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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Córrego do Mato

Seguem fotos de Marcelo Pilon. Retratos do Córrego do Mato - o rio da 9 de Julho! Fica aqui para que cada um tire suas conclusões e imagine como queria e quer a proteção deste rio. As únicas considerações que me permito estão ao fim.









O Córrego do Mato (ainda) está vivo!


Por uma Cidade Democrática, por uma Jundiaí democrática:
> problema: "Falta de divulgação e debate do projeto da prefeitura para o Córrego do Mato (Av. Nove de Julho)." [apoie]
> problema: "Falta de mata ciliar nas margens dos rios e córregos" [apoie]
> problema: "aduelas no córrego do mato" [apoie]
> problema: "Ciclovia SOBRE o córrego do mato (Av. 9 de julho) em Jundiaí-SP" [apoie]

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Postura cidadã e mudança do status quo

Menos retórica e mais ação, menos interesses mesquinhos e mais cidadania. Precisamos mudar o status quo em Jundiaí.

Concordo com o promotor do GAECO o poder público em Jundiaí está em crise, no São Camilo os marginais controlam o acesso de moradores, o acesso de freqüentadores, o horário de trânsito, de saída e ingresso no bairro. Isso demonstra que o executivo e o legislativo jundiaiense não tem planos para a região.

Vemos uma falta de planejamento e de prioridades, fora o descaso com os mais pobres em Jundiaí. Recentemente a prefeitura inaugurou um parquinho com modernas instalações e brinquedos ecológicos. Na nova praça localizada na rua Adilson Rodrigues, na região do Jardim Novo Mundo foi a primeira a receber um lote de brinquedos infantis com um perfil diferenciado. Segundo a Prefeitura o investimento foi de aproximadamente R$ 5.800,00. Pelo menos haverá a valorização dos imóveis.

Seria de aplaudir, se não fosse por um detalhe, o local escolhido é de classe A+, foi revitalizado recentemente com ampla avenida, pista de cooper e arborizada e está cercado por condomínios fechados.

Será que os filhos dos bacanas irão freqüentar o primeiro parquinho temático de Jundiaí, duvido, pois a maioria das casas nos condomínios da região já tem parques e piscinas. Pergunto a prefeitura de Jundiaí que raio de prioridade e estudo foi feito para investir nesta região abastada e não nos bairros pobres próximos, poderiam com esta grana consertar o parquinho do Jardim América, construir um na Quinta das Videiras ou na Vila Alvorada, e quem sabe, no Jardim São Camilo...

Quanta hipocrisia! http://tinyurl.com/ybfa3ae

Marcelo Pilon

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Titulo Honorífico de cidadão Jundiaiense

Títulos honoríficos
Ao termo honra pode estar associado a atribuição de títulos honoríficos, que são títulos que pretendem demonstrar a distinção de honra reconhecida a determinadas pessoas. Fonte: wikipédia
Título honorífico de cidadão jundiaiense
O que os vereadores deviam saber, mas não sabem! O título honorífico de cidadão jundiaiense deveria ser concedido a pessoas não naturais de Jundiaí, desde que residam na cidade e desenvolvam sua vida no Município. Deveria ser um reconhecimento "da comunidade" pelo trabalho de quem não é natural, mas que ajudou no crescimento da nossa querida Jundiaí.

Algum respeito seria de bom tom. Honrar agressores de mulheres com o titulo de cidadão Jundiaiense. Não dá para agüentar!

Professor Marcelo Pilon
http://twitter.com/marcelopilon

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O CIDADÃO-VEREADOR

Ao acompanhar os trabalhos de uma Câmara de Vereadores paulista, tive mais um momento de revolta e indignação. Os nobres edis desta cidade paulista, votaram contra um projeto para fornecer, de uma forma gratuita, transporte para creches.
Parti da indignação para indagação sobre este projeto de lei e, com observância ao seu mérito, temos como prejudicados centenas de cidadãos que são pais e familiares. Acredito que os nobres edis devam fazer uma autoreflexão sobre seu papel quanto vereador, como agente político que atua no âmbito dos municípios, a nível legislativo.


