletada de Jundiaí; Cineclube Consciência; COATI; Fórum Caxambu; Irmandade Jovem; Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo; SOS Animais Abandonados; Voto Consciente; Grupo Zama; UJES; DCE-UniAnchieta

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Obras do PAC terão "reforço" de R$ 6 mi

>SANEAMENTO/FUMAS

16/2/2010

RUI CARLOS Canalização do Córrego do Mato, na avenida 9 de julho, integra  lista de obras do Saneamento para Todos

Canalização do Córrego do Mato, na avenida 9 de julho, integra lista de obras do Saneamento para Todos

A Fundação Municipal de Ação Social (Fumas), responsável pelas obras do Programa Saneamento para Todos, realizado com verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), vai abrir um crédito de R$ 6 milhões para a finalização das 23 intervenções previstas com o montante enviado pelo governo federal para Jundiaí.

O projeto que autoriza a suplementação à fundação municipal integra a pauta de amanhã da Câmara. De acordo com informações da Fumas, o cronograma de obras do PAC na cidade deverá sofrer um atraso de seis meses. A verba (um total de R$ 43 milhões) foi obtida em 2004, durante a segunda administração do prefeito Miguel Haddad (PSDB), mas o dinheiro chegou apenas dois anos depois.

Execução e reforma de galerias pluviais e canalizações em toda a cidade estavam previstas, num total de 23 obras. De acordo com o superintendente da Fumas, Eduardo Palhares, o crédito adicional é necessário porque as obras foram calculadas a partir de projetos básicos.

"Algumas obras ficaram mais caras do que o planejado. O cálculo foi feito com base em projetos básicos, mas, após a análise do que seria feito, o projeto final teve outros valores. Algumas obras foram redimensionadas", explicou, por telefone, ao JJ.

Entre as obras, está a canalização do Córrego da 9 de Julho e do Córrego das Flores (no trecho próximo à Anhanguera) e a execução ou reforma de galerias pluviais no Jardim Rio Branco, Liberdade, Bonfiglioli, Vianelo e rua União, entre outros. "Algumas ainda nem começaram, como o Córrego das Flores. Já as galerias de água no Anhangabaú dependem do término das obras na avenida 9 de Julho para serem concluídas, porque é para lá que a água será destinada."

A previsão inicial era de que as obras com verba do PAC terminassem até o final do ano, porém Palhares afirma que a conclusão deverá ser estendida. "Estamos dentro do cronograma, mas deve ocorrer um pouco de atraso por conta da chuva. Somos uma das poucas cidades que conseguiu manter a programação. Em muitos municípios, a verba está parada. Para nós o atraso deve ser de cinco ou seis meses."

No projeto enviado à Câmara, a Prefeitura salienta que "a medida encontra-se com lastro financeiro suficiente para sua cobertura com base nos recursos decorrentes de superávit apurados no balanço do município".

A sessão ordinária será realizada amanhã, às 9 horas, em função do feriado de Carnaval. A criação ou reestruturação de 49 novos cargos dentro do Executivo é um dos dez itens que constam da Ordem do Dia.

ROBERTA BORGES

fonte: JJ

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Comdema critica trajeto cicloviário

>PROJETO

8/2/2010

ALEX M. CARMELLO Fábio Storari aponta que, em quatro quilômetros, há 15 travessias

Fábio Storari aponta que, em quatro quilômetros, há 15 travessias

O presidente do Conselho Municipal em Defesa do Meio Ambiente (Comdema), Fábio Storari, afirmou, na última semana, que tem mantido conversas com o secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Jaderson Spina, por conta do trajeto da ciclovia na 9 de Julho.

Segundo ele, o projeto do Executivo não prevê uma ciclovia contínua, mas cheia de interrupções. "Em quatro quilômetros há, ao menos, 15 travessias. Mais sete estão planejadas", disse. "A bicicleta não obedece ao semáforo." Storari recebeu sugestões da Bicicletada, movimento que pretende estimular o uso da bicicleta como meio de transporte.

"É um erro colocar a ciclovia no meio do córrego", aponta. O Comdema elaborou um relatório com supostas irregularidades sobre a 9 de Julho, que será encaminhado para a Prefeitura e o Ministério Público. O conselho entende que a obra não estaria de acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e indica falhas no projeto de calçamento ao longo do leito do córrego, que não incluiria o plantio de árvores, entre outros.

Projeto - Com recursos do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), o projeto da 9 de julho, que nasceu na gestão anterior, foi todo remodelado pela atual administração. A velocidade dos carros na via foi reduzida para 50 km/h e o projeto paisagístico valorizará o canteiro central. Além da ciclovia, dois bulevares serão criados, um embaixo do viaduto da avenida Jundiaí e outro em frente ao Shopping Paineiras.

fonte: JJ

sábado, 16 de janeiro de 2010

Shopping Morumbi trará 2 mil empregos a Jundiaí

>INVESTIMENTO

16/1/2010

JORNAL DE JUNDIAÍ Novo shopping será construído em terreno de 45 mil metros e custará R$ 240 milhões. Local terá 193 lojas e 2.079 vagas de estacionamento

Novo shopping será construído em terreno de 45 mil metros e custará R$ 240 milhões. Local terá 193 lojas e 2.079 vagas de estacionamento

O Grupo Multiplan, dono do Shopping Morumbi, em São Paulo, recebeu ontem, das mãos do prefeito Miguel Haddad (PSDB), a licença para a construção do Jundiaí Shopping. O empreendimento deve gerar cerca de 2 mil empregos diretos. O centro de compras será construído na avenida Nove de Julho, no terreno de 45 mil metros quadrados que abrigou, anos atrás, a fábrica da Vigorelli.

