Mostrando postagens com marcador Especial - Defesa dos Rios e Córregos de Jundiaí. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Especial - Defesa dos Rios e Córregos de Jundiaí. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Excesso de obras adia canalização de córrego de R$ 2,7 mi na Vila Jundiainópolis

Segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 - 23:14
Região sofreu com três casas que desabaram recentemente

José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA

A prefeitura cancelou o edital de obras de canalização do córrego das Flores, na Vila Jundiainópolis, onde houve a queda de três casas nos últimos dias (veja abaixo) e deixou a Defesa Civil em estado de alerta.

Ainda não há previsão para a realização dos trabalhos.

A concorrência da obra foi publicada na edição de 30 de novembro no “Diário Oficial da União” com valor de R$ 2.662.723,85 e prazo de garantia (caução) até 4 de janeiro. O cancelamento foi publicado no dia 5.

De acordo com a Fumas (Fundação Municipal de Ação Social), o motivo é o excesso de obras para acompanhamento no programa Saneamento para Todos, financiado por recursos federais do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) desde 2008.

O programa envolve repasses federais de R$ 43 milhões em 14 galerias de águas pluviais em diversos bairros, parte da ampliação da represa da DAE no rio Jundiaí-Mirim e recuperação e canalização de rios e córregos (Jundiaí, do Mato, da Colônia, das Carpas, do Guanabara, do Jardim do Lago, das Walquírias, das Flores e Japi-Guaçu).

Veja: www.jundiai.sp.gov.br/ secretarias/fumas

Casas desabam sobre o córrego
No fim de semana, três casas construídas sobre as nascentes do córrego das Flores, perto das encostas da Serra do Japi, desabaram sem vítimas na rua Manoel Mendes (Vila Nova Jundiaí).

“A casa tem mais de 40 anos, era apenas uma mina de água da chácara. A tubulação do bairro passou a desaguar aqui”, afirma Gisele Souza Deus, atingida com a família como a irmã Rosimeire.

Para a vizinha Cláudia Resende de Oliveira, que teme ser a próxima, as medi-das precisam ser urgentes. “Está perigoso.”

Ambas afirmam ter procurado vereadores como Gustavo Martinelli (PSDB) e Paulo Sérgio Martins (PV) sobre a questão.

Para a coordenadora da Defesa Civil, Sônia Chequim Rossi, as casas atingidas estavam dentro de propriedade particular, “mas
totalmente erradas”.

Afluente do rio Guapeva como outros vindos da serra, o córrego das Flores tem trechos ainda verdejantes e outros embaixo da terra, como na Vila Rami. Com o adiamento da concorrência, a obra pode ficar para o próximo ano.

fonte: BOMDIA

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sonho de despoluir o rio Jundiaí entra na reta final

Domingo, 27 de dezembro de 2009 - 22:07
Cetesb estuda reclassificação da bacia com novo tratamento até 2012

José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA


Um esforço iniciado em 1982 chega finalmente à sua reta final com o tratamento de esgotos em toda a bacia do rio Jundiaí até 2012.

“A gente era bem jovem e discutia cinco anos para fazer tudo. Mas a primeira estação de tratamento aqui saiu apenas em 1998”, afirma o gerente regional da Cetesb (Companhia Estadual de Meio Ambiente), Domênico Tremarolli.

O compromisso de dois ou três anos para a instalação do tratamento em Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista pela Sabesp é o motivo para a retomada.

“Como cidadão e trabalhador da área imagino que será um grande avanço.”

Em Salto, a estação começou a funcionar neste ano. Em Indaiatuba, o início das operações de testes aconteceu neste mês. E a conclusão das obras da estação de Itupeva está prevista para até 2011.

Reclassificação
Os reflexos dessa mudança começam a acontecer no Comitê das Bacias do rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí com a perspectiva de 100% de esgoto tratado na bacia do rio Jundiaí.