O vereador tem a função de representar, ele deve trazer para o debate na Câmara de Vereadores questões relacionadas ao interesse dos cidadãos como um todo e não atuar para uma minoria. Como representante da população, ele deveria ser a voz dos menos favorecidos, do cidadão, dos grupos organizados, das associações, ele deveria estar consciente de seus deveres e dos direitos dos cidadãos e das preocupações coletivas da sociedade.Em relação ao projeto, para fornecer de uma forma gratuita transporte para creches, há uma fragrante falta de consciência em preservar os direitos dos cidadãos e das preocupações coletivas da sociedade, pois, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é dever solidário dos entes estatais prestar o transporte escolar gratuito das crianças e adolescentes matriculados na rede pública de ensino, sendo cabível o bloqueio de valores para atendimento do direito fundamental à educação. Os prejudicados neste caso, além de serem cidadãos, são eleitores. A meu ver, deveriam se lembrar nas próximas eleições daqueles que foram contrários a seus interesses e da clara ação contra a cidadania. Os edis brasileiros ficam cada vez mais distantes do verdadeiro papel do vereador, deveriam se lembrar que a Cidadania está presente em todos nossos dias. Cidadania é a tomada de consciência de seus direitos e deveres, e, desta forma, ser realmente um cidadão.Eu acredito que a culpa deste desatino é minha e da população como um todo, pois nosso dever não termina no ato de votar, precisamos cobrar e participar. O voto serve para escolhermos representantes que, em nossa opinião, tenham a verdadeira intenção de nos assegurar os valores que formam a cidadania. Temos o dever de lembrar os políticos eleitos que eles nos representam e caso não estejam fazendo o que prometeram, devemos nos manifestar.
Professor Marcelo Pilon
http://twitter.com/marcelopilon

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Vergonha! Vereadores jundiaienses votam contra projeto para fornecer de uma forma gratuita transporte para creches.

Vergonha! Vereadores jundiaienses votam contra projeto para fornecer de uma forma gratuita transporte para creches. A mobilização contrária a aprovação do transporte gratuito para creches foi feita por um membro do PP. E ai Doquinha o que tem a dizer? Cartão vermelho aos nobres edis de Jundiaí. Acho que precisamos propagar esta informação, pois temos a pastoral e as centenas de mães e familiares que saíram prejudicados. Os prejudicados são em maior numero em relação aqueles que ali estavam se manifestando.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Bolsão de segurança é uma Falácia!

Professor Marcelo Pilon

Não devemos nos esquecer que esta história de Bolsão de Segurança é uma falácia. Este tema já gerou multa de R$ 5,5 milhões a ex-prefeito e secretários de uma cidade próxima que transformavam loteamentos em “residenciais” e “condomínios atípicos”.

Nesta ação em uma cidade ao nosso lado, além da prisão, o juiz responsável pela Ação Civil Pública, proferiu sentença obrigando os ex-políticos a devolverem lotes provenientes dos bolsões/residenciais aprovados na época. O juiz também decretou multa de R$ 5,5 milhões e cassou os direitos políticos.

Precisamos estar conscientes da abertura de uma caixa de pandora em Jundiaí. Alguns políticos têm uma visão míope sobre reflexos e ganhos políticos em seu mercado eleitoral, olham para o curto prazo, tenham cuidado, acredito que o tiro pode sair pela culatra.

Este tema é delicado e se aprovarem uma lei onde a minoria nos bairros, contrapõe-se a maioria; haverá brigas, discussões e idas a tribunais. Isso já ocorreu em São Paulo, São José do Rio Preto, Rio de Janeiro, Campinas, etc.

Os políticos geradores da celeuma ficarão marcados.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Click aqui para baixar a cartilha=> Cidadania e saúde. Cartilha Gripe Suína

Cidadania e saúde. Segunda feira iniciará o semestre escolar nas escolas públicas e privadas, é nosso dever propagar informações para minimizarmos os efeitos da gripe suína e orientar a população das causas e precauções em relação a gripe.

Segue em anexo link para a cartilha da Gripe Suína

Abraços,Professor Marcelo Pilon.

Cidadania, cartilha gripe suina

As atividades escolares iniciarão nesta segunda feira, São milhares de alunos na rede privada e pública, temos o dever como cidadãos de propagar as causas e orientar a população sobre a nova gripe. Segue link para baixar a cartilha:



Tenho 450 alunos por semestre e acho que devemos nos preparar.

Saudações,

Professor Marcelo Pilon


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Custo do legislativo - Custo Brasil?