Previsto para ser inaugurado no segundo semestre de 2012, na primeira fase de operações o Jundiaí Shopping terá 193 lojas (das quais 17 âncoras) e 2.079 vagas de estacionamento. O investimento total foi estimado pelo Grupo Multiplan em R$ 240 milhões. O anúncio do acordo foi feito em conjunto por Miguel Haddad e pelo vice-presidente de Desenvolvimento do Grupo Multiplan, Marcello K. Barnes.

Para Miguel, a notícia ratifica a disposição de abrir as portas do município para novos investimentos - que, por sua vez, devem seguir garantindo novos aumentos do PIB municipal e elevando a condição e qualidade de vida do jundiaiense. O representante do Grupo Multiplex não deixou dúvidas. "A nossa intenção não é sermos mais um shopping. Ao contrário: vamos construir 'o shopping' de Jundiaí", expressou.

O projeto apresentado mostra que serão construídos dois pisos de lojas e um terceiro onde serão instalados cinemas. Haverá outros três pisos destinados a estacionamento. Barnes informou, ainda, que o projeto inclui a construção de dois prédios comerciais de 10 andares cada. É o que ele definiu como "complexo multiuso".

Estrutura - O Jundiaí Shopping terá acesso exclusivo pela Nove de Julho - avenida que é objeto de inúmeros projetos de reforma e ampliação. O executivo do Multiplan ressaltou a disposição do grupo de contribuir para as obras que serão necessárias na avenida. "Estamos conversando com a Prefeitura sobre isso", disse Barnes.

Miguel, por sua vez, comentou que a ação deve ser conjunta. "Sabemos que o shopping vai criar um novo fluxo para toda a região. Temos, ali, diversos projetos - inclusive a criação de uma terceira faixa. A intenção do poder público é facilitar o acesso e contribuir para o tráfego local."

Mais empregos - O município deve contar com a criação de cerca de 4 mil empregos diretos nos próximos três anos. É que, além do Jundiaí Shopping, também já foi aprovada a construção do Shopping Iguatemi - que deve abrir pelo menos mais 2 mil vagas no mercado de trabalho local.

O Shopping Iguatemi ficará entre a avenida Gumercindo Barranqueiros (que dá acesso ao bairro Malota) e a Marginal da Anhanguera. Com 100 mil metros quadrados, serão investidos R$ 112 milhões. A previsão de entrega é para 2011.

CARLOS SANTIAGO

fonte: JJ

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Muda ´a mão´ na região da 9

>TRÂNSITO

5/1/2010

RUI CARLOS Rua Ernestina Ribeiro ganhou sentido único

Rua Ernestina Ribeiro ganhou sentido único

As obras na avenida 9 de Julho provocam mais duas interferências no trânsito em Jundiaí. A conversão próxima à rua São Lázaro deve ficar fechada por pelo menos 60 dias, segundo previsão da Prefeitura, para intervenções no Córrego do Mato. Para o motorista que segue no sentido Prefeitura, a opção é a rotatória da Luiz Latorre. No sentido contrário, a novidade é o acesso perto da rua Professora Ernestina Ribeiro, aberto ontem, a cerca de 100 metros depois da São Lázaro.

Mas o motorista não pode mais cruzar as pistas da avenida. Ele deve fazer "um quadrado" para atravessar a 9 de Julho, seguir até a Trenton, passar pela Leonor Pinheiro da Silva e descer a Professora Ernestina Ribeiro, que passou a ter sentido único no fim de semana.

Apesar da sinalização reforçada, motoristas ainda se confundem e os amarelinhos devem ficar nos cruzamentos por tempo indeterminado para reforçar a atenção e evitar acidentes. Por causa das férias, o fluxo de carros era pequeno ontem e nenhum incidente foi registrado.

Com o término das obras, os motoristas terão as duas opções de conversão, mas a Prefeitura não confirmou se, a exemplo da Professora Ernestina Ribeiro, a rua São Lázaro também terá sentido único. "Por enquanto não há previsão, mas seriam necessários estudos técnicos", informou a assessoria de imprensa.

Polêmica - As obras da 9 de Julho são alvo de discussões ambientais. Resíduos de construção invadem o leito do córrego, que também sofreu alterações em sua largura. A Fundação Municipal de Ação Social (Fumas) contratou o professor e doutor em Ciências Biológicas Álvaro Fernando de Almeida, que vai acompanhar a execução das obras para assegurar a preservação da vida no Córrego do Mato. Para o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), a contratação é bem-vinda, mas o órgão ainda aguarda pareceres da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Associação dos Engenheiros para fazer seu próprio documento à Prefeitura e ao Ministério Público cobrando mais transparência e detalhamento do projeto executivo das obras.

"O projeto que a Prefeitura enviou deu as diretrizes das obras, mas não apresentou informações técnicas o suficiente para os engenheiros. No dia 13, vamos fazer uma reunião, em que deve sair nosso parecer à Prefeitura e, como há um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), deve ser encaminhado também ao Ministério Público", disse o presidente do Comdema, Fábio Storari.