“Estamos na classe 4 e o plano em discussão já considera a demanda de melhoria para classe 3. Envolve trabalhos e estudos em cada trecho municipal. A partir disso, o desafio dos sistemas públicos municipais vai ser adotar novos parâmetros, incluindo a performance de tratamento. E vai, a médio prazo, mexer com empresas e moradores”, avisa.

Sua definição sobre esse cenário é uma frase bem popular. “Daí vai mudar o rumo da prosa.”

Um dos efeitos da despoluição do rio é a demanda para revitalizar margens e córregos secundários, como ocorre atualmente nos planos para parques lineares nas margens dos rios em Jundiaí, Várzea Paulista e Itupeva.

Estudo alerta limites da ETEJ
Estudo com dados entre 2006 e 2008, realizado pela engenheira ambiental Caroline Suidedos na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) indicou que parte dos resíduos domésticos e industriais de 103 municípios trazidos para a ETEJ (Estação de Tratamento de Esgotos de Jundiaí) era inadequada ao tratamento local, com riscos ao processo e ao rio.

O gerente regional da Cetesb, Domênico Tremarolli, confirma o limite. “O licenciamento de 20 anos foi feito para quatro módulos e implantaram dois. Está indo para o terceiro, mudando o conceito dos tanques.”

Sobre a performance de 95%, confirma que “sobra um tiquinho. Mas no lixo e resíduos hospitalares também usamos outras cidades.”

Monitoramento será estadual, afirma DAE
A empresa municipal DAE, que cobra a taxa de esgotos para o consórcio da CSJ (Companhia de Saneamento de Jundiaí), afirma que o processo é monitorado pela Cetesb.

Além de atuar nos mananciais do rio Jundiaí-Mirim e agora nos do rio Capivari (incluindo recursos do Comitê PCJ), a empresa é parceira da própria CSJ e da Opersan na pesquisa de uso agrícola do lodo de esgoto.

fonte: BOMDIA

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Consulta: O que acham do projeto do Córrego do Mato?


Segue consulta aos internautas que quiserem participar. Uma foto abaixo, de como são as margens hoje. Preferem mata ciliar ou parede de pedra? (Pela participação do MP, da população e do CONDEMA esse projeto já foi alterado. No entanto, o novo ainda não foi publicado)


O Córrego do Mato (ainda) está vivo!


Por uma Cidade Democrática, por uma Jundiaí democrática:
> problema: "Falta de divulgação e debate do projeto da prefeitura para o Córrego do Mato (Av. Nove de Julho)." [apoie]
> problema: "Falta de mata ciliar nas margens dos rios e córregos" [apoie]
> problema: "aduelas no córrego do mato" [apoie]
> problema: "Ciclovia SOBRE o córrego do mato (Av. 9 de julho) em Jundiaí-SP" [apoie]

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Córrego do Mato

Seguem fotos de Marcelo Pilon. Retratos do Córrego do Mato - o rio da 9 de Julho! Fica aqui para que cada um tire suas conclusões e imagine como queria e quer a proteção deste rio. As únicas considerações que me permito estão ao fim.









O Córrego do Mato (ainda) está vivo!


Por uma Cidade Democrática, por uma Jundiaí democrática:
> problema: "Falta de divulgação e debate do projeto da prefeitura para o Córrego do Mato (Av. Nove de Julho)." [apoie]
> problema: "Falta de mata ciliar nas margens dos rios e córregos" [apoie]
> problema: "aduelas no córrego do mato" [apoie]
> problema: "Ciclovia SOBRE o córrego do mato (Av. 9 de julho) em Jundiaí-SP" [apoie]

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Voluntários limpam Rio Jundiaí-Mirim

Segunda-feira, 08 de junho de 2009 05:27
Voluntários tiram 2 barcos de lixo do rio Jundiaí-Mirim em Ação alusiva ao Dia do Meio Ambiente

Gláucia Mazzei

Agência BOM DIA


Uma ação ambiental organizada ontem, por voluntários da Escola de Mergulho Jornada Submarina, em um trecho do rio Jundiaí-Mirim, no Caxambu, recolheu dois barcos de lixo.