A cidade de Jundiaí é considerada umas das que melhor remuneram seus políticos. Sabemos que é grande sua responsabilidade, mas que por isso, devem prestar serviços adequados à população que paga seus salários.
Não podemos esquecer que além de criar leis e deliberar o dia a dia da Câmara Municipal, o vereador deveria exercer uma ampla fiscalização sobre as contas do Executivo, isto é, fiscalizar as ações do prefeito.
Não serem meros coadjuvantes, como ocorre na maioria das casas de leis pelo Brasil, pelo simples fato da existência de um grupo da situação que dá as cartas, cria-se assim, uma cúpula de proteção sobre o executivo.
A atividade fiscalizadora da Câmara se dá através de pedidos de informações formulados ao prefeito, convocação de representantes do Executivo para que prestem esclarecimentos sobre as suas respectivas áreas de atuação e, pela instalação de Comissões Especiais de Inquérito (CEI).
Para auxiliar as Câmaras no seu papel de controle externo, existem os Tribunais de Contas dos Estados, as ONGS e a população.
É importante salientar que em 2009 em Jundiaí, o prefeito que venceu as eleições teve garantido um salário de R$ 17,8 mil mensais assim que assumiu o cargo. O aumento foi votado em sessão extraordinária no dia 20 de dezembro de 2007 que assegurou para os 16 vereadores um ganho mensal de R$ 7,4 mil. O vice e os secretários devem recebe algo entorno de R$12,2 mil por mês.

Professor Marcelo Pilon
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domingo, 3 de maio de 2009

Bolsão de segurança! - NÃO PODEMOS TRANSFORMAR MORADORES EM CONDÔMINOS À FORÇA

Uma breve história. Há sete anos, ao voltar de férias, fiquei chocado ao ler uma matéria sobre um projeto aprovado pela Câmara Municipal de Jundiaí, que determinava o fechamento de ruas do meu bairro para a transformação de um bairro vizinho, que era aberto, em fechado.
Perdemos 50 % dos acessos viários e se por ventura, quisesse passar para o bairro vizinho, teria de pedir permissão.

Foram fechadas ruas com Guard Rail, retiradas as coberturas e a linha de ônibus que passava pelo meu bairro.

É demais - como cidadão Jundiaiense teria de pedir permissão para deslocar em minhas caminhadas ou passar com meu carro, além de caminhar centenas de metros para pegar o ônibus.

Saímos vitoriosos! Tudo voltou ao normal, ruas abertas e ônibus circulando. Estes fatos fizeram com que pessoas amigas do Jardim América e região, nascidas, residentes, que interessadas em oferecer voluntariamente seu tempo, seu talento, competências e habilidades em favor de uma causa, que nada mais é exigir transparência e nossos direitos como cidadãos.

NÃO PODEMOS TRANSFORMAR MORADORES EM CONDÔMINOS À FORÇA

Quando o empreendimento tem a vocação legal para um condomínio fechado o cidadão faz a aquisição do terreno ou imóvel sabendo de seus deveres e obrigações frente ao condomínio. O cidadão sabe que após sua aquisição imobiliária deverá pagar uma taxa mensal de condomínio.

Em relação à lei dos “Bolsões”; alguns cuidados que devemos tomar! Não podemos ouvir apenas os moradores do bairro, e o pior, com aprovação de apenas 50% dos moradores. A lei deve mencionar a necessidade de aprovação da maioria, além de ouvir os moradores que moram no entorno e avaliar as conseqüências no trafego e trânsito.

Sabemos que a interpretação de uma lei, após aprovada e sancionada pode ter reflexos e dissabores a muitos cidadãos.

Como o abuso e a arbitrariedade que podem ser cometidos, após a criação de “Bolsões”; ao impor a todos os proprietários e moradores do bairro o dever de se associar, sob pena, de não o fazendo, sofrer tratamento discriminatório.

Quando definido como Bolsão de segurança ou loteamento fechado a associação de bairro irá defender a cobrança, já que todos se beneficiarão com as melhorias, e podem evocar o princípio básico da democracia, ou o percentual que consta na lei, segundo o qual a maioria ou parte dela decide o rumo de todos.

O caso de um aposentado na cidade de São Paulo pode ser considerado clássico. Quando comprou os lotes, a região não era cercada. Surgiu uma associação e decidiu, com apoio de grande parte dos moradores, fechar o loteamento e cobrar a taxa para as benfeitorias. O aposentado não concordou nem pagou.