ANDRÉA LAVAGNINI

fonte: JJ

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

No primeiro ano, Miguel foca gestão administrativa

Sexta-feira, 01 de janeiro de 2010 - 00:01
Prefeito afirma ter otimizado recursos e vê vagas em creches como trunfo

Gustavo Beraldi
Especial para o BOM DIA

O primeiro ano de gestão Miguel Haddad (PSBD) foi marcado por estudos realizados em diversas secretarias e por obras espalhadas pelos grandes centros urbanos.

Segundo o prefeito, em entrevista nesta semana, a administração procurou investir em gestão, o que refletiu em uma “otimização” dos recursos já disponíveis, como na área da educação.

“Abrimos mais de mil vagas de creche, sem contratar um único funcionário, nem construir uma única sala de aula”, destacou, durante entrevista à TV TEM.

No setor de transporte coletivo, Miguel reconheceu ainda haver problemas de superlotação em alguns horários, mas lembrou que foram colocados mais veículos articulados, com capacidade maior de passageiros, em pontos mais problemáticos.

Sobre os “expressos”, veículos menores, ele observou que após sua implantação, houve redução em 50% do tempo de viagem dos passageiros. “Antes, demorava, em média, 40 minutos. Hoje, esse tempo é de 18 a 20 minutos”, comparou.

A maior inauguração do ano foi a do Poupatempo, no Complexo Fepasa, após uma espera de cerca de dois anos desde o anúncio do governador José Serra (PSDB), em outubro de 2007.

O valor do investimento para a implantação e gestão da unidade é de R$ 34,4 milhões, a serem desembolsados pelo Estado em cinco anos.


Poupatempo
Onde: Complexo Fepasa, avenida União dos Ferroviários, 1.760
Horário: Segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, sábados das 9h às 13h

Terceira pista da 9 Julho avança
Em relação às obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), gerenciado pela Fumas (Fundação Municipal de Ação Social), a administração avançou na construção da terceira faixa da avenida 9 de Julho e canalização do córrego do Mato. As duas obras tiveram início em julho de 2008.

Em novembro, conselheiros do Comdema (Conselho de Meio Ambiente) vistoriaram as obras e constataram alterações em relação ao projeto aprovado em 2008 e nas diretrizes estabelecidas no acordo firmado entre o Ministério Público e a prefeitura. O projeto foi entregue ao conselho, que o analisará.

fonte: BOMDIA

domingo, 20 de dezembro de 2009

"Este é o maior desafio da minha carreira"

>CÓRREGO DO MATO

20/12/2009

ARQUIVO JJ Biólogo Álvaro de Almeida afirma que o córrego 'está na UTI'.

Biólogo Álvaro de Almeida afirma que o córrego 'está na UTI'. "Se deixarmos como está, ele vai morrer"

Ele foi o primeiro professor no Brasil a ensinar sobre o manejo da fauna silvestre - algo que, num passado recente, era pouco conhecido no País, apesar da importância. Também foi um dos responsáveis por conseguir salvar a Arara Azul, considerada praticamente extinta no Pantanal. A façanha rendeu muitos prêmios internacionais, inclusive um oferecido pelo governo holandês àqueles que ajudam na preservação global e do meio ambiente (uma espécie de Nobel da ecologia).

Nada disso, no entanto, parece tão mais desafiador do que a tarefa que o biólogo Álvaro Fernando de Almeida, 62 anos, terá em Jundiaí nos próximos 10 meses. O professor e doutor em Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (USP) será responsável por manter a vida do Córrego do Mato, na avenida 9 de Julho. "É o maior desafio da minha carreira, mas a cidade tem a oportunidade de mostrar ao mundo como se faz a conservação ambiental. Será um exemplo para todos", destacou Almeida.

O currículo invejável - que conta com atuações no Centro Agronômico Tropical da Costa Rica e num convênio de cooperação técnica entre Brasil e Alemanha - fez com que o especialista em conservação da natureza fosse contratado pela Fundação Municipal de Ação Social (Fumas) para trabalhar na recuperação do Córrego do Mato durante as obras de remodelação da avenida 9 de Julho.

Por 10 meses, o professor receberá R$ 75 mil. "Esse é o mais complicado da minha carreira, porque vamos mexer com todo o ecossistema atingido. Para mim, é como se o córrego estivesse na UTI. Se deixarmos como está, ele vai morrer."

Tarefa árdua - A partir de janeiro do ano que vem, Álvaro Fernando de Almeida espera contar com a ajuda de estagiários em Biologia da cidade para conseguir concluir a missão. "É um projeto inédito no Brasil e será um exemplo, um recado a dar para o mundo. Jundiaí é uma cidade populosa, de média para grande, com um rio vivo no Centro. Nunca vi nada igual em lugar algum", destacou.

Para o biólogo, a grande atitude demonstrada após o anúncio da reformulação da avenida foi a Prefeitura ter voltado atrás na decisão de canalizar o córrego - o anúncio foi feito na gestão do ex-prefeito Ary Fossen e gerou muita polêmica. "Já foi um avanço grande, até porque sinto que o Córrego do Mato é um orgulho grande para a cidade, assim como a Serra do Japi." O especialista apontou, no entanto, que a última alteração feita pelo poder público no local gerou problemas ao corpo d'água.