A ação, em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado na sexta-feira, começou por volta das 9h, quando cerca de 40 homens, com roupas de neoprene (com proteção térmica), entraram no rio e percorreram um trecho de 600 metros com a água até a cintura, a uma temperatura média de 20º C. Os barcos serviram para recolher o lixo.

A retirada dos barcos da água, um de 14 pés (com cerca de 60 kg, vazio), e outro de 10 pés (40 kg) exigiu a força de 20 homens, metade na água e a outra metade em terra.

Entre o lixo recolhido, muita garrafas PET, sacos plásticos, vidros e até chinelos. “Este ano percorremos um trecho menor que o do ano passado e recolhemos praticamente a mesma quantidade de lixo”, disse o diretor-técnico da Jornada, Alvanir Silveira de Oliveira.

“Ficamos triste em saber que em vez de diminuir o lixo a quantidade aumenta.”

Segundo ele, a limpeza do rio Jundiaí-Mirim é feita há nove anos e desde então os voluntários já encontraram de tudo, até televisão.
Este ano a ação envolveu cerca de 120 pessoas entre voluntários da Jornada, do Grupo de Escoteiros Curuqui, do Clube Velas do Japi, Corpo de Bombeiros e Polícia Florestal.

O lixo recolhido, cujo peso total não foi estimado, foi levado ao Terminal Transbordo Resíduos.

fonte: JJ

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Em Jundiaí é assim...

Em Sorocaba, o rio e o patrimônio histórico estão assim:


Em Amparo, o rio Camanducaia é assim:


Em Seul, o há pouco tempo atrás poluído e tamponado Cheonggyecheon, agora é assim:
Mas em Jundiaí, o rio que dá nome a cidade é tratado assim:
E assim:

ESSA E OUTRAS PUBLICAÇÕES VOCÊ ENCONTRA EM:
http://forumcaxambu.blogspot.com/

REVITALIZAÇÃO, CANALIZAÇÃO E LIMPEZA NOS RIOS DE JUNDIAÍ (SP)

População e autoridades na limpeza
Ação retira lixo do rio Jundiaí-Mirim
ALEXANDRE MARTINS - 07/jul/08

Voluntários em pról da natureza retiraram ontem do rio Jundiaí-Mirim pneus velhos e garrafas
Uma ação realizada pela Jornada Sub Mergulho, com apoio da Opersan, DAE, Corpo de Bombeiros e Polícia Ambiental, reuniu dezenas de pessoas na manhã de ontem para a limpeza de um trecho do Rio Jundiaí-Mirim, no Caxambu. O trabalho ocorre todos os anos sempre finalizando as comemorações do dia do meio ambiente.

O evento teve apoio do JJ Regional e durou cerca de três horas.
Apesar da quantidade de lixo recolhida, nada de estranho foi encontrado, já que nos últimos anos até televisão, sofás e tampa de sanitário foram retirados. Este ano apenas pneus, garrafas e um galão de água chamaram a atenção dos voluntários.

Segundo o organizador do evento, Álvaro de Oliveira, o Jornada, o trabalho tem o objetivo de preservar o rio e conscientizar a população da importância de jogar o lixo no seu devido lugar. "Têm pessoas que jogam as coisas no rio inconscientemente e nem sabem qual será seu destino final. Espero recolher menos lixo a cada ano", afirma o ambientalista e mergulhador.

Dois homens do Corpo de Bombeiros deram apoio colocando o barco dentro do rio e acompanhando os trabalhos. Os voluntários foram retirando o lixo na margem e jogando também dentro do barco. Para quem participou pela primeira vez da ação achou a ´brincadeira´ divertida e importante. "A gente passa um domingo agradável e ainda ajuda a preservar a natureza. Durante a trajeto encontrei até um galão de água", comenta a corretora de seguros, Andréia Balbino.