A briga foi parar na Justiça, e a associação ganhou a causa e o aposentado perdeu. O lote foi leiloado. Em nome da manutenção dos serviços de vigilância, limpeza e manutenção, cobra cota associativa de todos os proprietários, associados ou não.

No decorrer destes anos, vemos em nossa cidade, aumento da violência que atinge a todos, pobres e ricos. Precisamos nos unir solicitando mais policiamento e respeito ao cidadão.
Jundiaí cresce e, conseqüentemente, a preocupação com a segurança.

Mas não devemos ser simplistas para utilizar a problemática da segurança como pretexto para outros interesses.

Quero parabenizar a imprensa Jundiaiense que conduz uma discussão que poderia ficar apenas na casa de leis. A discussão é saudável e podemos com isso amadurecer leis e ações para uma Jundiaí ainda melhor.


Professor Marcelo Pilon,
Administrador de Empresas.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Nepotismo, Nepotismo-Cruzado e Transnepotismo

Nepotismo, Nepotismo-Cruzado e Transnepotismo

Novamente vemos o Judiciário “legislando”, pela Inércia do Legislativo Brasileiro, mas pelo bem do Brasil. O STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou uma súmula vinculante que proíbe a contratação de parentes no Judiciário, Executivo e Legislativo da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

Segundo a súmula não será considerado nepotismo os seguintes cargos: ministro de Estado, secretários estaduais e municipais, além dos do Distrito Federal.

Será considerado nepotismo os parentes até 3º grau de autoridades e funcionários que foram nomeados para cargos de confiança no serviço público: cônjuge, companheiro, pai, filho, tio, sobrinho, cunhado, avô, neto, sogra, sogro, genro, nora, bisavô e bisneto.

O que motivou a decisão do STF foi o julgamento de uma ação que examinava a contratação de um secretário municipal de Saúde, e um motorista em Água Nova (RN), que eram parentes de um vereador e vice-prefeito.

Mas afinal de contas o que é Nepotismo?

Nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes em detrimento de pessoas que não tenham vínculos de parentesco com autoridades e muitas vezes mais qualificadas.

Muitas autoridades, em todos os poderes, criam uma reserva de cargos, para parentes e apadrinhados e, consequentemente, não abrindo novos concursos públicos.

Fiquemos atentos e condenemos todas as formas de nepotismo; podemos afirmar que este tipo de favorecimento abre espaço para a corrupção e degeneração da democracia.

Muitos estão tentando burlar a decisão do STF em relação ao nepotismo; surgem novas formas de nepotismo. È recorrente nos meios de comunicação a utilização de neologismos como: “Nepotismo-Cruzado” e “Transnepotismo”.

Podemos considerar “Nepotismo-Cruzado” a nomeação por parte dos membros do Judiciário, Executivo e Legislativo da União, Estados, Distrito Federal e municípios, de parentes uns dos outros. È a migração de servidores não concursados “dentro de um poder”, por exemplo, na Câmara de Vereadores, o vereador X contrata para atuar em seu gabinete o filho do vereador Y que em contrapartida contrata a esposa do vereador X.

A meu ver, o “Transnepotismo” seria uma troca de favores “entre os poderes”, a migração de indivíduos não concursados de um Poder para outro, por exemplo: O prefeito do município “J” contrata para atuar no município, em cargo comissionado, o filho do vereador “Z” que em contrapartida contrata para o seu gabinete o cunhado do prefeito; há também casos onde o vereador declara sua “lealdade” ao executivo após o mesmo ter contrato seu parente ou apadrinhado.

O mais trágico, e de certo, nada bom para a democracia e o equilíbrio entre os poderes, é a possibilidade do “transnepotismo” e troca de favores entre o Executivo e o Judiciário, com ou sem a troca de parentes para cargos comissionados.

Devemos partir da premissa que o Executivo, Legislativo e Judiciário cumpram a constituição, que os cargos em comissão tenham como atribuição de direção, chefia e assessoramento.

O que parece, é que sempre haverá os espertalhões de plantão, buscando um meio de ludibriar a lei, e continuar a se alimentar das tetas publicas em busca de uma “boquinha” para seus parentes e apoiadores.

O cerco aos apadrinhados não deve cessar, o cidadão de bem deve ficar atento às manobras dos espertalhões de plantão e denunciar.

“Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso." (Bertolt Brecht)

Professor Marcelo Pilon, com carreira em uma multinacional norte-americana, atuou na gerência de treinamento comercial como executivo de treinamento e consultor de negócios. Pós-graduado em Administração Empresarial, com extensão em Didática do Ensino Superior. Conferencista em Educação Empresarial e professor em cursos de Graduação e de MBA; atuou também, como Coordenador de Pesquisas da ONG - Movimento Voto Consciente. www.marcelopilon.com.br

sábado, 20 de dezembro de 2008

Autismo político-social

Autismo político-social

Passamos por uma terrível crise financeira, muitos brasileiros já perderam seus empregos e o cenário não é nada animador; provavelmente esta crise perdurará ao longo do próximo ano e muito outros brasileiros ficarão sem seus empregos.

Não adianta remediar, a marolinha se tornou um tsunami. A crise financeira mundial não deve afetar as vendas desde final deste ano. Á alta do dólar e a desaceleração do crédito afetarão de uma forma avassaladora a classe C em 2009.

E quando um governo, que beira a irresponsabilidade, vem à mídia com um discurso perigoso de estimulo ao consumo, mas se esquece de propagar quais serão os mecanismos de garantia e proteção a esse consumidor caso ele se endivide.

Seria de esperar, que perante estes fatos, nossos governantes e legisladores se debruçassem em saídas para a crise, reduzindo despesas e cortando na própria carne; ledo engano. Ao apagar das luzes do Congresso Nacional e ao bimbalhar dos sinos natalinos nos lares brasileiros, nossos legisladores tentam aprovar, a todo custo, outro trem da alegria, aumentando em 7.343 as cadeiras no legislativo municipal em todo o país.

Será que aumentando o numero de vereadores em todo Brasil seremos mais bem representados? A única certeza que tenho, é que a fatura será paga pelo povo brasileiro, pagando os salários dos assessores, gastos de gabinete, motoristas, carros oficiais, etc.

Existem estudos no Brasil que relacionam a vida pública, ser político, com uma relação direta em se ascender socialmente. Na maioria das vezes esta ascensão social não se restringe ao político eleito, mas a dezenas de apoiadores e familiares; vemos com freqüência os casos de nepotismo, nepotismo cruzado e boquinhas para se alimentar das tetas publicas.

Às vezes estes fatos fazem com que eu beire a depressão; será utópica a busca pelo espírito público?

Onde estão as filosofias e seus conceitos? Só vemos interesses mesquinhos e da busca do enriquecimento pessoal, de projetos político pessoal ou do partido, em detrimento da sociedade.

Analisando todo este cenário identifiquei uma nova patologia: o autismo político-social que é diferente do retardo mental político-social, embora alguns autistas político-sociais também possam ter a patologia do retardo mental político-social.

O que é o Autismo político-social? É uma desordem na quais membros do executivo ou legislativo não conseguem desenvolver relações sociais normais, se comportam de modo compulsivo e ritualista, e geralmente têm alucinações; no caso do Congresso Nacional, por estarem longe de seus lares, nossos legisladores criam sociedades utópicas e alternativas, se distanciando da realidade.

Que as pessoas de bem vejam a política como algo positivo. Indague-se, o que podemos fazer para reverter o cenário atual da política brasileira.

Cidadão de bem, conscientize para a importância do voto e exercício de sua cidadania e cobre dos representantes políticos o compromisso com as causas públicas.

Vote escolha seus representantes que tenham a verdadeira intenção de nos assegurar os valores que formam a cidadania.

Nosso dever não termina no ato de votar, precisamos cobrar e participar. Temos o dever de lembrar os políticos eleitos que eles nos representam e caso não estejam fazendo o que prometeram, devemos nos manifestar.

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. RUI BARBOSA (1849 –1923)

Professor Marcelo Pilon, com carreira em uma multinacional norte-americana, atuou na gerência de treinamento comercial como executivo de treinamento e consultor de negócios. Pós-graduado em Administração Empresarial, com extensão em Didática do Ensino Superior. Conferencista em Educação Empresarial e professor em cursos de Graduação e de MBA; atuou também, como Coordenador de Pesquisas da ONG - Movimento Voto Consciente. www.marcelopilon.com.br

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Eleição sub judice

A eleição sub judice

Os resultados das eleições em nossa região estão sub judice. Prefeitos e vereadores ameaçados de perder seus mandatos por compra de votos, abuso de poder econômico e uso da máquina publica. Podemos afirmar que os políticos utilizam estas práticas há séculos, mas a pergunta que fica no ar é a seguinte - Porque será que, ultimamente, a Justiça Eleitoral está tendo uma postura mais enérgica?