"Uma análise preliminar mostra que o rio está morrendo. As mudanças causaram falta de oxigênio. O que teremos de fazer é recontruir o córrego, substituindo o solo, criar um leito de pedras com gabiões porque não foi correto da forma que fizeram." O projeto ambicioso de Almeida terá como principal ação a remoção dos organismos vivos existentes no córrego e também a eliminação total da poluição que, segundo o especialista, é jogada na água.

"Teremos de recolher a biodiversidade e levá-la à montante (de onde partem as águas). Depois, após muitas análises, faremos o repovoamento. Além disso, vamos identificar os pontos de poluição, mostrar de onde estão vindo e pedir que a Prefeitura impeça isso com rigor porque trata-se de uma agressão sem tamanho."

EMERSON LEITE
Notícias relacionadas: fonte: JJ

Projeto pode ser alterado

>REFORMAS NA 9
20/12/2009

A polêmica gerada em torno do projeto de remodelação da avenida 9 de Julho pode ter mais capítulos após o início do trabalho do professor Álvaro Fernando de Almeida. De acordo com ele, nada impede que o trabalho já iniciado pela Fumas (reponsável pelas obras) possa ser alterado. "Já falei com o pessoal da Fumas. Este é um trabalho que temos de acertar desde o início e, se houver necessidade, nós mudamos. Sempre falo que é mais difícil mexer com biologia do que com engenharia", comentou o especialista.

A construção de uma ciclovia no entorno do córrego e de uma praça de convivência em frente ao shopping Paineiras Center são pontos do projeto que já receberam críticas por parte do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema). O engenheiro civil Massao Okazaki, membro do conselho, defende que estas melhorias atrapalhariam a entrada de luz no córrego. "Se isso ocorrer, perde-se a vida ali existente", ressaltou o engenheiro.

Na quarta-feira passada, durante vistoria dos membros do Comdema ao projeto executivo da obra na 9 e Julho, Okazaki fez até uma demonstração com feixes de luz em garrafas de água que simulavam os conteúdos existententes no Rio Tietê (suja) e da Amazônia (barrenta). "Se o homem quiser cuidar dos microorganismos, a água tem de ficar barrenta, pois é a que absorve toda a luz", explicou, na ocasião. O professor Álvaro Fernando de Almeida, no entanto, não concorda. "Respeito o Massao, que é um estudioso desta área, mas não vejo desta forma. A ciclovia, inclusive, tem uma função socioambiental importante."

fonte: JJ

Por uma Cidade Democrática, por uma Jundiaí democrática:
> problema: "Falta de divulgação e debate do projeto da prefeitura para o Córrego do Mato (Av. Nove de Julho)." [apoie]
> problema: "Falta de mata ciliar nas margens dos rios e córregos" [apoie]
> problema: "aduelas no córrego do mato" [apoie]
> problema: "Ciclovia SOBRE o córrego do mato (Av. 9 de julho) em Jundiaí-SP" [apoie]

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Fumas contrata doutor em biologia

>CÓRREGO DO MATO

17/12/2009

ALEX M. CARMELLO Fábio Storari, presidente do Comdema, elogiou a contratação

Fábio Storari, presidente do Comdema, elogiou a contratação

A Fundação Municipal de Ação Social (Fumas) contratou por um período de 10 meses o professor e doutor em Ciências Biológicas Álvaro Fernando de Almeida. Experiente na área de recursos florestais, engenharia florestal e conservação da natureza, Almeida será o responsável por assegurar a preservação da vida no Córrego do Mato durante a execução das obras de remodelação da avenida 9 de Julho. Pelo serviço, o especialista receberá R$ 75 mil.

A contratação do biólogo foi publicada na edição da Imprensa Oficial de terça-feira (15). Na justificativa, a Fumas informou que a contratação "é necessária por se tratar de serviço técnico especializado", com o qual o órgão não conta. A escolha, ainda conforme a Fumas, se deu pelo fato de Almeida ser um biólogo renomado, professor da Universidade de São Paulo (USP) com inúmeros trabalhos na área ambiental, "voltados à temática de gestão de impactos ambientais, manejo da fauna e conservação da natureza, reconhecidamente comprovados, o que denota seu notável saber na área técnica ambiental".

A preservação do córrego foi uma das principais exigências do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) que, inclusive, realizou vistoria na avenida 9 de Julho. "A contratação dele é muito bem vista", comentou o presidente do Comdema, Fábio Storari.

Trabalho - Em nota, a Fumas informou que caberá ao biólogo o "acompanhamento do desenvolvimento da obra, orientando e executando os trabalhos de remoção dos peixes e plantas aquáticas quando forem realizadas as intervenções no córrego." O professor também ficará responsável pela coleta semanal de amostras de água para a análise de oxigênio dissolvido e presença de poluição no local. O valor do contrato foi justificado como "condizente com os serviços que serão prestados".

Antes de se aposentar, Almeida foi responsável pelo Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba. Além de trabalhos para empresas como a Aracruz Florestal, Almeida já atuou em ações destinadas ao Centro Agronômico Tropical da Costa Rica e também num convênio de cooperação técnica entre Brasil e Alemanha.

EMERSON LEITE

fonte: JJ

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Consulta: O que acham do projeto do Córrego do Mato?