(SIMONE DE OLIVEIRA - JORNAL DE JUNDIAÍ)

http://sosriosdobrasil.blogspot.com/2008/07/revitalizao-canalizao-e-limpeza-nos.html

Ambientalistas sugerem canalização do Rio Jundiaí sem concreto

Projeto da Prefeitura prevê canalização de concreto das margens e do fundo do trecho do rioProjeto da Prefeitura prevê canalização de concreto das margens e do fundo do trecho do rio.

Quem passa no início da avenida 9 de Julho nota um amontoado de terra próximo ao rio Jundiaí. Isso se deve às obras de canalização do rio, no trecho entre a Vila Lacerda e o Parque Shangai (próximo à avenida Prefeito Luiz Latorre). Mas o que poderia representar melhorias para a cidade pode, na visão de ambientalistas, comprometer o pouco que resta de natureza no local.

Segundo Paulo Dutra, ambientalista e coordenador do movimento socioambiental Fórum Permanente Caxambu, este trecho do rio, afastado da avenida e sem casas por perto, tem pequenos resquícios de mata e aves, como garças e paturis, além de capivaras. "É um trecho que recebe as águas limpas do Córrego do Mato e do Córrego Walquírias e tem muitas pedras no leito. Essa combinação de oxigenação e diluição dos poluentes melhora a qualidade do rio e as condições para a fixação da vida silvestre."

Para ele, a canalização, utilizando concreto, poderia comprometer toda essa vida que ainda existe no local. "Apesar do rio ser poluído, tem algumas espécies de peixes, como o cascudo", afirma. "O rio está esperando sua despoluição há 30 anos. Se isso acontecer (as margens e o fundo do rio serem concretados) ele terá água limpa, mas sem vida."

Outro ambientalista, Flávio Gramolelli Jr., também tem a mesma opinião. "Existem tecnologias. A Prefeitura usa o slogan 'Jundiaí, a cidade do novo século', mas faz coisas do século passado. Acho desnecessárias as obras que estão fazendo lá. Há um gasto de dinheiro inadequado."




Alternativas - Paulo Dutra, que também participa do Movimento em Defesa dos Rios e Córregos de Jundiaí, garante que não é contra as obras. "Somos contra a canalização de concreto." Dutra disse que já levou à Prefeitura alternativas para o problema, mas até agora não há respostas.

"Levamos ao conhecimento da Fumas (Fundação Municipal de Ação Social) e do Comdema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) informações sobre engenharia naturalística, ou seja, empresas que não utilizam concreto nas obras e sim elementos naturais para fixar o solo."

A reportagem do JJ Regional esteve no local e viu, além de lixo boiando e nas margens do rio, alguns animais. O funcionário público José da Silva mora próximo ao rio há 41 anos e acredita que pode, sim, haver conciliação entre as duas partes. "O rio já sofreu muitas modificações, mas é preciso que haja obras, caso contrário a população sofrerá com isso", opina.

Continuidade - Segundo a assessoria de imprensa da Fumas, as obras fazem parte do programa do governo federal 'Saneamento para Todos' e darão continuidade à canalização do rio Jundiaí. A obra está licenciada nos órgãos competentes, inclusive os ambientais. Ainda de acordo com a Fumas, o trecho do rio será concretado.



Fonte: Jornal de Jundiaí

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Prefeitura adia o início da reformulação na 9 de Julho

Quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 1:05:00
Construção da terceira faixa foi uma das últimas ‘ordens’ de Ary Fossen

Roberta de Sá


O prefeito Miguel Haddad (PSDB) adiou o início das obras de construção da terceira via da avenida 9 de Julho e de canalização do Córrego do Mato.