No passado a Justiça Eleitoral tinha o dever de aplicar a lei aos candidatos eleitos, mas não o fazia. Parece-me que a coisa está mudando; vamos fazer um exercício pela busca das razões, pelo menos por ora. Posso sugerir que, aqueles que estão sentindo a mão da justiça façam uma profunda reflexão, digo as coligações e seus candidatos.

Será que houve pouco caso em relação à legislação eleitoral, tendo mais recursos para gastar na campanha foi perdido o controle dos gastos, faltou uma assessoria competente, faltou planejamento e modernização no processo político-eleitoral, ao invés de se contratar um profissional de Marketing Político, contratou-se um Marqueteiro Político.

Toda campanha política necessita de uma série de profissionais, que se compõe em equipes multidisciplinares. O cortejo ao candidato sempre ocorrerá, estrategistas aparecem por todos os lados e o desastre está anunciado. O candidato é cercado por bajuladores e louvores de seus feitos, e por assessores incompetentes que acabam sufocando o candidato. Falo do Marqueteiro Político.

O Marketing político é um fenômeno do início do século XX utilizado por Lênin, Hitler, Benito Mussolini, Salazar e Franco; sem ele o comunismo e o fascismo nem existiriam.

Hitler disse: "A propaganda permitiu-nos conservar o poder, a propaganda nos possibilitará a conquista do mundo".

George W. Bush nunca teve o menor pudor em manipular a opinião pública Norte Americana, com estratégias persuasivas, levando seus conterrâneos a crer que o que ele propagava era verdade; por exemplo, que o aquecimento global era uma mera mudança climática, e que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa.

George W. Bush, que sempre utilizou os melhores profissionais em Marketing Research e Marketing Político, já foi acusado de utilizar, em seus comerciais de campanha, mensagens subliminares em que destacava a palavra “Rats” (Ratos), como se insinuasse que os concorrentes (Democratas) não eram confiáveis.

No Brasil temos a construção da imagem pública do Lula negociador, desenvolvida por Duda Mendonça. Na fórmula “Lulinha paz e amor” (2002) vemos, de uma forma cristalina, como o Marketing Político pode virar uma página. Deixa-se para trás a imagem de um Lula radical, que tinha uma postura agressiva, crítica, negativa, intransigente e oposicionista.

O Marketing Político se consolida como ferramenta eficaz e prioritária no jogo eleitoral. Tomemos por base as eleições Norte-Americanas, uma eleição histórica com uma participação recorde de eleitores Norte-Americanos. O mais notável foi que na corrida pela casa branca, Barack Obama utilizou modernas técnicas de Marketing político, como o Marketing Viral, Buzz Marketing e muitos outros recursos tecnológicos.

Temos no Brasil dezenas de bons profissionais de Marketing, em contrapartida temos milhares de charlatães, velhas raposas e dinossauros, que buscam o resultado a qualquer custo e não medem as conseqüências.

Um fato marcante na história moderna brasileira é a evolução da legislação eleitoral que vem em defesa e manutenção da democracia e do Estado de Direito, dando agilidade e transparência ao processo eleitoral.

O candidato que objetiva a vitória na eleição deve ter consciência que a campanha eleitoral é norteada por leis específicas que devem ser respeitadas. Não adianta ganhar e não levar! Os partidos e candidatos devem ter pleno conhecimento dos procedimentos eleitorais e o mais importante, garantirem assim o cumprimento da lei, estabelecida pela Justiça Eleitoral.

A Justiça Eleitoral está aplicando a lei, sendo rigorosa e fazendo sua parte. A meu ver, todo candidato precisa de um profissional com um cajado nas mãos para afastar os bajuladores e repreender o candidato quando for necessário, apresentando cenários e mapas de gestão de risco.

Segundo Winston Churchill, "A Política é, talvez a única profissão para qual se pensa que não é preciso nenhuma preparação”


Professor Marcelo Pilon, com carreira em uma multinacional norte-americana, atuou na gerência de treinamento comercial como executivo de treinamento e consultor de negócios. Pós-graduado em Administração Empresarial, com extensão em Didática do Ensino Superior. Conferencista em Educação Empresarial e professor em cursos de Graduação e de MBA; atuou também, como Coordenador de Pesquisas da ONG - Movimento Voto Consciente. www.marcelopilon.com.br