Segue consulta aos internautas que quiserem participar. Uma foto abaixo, de como são as margens hoje. Preferem mata ciliar ou parede de pedra? (Pela participação do MP, da população e do CONDEMA esse projeto já foi alterado. No entanto, o novo ainda não foi publicado)


O Córrego do Mato (ainda) está vivo!


Por uma Cidade Democrática, por uma Jundiaí democrática:
> problema: "Falta de divulgação e debate do projeto da prefeitura para o Córrego do Mato (Av. Nove de Julho)." [apoie]
> problema: "Falta de mata ciliar nas margens dos rios e córregos" [apoie]
> problema: "aduelas no córrego do mato" [apoie]
> problema: "Ciclovia SOBRE o córrego do mato (Av. 9 de julho) em Jundiaí-SP" [apoie]

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Córrego do Mato

Seguem fotos de Marcelo Pilon. Retratos do Córrego do Mato - o rio da 9 de Julho! Fica aqui para que cada um tire suas conclusões e imagine como queria e quer a proteção deste rio. As únicas considerações que me permito estão ao fim.









O Córrego do Mato (ainda) está vivo!


Por uma Cidade Democrática, por uma Jundiaí democrática:
> problema: "Falta de divulgação e debate do projeto da prefeitura para o Córrego do Mato (Av. Nove de Julho)." [apoie]
> problema: "Falta de mata ciliar nas margens dos rios e córregos" [apoie]
> problema: "aduelas no córrego do mato" [apoie]
> problema: "Ciclovia SOBRE o córrego do mato (Av. 9 de julho) em Jundiaí-SP" [apoie]

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Reunião discute obras no Córrego do Mato

>MEIO AMBIENTE

12/11/2009

RUI CARLOS Conselho Municipal questiona modificações na Av. Nove de Julho ontem

Conselho Municipal questiona modificações na Av. Nove de Julho ontem

O Conselho Municipal de Meio Ambiente reuniu, ontem, os secretários de Planejamento e Meio Ambiente, Jaderson Spina, e de Obras, Sinésio Scarabello Filho, além de uma equipe da Fundação Municipal de Ação Social (Fumas), responsável pelas obras de canalização do Córrego do Mato, na avenida Nove de Julho.

Eles questionaram modificações no projeto original, aprovado ano passado, adequado após um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A maior preocupação são as transposições instaladas no córrego próximas às ruas Nicolau Carderelli e Diógenes Duarte Paes. Segundo os secretários, as transposições feitas com aduelas de concreto estavam previstas no projeto.

O professor Álvaro Fernando de Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), sugeriu coleta semanal de material para análise em pontos aleatórios no córrego e a colocação de sedimentos sem poluição em seu leito. Almeida é responsável pelo estudo feito ano passado e que apontou a melhor forma de preservar e melhorar as condições ambientais do espaço.

fonte: JJ

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Córrego do Mato: novo projeto, velhas questões.

O projeto das obras no Córrego do Mato foi apresentado hoje pela Prefeitura na reunião do COMDEMA. O projeto só foi entregue no momento em que se iniciava a discussão do assunto, de forma que não houve tempo para ninguém analisar o projeto antes. De qualquer forma, os pontos principais do novo projeto foram apresentados em slides pelo Secretário de Planejamento. Diversas melhorias foram feitas, mas o projeto básico continua o mesmo que havia sido apresentado ao COMDEMA em Junho. De forma que os principais pontos polêmicos permaneceram.

Uma dúvida levantada foi a de que a vazão de água parece ser insuficiente em dias de fortes chuvas. Muitos argumentos técnicos foram apresentados e o COMDEMA ainda avaliará melhor esse ponto, mas segundo os engenheiros e responsáveis pela obra o projeto está de acordo com as necessidades.

Outro ponto polêmico, a faixa de ciclovia sobre o córrego continua lá, mas agora está apenas em uma das margens. Para justificar sua instalação, o Secretário disse que ela será permeável (para infiltração da água de chuva) e que já foi aprovada pelo Promotor Público Claudemir Battalini. Questionado sobre a importância da vegetação próxima à água, e quanto à possibilidade de inverter as posições das faixas da ciclovia e de vegetação (deixando a vegetação próxima ao córrego e a ciclovia próxima ao asfalto), o Secretário disse que se priorizou a segurança dos ciclistas, mas nada disse sobre outras soluções de segurança para ciclovias (como pilares de proteção, ou a elevação da ciclovia acima do nível do asfalto, por exemplo). As faixas de 2,5m de vegetação em cada margem foram uma exigência feita pelo Ministério Público, e o Secretário defendeu que a faixa está lá, tendo sido apenas deslocada para depois da ciclovia. Insistiu nessa resposta, mesmo quando lembrado de que, segundo o MP, a vegetação deve ser restaurada logo ao lado dos muros de contenção.

Sobre as aduelas de concreto, o COMDEMA questionou se seu uso foi devidamente justificado, como exigiu o Ministério Público. O Secretário deixou as explicações para a FUMAS (responsável pelas intervenções diretas no córrego), mas não houve tempo para que os representantes da FUMAS pudessem responder.