O contrato para as obras foi um dos últimos assinados pelo ex-prefeito Ary Fossen (PSDB). Dois dias antes de terminar o mandato, em 29 de dezembro, ele deu a ordem de serviço para a empresa FBS Construção Civil e Pavimentação iniciar a reformulação em janeiro.

“Tivemos reuniões com as secretarias de Obras e Transporte e essa ordem foi cancelada. Mas deve vir outra. Acho que isso ocorreu talvez porque ele tenha novas idéias”, diz o engenheiro da construtora Oswaldo Souza, que preferiu não entrar muito em detalhes.

A empresa acredita que, na próxima semana, já haja uma data definida para tocar os trabalhos. Por enquanto, apenas parte dos levantamentos topográficos foram realizados.

Miguel, por meio da assessoria de imprensa da prefeitura, informou, contudo, que o projeto não está parado. Ele diz que reuniões estão sendo realizadas e as prioridades iniciais das secretarias estão em análise.

A obra da 9 de Julho também incluí a construção de galerias e o recapeamento da avenida. O prazo para entrega é de 15 meses após o início.
O custo total será de R$ 28,8 milhões. Parte da verba sairá do recurso de R$ 43,2 milhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.


Miguel tem parecer favorável
A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo emitiu ontem parecer contrário à cassação do prefeito Miguel Haddad (PSDB) no processo em que ele é acusado de ter sido beneficiado por jantares promovidos por candidatos a vereadores, onde houve acusação de compra de votos.

O procurador Luiz Carlos Gonçalvez determinou que seja reformada a sentença do juiz eleitoral Marco Aurélio Sampaio, que cassou o registro de candidatura de Miguel, do vice-prefeito, Luiz Fernando Machado (PSDB), e do vereador José Galvão Braga Campos, o Tico.

No mesmo processo, no entanto, Gonçalvez deu parecer favorável à cassação do candidato derrotado Marcelo Canale (PHS). Ele considerou que as provas apresentadas comprovam as acusações e determinou que seus votos sejam computados para o partido.

Para a advogada do PSDB, Priscila Bartolo, o parecer é um “forte indício” de que os tucanos terão decisão favorável quando o caso for julgado pelos juízes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

PROTESTO CONTRA CANALIZAÇÃO E TAMPONAMENTO DE CÓRREGOS

ATO PÚBLICO PROTESTA CONTRA CANALIZAÇÃO E TAMPONAMENTO DE CÓRREGOS E MARCA O DIA MUNDIAL DA ÁGUA (22/03/2008)


Concentração para a manifestação contou com a presença de jornalistas e acompanhamento da Polícia Militar.

Funeral dos córregos percorreu a avenida Nove de Julho, que segue o leito do córrego do Mato, previsto para ser canalizado e tamponado.

Ato público aconteceu sob o viaduto da avenida Jundiaí, com manifestações e coleta de assinaturas em abaixo assinado.


Funeral teve enterro simbólico do córrego do Mato.


Durante a passeata, manifestantes observaram lançamento de esgotos e muito lixo no córrego do Mato.




Guarus coletados no córrego do Mato durante a passeata foram devolvidos ao corpo d'água no final do ato público.


fonte: COATI

Um bem histórico e cultural

ANÁLISE

2/7/2008

O vale que se situa a oeste do outeiro onde se implantou a aldeia indígena de Jundiahy nasce ao sul, na posição do final do "campo", como era denominado o Anhangabaú; sapezal eivado de cupins e, desenrolando-se ao longo da sesmaria concedida ao Mosteiro de São Bento, na direção do Retiro, bordejando o rio do Mato e a estrada que demandava a Itu e Araritaguaba (Porto Feliz).

O mosteiro era rico em terras, pois recebeu da Câmara uma sorte de terras além do ribeirão Guapeva (Coapeba) e ainda 200 braças em quadra (8 alqueires) no Japy, doados por Paschoal de Louvera. Adquiriu por 10$000, no sertão, 100 braças de testada por 1/2 "légua de Sesmaria" (3.300 m segundo Caldas Aulete) o equivalente a 30 alqueires e ainda compraram de Úrsula Nogueira 450 braças em quadra, equivalente a 40 alqueires no Rio Abaixo, por 23$500.

As Cartas de Datta fazem constantes referências ao Rocio, isto é, os limites urbanos onde se situavam as "Rossas" tanto na direção do Guapeva como na direção do Rio Jundiaí, onde deságua o Córrego do Rio do Mato (hoje na altura do início da Av. 9 de Julho). Duas nascentes foram muito importantes para a Vila, quais sejam o córrego do Rio do Mato e o da Bela Vista. Este descia do alto do bairro até o largo do Rossio (hoje Sta. Cruz), local do chafariz e um bebedouro de animais, de onde foi desviado para a bacia do ribeirão Guapeva, para servir às roças das Dattas de Antonio Álvarez Bezerra e seus filhos.

Em 1960, achei a tubulação de tomada d´água em bambu açú, (com reparos em manilhas de barro), em uma ocasião que orientei o pessoal da Diretoria de Obras (Setor de Distribuição, chefiado pelo saudoso Manoel Lopes), no reparo da adutora de concreto de 5" de diâmetro que, depois de servir ao reservatório subterrâneo do Anhangabaú (atual ETA), passava pela Bela Vista, em sentido perpendicular à tomada d´água, vindo do córrego do Moisés, para alimentar o Vianelo e a Vila Arens.

Há uma planta antiga na DAP da Secretaria de Obras que mostra a passagem dessa tomada d´água na posição do galpão do antigo depósito de bebidas da A adutora alimentava também um bebedouro e chafariz, na esquina da Av. Dr. Olavo Guimarães com a R. Visconde do Rio Branco, existente desde antes de 1890.

A água da Serra do Japy, colhida no alto do córrego da Ermida, a partir de 1904, pela adutora de 16", de aço Krupp, tanto quanto aquela primeira coletada no córrego do Moisés, eram pobres em iodo; motivo pelo qual, por muito tempo, Jundiahy levou o epíteto de "terra de papudos" devido ao bócio endêmico, deficiência hídrica que causava a hipertrofia da glândula tireóide (papo).

Em frente ao bebedouro, na esquina do Largo com a atual R. Baronesa do Japy, ficava a casa da "Nhá Polí", pousada de tropeiros, servindo o córrego ao curtume de couro que ali esteve por bastante tempo e a selaria, muito usada pelos bandeirantes e entradistas, bem como, pelos animais de tiro e montaria, até a evolução do automóvel. Mais tarde ali foi instalado um chafariz.

O curso original do córrego Bela Vista passava por detrás da atual Igreja de Santa Cruz e descia pela encosta da ruela que desce do Largo para a Av. 9 de Julho, servindo adiante a um moinho de fubá que pertenceu à casa de Estácio Ferreira, doador do terreno do Mosteiro de São Bento, a qual existiu em ruínas até 1959, na esquina da R. Petronilha Antunes, quando a demoli para a abertura do prolongamento desta via, cuja casa foi retratada por Diógenes Faria Paes, em uma pintura que hoje pertence ao acervo do Clube Jundiaiense.

O córrego do Rio do Mato possuiu uma lagoa na altura da R. João Camargo Pupo até pouco antes de 1974, denominada Lagoa da Vila Iracema, a qual existiu naquele local desde os tempos do bandeirismo, aonde o gado que vinha do interior era saciado, para o abate local, tendo o "campo" como sua pastagem. Na altura do cruzamento do córrego com a Rua Eduardo Tomanik, havia os tanques das lavadeiras sob uma carreira de paineiras que subia o morro, no rumo dessa rua, até a Chácara dos Padres, presumível origem do nome do Bairro: Chácara Urbana.