Ao final da reunião, o professor Álvaro Fernando de Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), defendeu determinados procedimentos para preservar, durante as obras, as espécies presentes hoje no córrego, e também lembrou diversas ações que estão previstas para enriquecer esse ecossistema após as obras. Afirmou, com a autoridade de um cientista especializado no assunto, que o córrego do Mato é excepcional e deve ser motivo de orgulho para nós: exemplo único de um córrego que se manteve vivo em plena área urbana. Um córrego vivo que pode cumprir um papel importantíssimo como ferramenta de conscientização e educação ambiental da população, além de uma possibilidade rica de convivência com a natureza, bem no meio de nossa cidade.

O COMDEMA, através de suas comissões técnicas, irá agora analisar o projeto, verificar se está de acordo com as orientações do MP e se posicionar. Enquanto isso, a população pode buscar conhecer o projeto (tentaremos divulgá-lo aqui) e pensar no tipo de desenvolvimento que deseja para a cidade. Muitas águas ainda vão rolar...

domingo, 8 de novembro de 2009

Obras no córrego da Nove de Julho em debate na próxima quarta

As obras na Avenida Nove de Julho já chegaram ao córrego: máquinas, movimentação de terra e novas aduelas de concreto. Nos últimos dias, o assunto foi tema de discussão no COMDEMA (Conselho Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente), que levantou diversos pontos importantes e preocupantes.

Na última reunião do Conselho, no dia 29/10, foi apresentada a resposta do Ministério Público a um pedido de investigação feito por diversas entidades no ano passado. Em outubro do ano passado, Prefeitura, DAE e FUMAS (responsável direta pelas intervenções no córrego) assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) se comprometendo a alterar o projeto original para evitar prejuízos ao meio ambiente e melhorar a qualidade da água e da vida no córrego.

Entre os compromissos assumidos neste TAC, está o não-fechamento do córrego, o uso de pedras (sem concreto) para os muros de contenção e a arborização de 2,5m de margens em cada lado do córrego. Então, como ficou o projeto? Não ficou. O projeto definitivo ainda não está concluído. A última versão apresentada ainda prevê uma pista para pedestres e para uma ciclovia que ficaria parcialmente sobre o córrego, criando um canal quase completamente fechado, ocupando a faixa que deve ser arborizada e degradando as condições para a vida de plantas, peixes e pássaros que ainda resistem por lá.

E a grande preocupação do COMDEMA e da população (veja manifestações no www.cidadedemocratica.org.br) é justamente o fato de que as obras já começaram, causando diversos impactos, sem um projeto definitivo. As aduelas que foram colocadas recentemente, por exemplo, contrariam o compromisso de não usar concreto quando houver alternativas, e fecham longos trechos do córrego sem que esse fechamento tenha sido devidamente justificado e seu impacto analisado. A qualidade da água também está sendo afetada pelas obras, sem um plano para reduzir e monitorar esses impactos. Também não se sabe ainda como a prefeitura pretende cumprir a promessa de construir ciclovias – tão necessárias para viabilizar o uso da bicicleta como alternativa sustentável de transporte – sem enterrar o córrego.

As explicações da Prefeitura e da FUMAS são esperadas para a próxima reunião do COMDEMA (quarta-feira, dia 11/11, às 16h00, no 8o andar da prefeitura), quando o projeto definitivo será finalmente apresentado. A apresentação e os debates serão abertos a todos: basta comparecer. As discussões prometem ser acaloradas. A revitalização do Córrego do Mato é a oportunidade de mostrar na prática o significado de um verdadeiro desenvolvimento sustentável com participação democrática, à altura de uma “cidade do novo século”. Ou não.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ambientalistas criticam obras na 9 de Julho. Secretário rebate

>POLÊMICA
5/11/2009

Apoie e participe destes debates

>Problema - Falta de divulgação e debate do projeto da prefeitura para o Córrego do Mato (Av. Nove de Julho).
>Problema - Falta de mata ciliar nas margens dos rios e córregos.
>Problema - Ciclovia SOBRE o córrego do mato (Av. 9 de julho) em Jundiaí-SP

VALTER TOZETTO JR Conselheiros do Comdema vistoriam obras na avenida e apontam riscos à preservação do Córrego do Mato

Conselheiros do Comdema vistoriam obras na avenida e apontam riscos à preservação do Córrego do Mato

O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) percorreu nesta quinta-feira (05) as obras da avenida 9 de Julho e apontou falhas que podem comprometer a vida do Córrego do Mato. Segundo os conselheiros, o modelo de construção adotado vai "na contramão da sustentabilidade", prejudica a sobrevivência de micro-organismo e reduz a vazão das águas. O secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Jaderson Spina, rebate e diz que a obra segue orientação de técnicos.

O alvo das críticas são duas aduelas, espécie de caixa de concreto que encobre trechos do leito, onde, de acordo com o projeto da Prefeitura, serão feitas uma área de convivência social com deck (próximo ao Shopping Paineiras) e a ligação entre as duas pistas da avenida (próximo à rua Nicolau Corderelli). "Este modelo impede a incidência do sol e, consequentemente, vai matar o córrego", diz o presidente do Comdema, Fábio Storari. Ele destaca também o risco de refluxo e inundações em caso de chuvas intensas, já que a ocorrência de temporais tem sido maior no decorrer dos anos e os cálculos para a vazão da água pluvial tendem a ficar desatualizados. "Por isso, o ideal é respeitar o leito e não encobri-lo."

Respeito - O conselheiro ambiental e engenheiro civil Marssao Ozakaki ressalta que as aduelas estão ultrapassadas e o mais indicado para encobrir trechos de rios é fazer obras no formato de trapézio, que garantem maior vazão, além de deixar as laterais sem concreto, o fundo com pedras e vegetação e sustentar a laje sobre o leito com fundações laterais. Ele cita o exemplo da avenida 14 de Dezembro, que adotou o modelo considerado ideal. "Custa mais caro, mas estamos falando de uma grande obra e, principalmente, do respeito ao leito do córrego, que, comprovadamente, mantém sua vitalidade hoje."

Restos de construção e até placas de concreto no leito mostram também a falta de manutenção e o descaso com o córrego. "Independentemente da obra, o córrego precisa de manutenção sempre. É um jardim aquático que precisa de atenção."
Os conselheiros apontaram ainda o despejo de água pluvial, visivelmente poluída, logo na entrada da aduela. "É só olhar e ver que, antes disso, a água está límpida e, a partir da aduela, já não há mais a mesma biodiversidade", diz Storari.

As críticas foram reforçadas pelo consultor e diretor técnico da empresa Biométrica Avaliações Biológicas e Manejo Ambiental, Álvaro Fernandes de Almeida. Ele é autor de laudo à Prefeitura indicando o modelo de obra para preservar o corpo hídrico e acompanhou ontem parte da visita do Comdema. "O próprio professor Álvaro reconhece que o modelo não segue a orientação que ele fez", diz o presidente do Comdema.

Sem prejuízo - O secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Jaderson Spina, também acompanhou parte da visita e rebateu as críticas. "Achamos que não há prejuízo nenhum para a biodiversidade do córrego. O leito será encoberto por 15 metros para valorizar a obra. Falamos isso com base em assessoria ambiental, em laudos de biólogos, que a própria Fumas (responsável pela obra) contratou", disse o secretário. Sobre o despejo de água poluída, ele não vê necessidade de análise, discorda que haja despejo de esgoto, apesar da espuma visível, e diz que a "DAE mantém monitoramento da rede de esgoto".

ANDRÉA LAVAGNINI

fonte: JJ

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Prefeitura sustenta corte de árvores para Condema

Quinta-feira, 15 de outubro de 2009 05:48
Conselheiros agora veem trem de alta velocidade como nova preocupação

A Prefeitura de Jundiaí sustentou a necessidade de corte de 15 das 81 árvores da rua Anchieta, no Centro, durante reunião do Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), que voltou às atividades nesta quarta-feira.

Para Carlos Alberto Moraes, o China, ex-diretor do Departamento de Parques e Jardins da prefeitura, o laudo de especialistas externos sustenta a intervenção.

“São motivos variados [como fungos e inclinação extrema], mas já avançamos antes com a troca de cabos elétricos para diminuir podas de espécies com 55 anos de idade”, explicou.

Ele admitiu a ausência de um plano de arborização amplo na cidade, que exige um inventário das milhares de árvores na zona urbana.

O córrego do Mato, na avenida Nove de Julho, também é alvo de pedidos de esclarecimentos. “Temos que entender como a ciclovia prevista não vai interferir na vida existente”, diz o engenheiro Massao Ozakaki.

Mas foi o TAV (Trem de Alta Velocidade) que provocou alerta geral. “O diretor Antonio Panizza nos disse que o projeto é macro e não contempla todos os aspectos”, afirma a veterinária Vânia Nunes, do SOS Vida Animal. O obstáculo da futura obra, que deve ser acelerada pela Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, deve gerar contatos do Condema com os conselhos estadual e federal.

O conselho tem reunião extraordinária prevista para 29 de outubro.

fonte: BOMDIA

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Jundiaí ganha pista de skate e ciclovia vem aí

Domingo, 30 de agosto de 2009 07:28
Jundiaí revê planos para as bicicletas

José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA

As obras estão no começo. A reforma da avenida 9 de Julho, com uma ciclovia elevada junto ao córrego do Mato, e o ajardinamento do entorno do prédio da Prefeitura de Jundiaí, preparando uma ciclovia entre o Jardim Botânico e o Parque da Cidade, sinalizam novidades.

Para o secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Jaderson Spina, é parte de uma mudança na forma de como Jundiaí vai tratar as bicicletas no futuro. “Também estamos estudando uma outra ciclovia a partir da Ponte Campinas, usando terrenos públicos até a pista de skate do Sororoca e continuando até o viaduto da Ponte São João, passando por dentro das áreas das antigas oficinas da Companhia Paulista”, afirma.

O projeto do polêmico túnel sob a ferrovia, na Vila Graff, que está em fase de análises, já contempla a passagem dessa ciclovia.

Meio ambiente
Praticante eventual de ciclismo, o secretário está revendo os conceitos de que a topografia da cidade não atendia essa atividade. “Temos visto um aumento de interesse no assunto. E contamos com exemplos bem sucedidos, como em Sorocaba”, afirma.

Além do transporte saudável e não-poluente, a bicicleta pode conservar áreas verdes. “O plano envolve também um parque linear na faixa ao lado da ferrovia, oscilando até a Agapeama, na divisa com Várzea.”

Na direção oposta, ele quer pelo menos deixar planejado outro parque linear ao lado do rio Jundiaí, desde a Vila Hortolândia até a divisa com Itupeva.