Hoje, retificado e com seu antigo lagamar restrito ao espaço entre as avenidas marginais; o pequeno fluvio recupera aos poucos sua biodiversidade, apresentando vegetais rasteiros próprios; criando defesa ciliar a proteger suas margens e permitindo o desenvolvimento de vida animal, como a de pequenos peixes e batráquios; por sua vez alimentando pássaros como garças e socós e, os passarinhos como sabiás, bem-te-vis, tico-ticos, pica-paus e outros, regulando a proliferação de insetos daninhos; dando àquela via pública um tom romântico de natureza viva.

Se coberto por aduelas de concreto roubando-lhe a luz, a aeração, além de mais de 800 árvores nativas de seu ciliar (COM QUE LICENÇA DA DPRN ??), essencialmente necessárias à sua vida vegetal e animal, criar-se-ia mais um duto inacessível à manutenção, propiciando a proliferação de ratos, baratas e escorpiões, a infectar todo o entorno daquele bem natural e historicamente importante para nossa urbe, uma vez que foi ali o princípio da atividade rural urbana de nossos ancestrais: A PRIMEIRA "ROSSA" DE JUNDIAHY, objeto das CARTAS DE DATTAS de número 06, concedida a Antonio Álvares Bezerra e de números de 53 a 56 concedidas a seus filhos Estevão e João e suas noras Maria dos Anjos e Agostinha Rodrigues, em 1657.

"Pensar a reforma da Nove de Julho a partir da preservação e revitalização do córrego do Mato não é voltar ao passado. É antes uma nova postura, diante dos desafios de um novo tempo. Sem ela, nós, cidadãos do ´município verde´, estaremos como o velho Córrego do Mato: a meio caminho de lugar nenhum!"

Paulo R. F. Dutra - Coordenador do Fórum Permanente Caxambu, é Comunicador Social e Ambientalista. Roberto Franco Bueno é Arquiteto e Membro da Comunidade do COMPAC

fonte: JJ

9 de Julho: "Córrego do Mato está entre a vida e a morte"

CONDENADO

13/8/2008

DIVULGAÇÃO Equipe de Piracicaba colheu informações em junho

Equipe de Piracicaba colheu informações em junho

Pesquisadores da USP de Piracicaba encontraram coliformes fecais em três, das cinco nascentes do Córrego do Mato, localizado na avenida 9 de Julho. A informação foi divulgada ontem pela equipe comandada pelo professor doutor Álvaro Almeida, que esteve em junho em Jundiaí para colher o material que seria pesquisado. "O córrego encontra-se entre a vida e a morte e este é momento para salvá-lo, pois se nada for feito ele brevemente morrerá", explica Almeida.

Foram analisadas amostras de água em sete pontos no Córrego do Mato: nas cinco nascentes que o abastecem, na ponte do Shopping Paineiras e na ponte em frente à Delegacia Seccional. De acordo com a Resolução Conama 357/05, a água do córrego é de boa qualidade, mas a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) está um pouco elevada e o Oxigênio Dissolvido (OD) está baixo.

Isso demonstra a necessidade de ações urgentes, que possibilitem uma maior oxigenação das águas. Se isso não for feito, a vida poderá deixar de existir no córrego. A equipe de Piracicaba foi contratada pela Fundação Municipal de Ação Social (Fumas), dentro do Programa Saneamento para Todos. O objetivo era realizar estudos de diagnósticos das espécies animais e vegetais, para preservar e recuperar o Córrego do Mato. Segundo a Fumas, a preocupação é conseguir realizar as obras de melhorias no local, sem prejudicar o meio ambiente.

O relatório entregue pelo professor Álvaro Almeida é composto de quatro itens: avaliação de peixes e aves como indicadores biológicos; análise do fitoplâncton (plantas microscópicas) e zooplâncton (animais microscópios) e dos macro invertebrados bentônicos; análises de amostras de água nas nascentes e em dois pontos do córrego; e alternativas de manejo visando melhorar as condições da água e da biota (flora e fauna que habitam determinado ambiente geológico) do córrego.