Para o prefeito Miguel Haddad (PSDB), as margens do rio Guapeva entre a Ponte Torta e a rua Prudente de Moraes também podem ganhar conservação. “A maior parte já é área pública”, afirma. Essa faixa estaria bem próxima ao eixo central
das ciclovias.

Integração
Os planos em estudo na prefeitura formam uma intervenção de porte inédito nesse tema. As ciclovias já existentes ligam o Aeroporto ao Eloy Chaves, na zona Oeste, ou acompanham o canteiro central da avenida dos Imigrantes, na Leste.

A remodelação da avenida do córrego da Colônia, também na zona Leste, inclui ciclovia em seu projeto.

Os participantes da Bicicletada Jundiaí, realizada neste sábado, acreditam que o plano deve prever bicicletários nos terminais de ônibus. “Integrar a mobilidade é essencial”, afirmam Luiz e Victor.

Aumento da frota motiva ciclistas
O crescimento da frota de automóveis, tornando perigoso o uso da bicicleta e ao mesmo tempo colocando o veículo como alternativa de transporte, é o argumento dos defensores das ciclovias.

Dono de diversas medalhas e técnico de equipes de ciclismo de Jundiaí, Israel Bernardi é outro veterano defensor de políticas
de estímulo para o uso de bicicletas. “A nova geração é mais preocupada com meio ambiente, saúde, e esse é o veículo mais
adequado.”

Para Wagner Ienne, dos Megabikers, a mudança é histórica. “Estamos há 18 anos nesse trabalho, temos passeios em diversos dias da semana. Conseguimos mais de mil assinaturas antes, um dos resultados foi a ciclovia no Eloy Chaves. Agora parece que existe mais sensibilidade ao tema.”

Ele acha que ligações como entre Morada das Vinhas e Jardim Botânico poderiam popularizar o plano.

Simpatizante das bicicletadas, que tiveram uma forte manifestação em Jundiaí no final de maio, o jovem Luiz Ballas vê um longo caminho pela frente. “O movimento divulga que cidades não podem ter prioridade nos carros, mas nos ciclistas, pedestres e no transporte coletivo.”

Todos citam que o mundo já tem campanhas por um dia mensal sem carro.

fonte: BOMDIA

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ambientalistas sugerem canalização do Rio Jundiaí sem concreto

Projeto da Prefeitura prevê canalização de concreto das margens e do fundo do trecho do rioProjeto da Prefeitura prevê canalização de concreto das margens e do fundo do trecho do rio.

Quem passa no início da avenida 9 de Julho nota um amontoado de terra próximo ao rio Jundiaí. Isso se deve às obras de canalização do rio, no trecho entre a Vila Lacerda e o Parque Shangai (próximo à avenida Prefeito Luiz Latorre). Mas o que poderia representar melhorias para a cidade pode, na visão de ambientalistas, comprometer o pouco que resta de natureza no local.

Segundo Paulo Dutra, ambientalista e coordenador do movimento socioambiental Fórum Permanente Caxambu, este trecho do rio, afastado da avenida e sem casas por perto, tem pequenos resquícios de mata e aves, como garças e paturis, além de capivaras. "É um trecho que recebe as águas limpas do Córrego do Mato e do Córrego Walquírias e tem muitas pedras no leito. Essa combinação de oxigenação e diluição dos poluentes melhora a qualidade do rio e as condições para a fixação da vida silvestre."

Para ele, a canalização, utilizando concreto, poderia comprometer toda essa vida que ainda existe no local. "Apesar do rio ser poluído, tem algumas espécies de peixes, como o cascudo", afirma. "O rio está esperando sua despoluição há 30 anos. Se isso acontecer (as margens e o fundo do rio serem concretados) ele terá água limpa, mas sem vida."

Outro ambientalista, Flávio Gramolelli Jr., também tem a mesma opinião. "Existem tecnologias. A Prefeitura usa o slogan 'Jundiaí, a cidade do novo século', mas faz coisas do século passado. Acho desnecessárias as obras que estão fazendo lá. Há um gasto de dinheiro inadequado."




Alternativas - Paulo Dutra, que também participa do Movimento em Defesa dos Rios e Córregos de Jundiaí, garante que não é contra as obras. "Somos contra a canalização de concreto." Dutra disse que já levou à Prefeitura alternativas para o problema, mas até agora não há respostas.

"Levamos ao conhecimento da Fumas (Fundação Municipal de Ação Social) e do Comdema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) informações sobre engenharia naturalística, ou seja, empresas que não utilizam concreto nas obras e sim elementos naturais para fixar o solo."

A reportagem do JJ Regional esteve no local e viu, além de lixo boiando e nas margens do rio, alguns animais. O funcionário público José da Silva mora próximo ao rio há 41 anos e acredita que pode, sim, haver conciliação entre as duas partes. "O rio já sofreu muitas modificações, mas é preciso que haja obras, caso contrário a população sofrerá com isso", opina.

Continuidade - Segundo a assessoria de imprensa da Fumas, as obras fazem parte do programa do governo federal 'Saneamento para Todos' e darão continuidade à canalização do rio Jundiaí. A obra está licenciada nos órgãos competentes, inclusive os ambientais. Ainda de acordo com a Fumas, o trecho do rio será concretado.



Fonte: Jornal de Jundiaí