A equipe da USP apresentou dez alternativas de manejo que visam proteger o curso d'água e a vida ali presente, bem como propõe a elaboração de um projeto de revegetação das margens e a reintrodução do Jundiá, peixe que deu origem ao nome da cidade. As propostas foram aceitas pela Fumas.

Reforma da '9' - O Córrego do Mato receberá as contribuições das galerias de águas pluviais do Anhangabaú e Centro, por isso precisa de obras de melhorias. Essa obra faz parte do Programa Saneamento para Todos, com repasse de recursos do Ministério das Cidades para a execução de obras de galerias de águas pluviais, retificação e canalização de rios e córregos, por meio de Contrato de Financeiro com a Caixa Econômica Federal.

São 24 intervenções em todo o município, que abrangem a construção de 14 galerias de águas pluviais e 10 obras de recuperação ambiental, reforma e canalização de cursos d'água, incluindo o Córrego do Mato.


DA REPORTAGEM LOCAL

fonte: JJ

Quase R$ 30 mi para fazer o Córrego do Mato reviver

OBRAS

30/12/2008

FABIANO MAIA Córrego estará modificado em 15 meses, promete a Prefeitura

Córrego estará modificado em 15 meses, promete a Prefeitura

O Córrego do Mato - que corta a avenida 9 de Julho - começará a ganhar novos contornos com as obras previstas para iniciar nos próximos dias. Hoje, técnicos farão estudo da topografia e, dentro em breve, as interdições devem afetar a vida dos motoristas que trafegam pelo local. As obras no córrego compreendem a recuperação ambiental, extensão de mais uma faixa dos dois lados da avenida 9 de Julho, canalização e recapeamento. A previsão de término, segundo o prefeito Ary Fossen, é de 15 meses.
Orçada em R$ 28,7 milhões, a obra será feita pela FBS Construção Civil e Pavimentação Ltda. A empresa de São Paulo venceu processo licitatório e assinou contrato com a administração municipal ontem. De acordo com o prefeito Ary Fossen, o meio ambiente foi privilegiado neste projeto. "A sociedade civil participou e todo o projeto teve aprovação do Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente). Vamos preservar a reserva ambiental", ressaltou o prefeito.

Segundo o engenheiro coordenador da FBS, Oswaldo de Souza, as obras ocorrerão por etapas. "Vamos iniciar com a topografia e nos próximos dias conversaremos com a Setransp para definir as interdições", explicou Souza, acrescentando que as intervenções terão início na faixa sentido Anhangabaú-Anhangüera.

Esta é a segunda obra que a empresa executa em Jundiaí. Com 3 quilômetros de extensão, a avenida 9 de Julho contará com 85 homens trabalhando na recuperação do córrego. A última etapa, segundo o engenheiro Souza, será a extensão da terceira faixa na avenida.

Para Solange Marques, superintendente da Fundação Municipal de Ação Social (Fumas) - agente executor do Programa Saneamento para Todos, a obra é necessária. "Vamos reformar a canalização já existente e trazer de volta a vida ao córrego. Houve discussão com a sociedade civil e o Condema aprovou o projeto. Acredito que este seja o grande diferencial da obra", reforçou Solange.

O Programa Saneamento para Todos, de manejo para águas pluviais, contempla 24 intervenções na cidade e, para o próximo ano, ainda faltam algumas obras como no córrego do Jardim Carpas e outros bairros.


AME - O prefeito Ary Fossen também assinou, na mesma ocasião, contrato com a Construtora J.Z. Ltda. para reforma do prédio do antigo Núcleo Integrado de Saúde (NIS), onde funcionará o Ambulatório Médico de Especialidades (AME). A previsão é de que as obras sejam concluídas em cinco meses, incluindo implantação de três elevadores no imóvel, além de outras adaptações.


PAULA MESTRINEL

fonte: JJ