Mostrando postagens com marcador Especial - Fidelidade Partidária e coligações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Especial - Fidelidade Partidária e coligações. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Suplentes lutam por recomposição nas Câmaras

VEREADORES

10/4/2009

DIVULGAÇÃO Antônio Pacheco (2º na mesa, da dir. para a esq.) representa Região em movimento

Antônio Pacheco (2º na mesa, da dir. para a esq.) representa Região em movimento

Suplentes de vereadores das Câmaras da região de Jundiaí se uniram em apoio ao aumento do número de cadeiras dos legislativos municipais no País. Filiado ao PPS, Antônio de Pádua Pacheco (1.638 votos) é o líder local do Morecam (Movimento de Recomposição das Câmaras Municipais) e responsável pela organização dos suplentes na cidade. "Tenho falado com os outros seis (suplentes) e os deixado a par sobre o que está acontecendo em Brasília", afirma o médico e político.

Se confirmada a aprovação da chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Vereadores no Congresso Nacional, a Câmara de Jundiaí passaria de 16 para até 23 vereadores. Assim, além de Pacheco, Lúcia Kachan (2.127 votos) (PSDB), Márcio Cabeleireiro (1.689 votos) (PR), João Henrique dos Santos (1.252 votos) (PDT), Dr. Ronaldinho Moisés (1.882 votos) (PP), Silvana Baptista (2.285 votos) (PMDB) e Pastor Dirlei (2.140 votos) (DEM) seriam ´promovidos´. Estes políticos garantiriam as vagas pelo quociente eleitoral e ´sobras´ de coligações das eleições realizadas em outubro de 2008.

Uma caravana está sendo organizada para a próxima semana, em Brasília, com a intenção de incentivar a promulgação da norma, prevista para o dia 15. "Espero que todos sejam diplomados e empossados ainda no mês de abril, possibilitando o exercício da vereança já no início de maio", prevê o líder nacional do Morecam, Fábio Persi (PSC/MG).

Entenda o caso - O apelo dos suplentes é baseado em redução do número de vagas parlamentares pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2004. "Foram cortadas 8,5 mil vagas, mas não houve corte de verbas. Assim, aumentaram as mordomias nos gabinetes e gastos supérfluos", define Persi.


O TSE não fixou redução das despesas e orçamento do legislativo municipal, que continua recebendo das prefeituras de 6% a 8% da arrecadação municipal, conforme o número de habitantes de cada cidade. O aumento de empregos também é um argumento defendido pelo Morecam. "Seriam criados novos 35 mil empregos diretos e até 60 mil indiretos."

Reunião - Anteontem, representantes do movimento participaram de reunião na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. "Estamos agregando pessoas no movimento em todo o País. Estou fazendo ponte aérea toda a semana para conversar com deputados e senadores", enfatiza Cornélio Baptista Alves, suplente de Itatiba e um dos coordenadores nacionais do movimento.

A PEC aprovada aumentaria de 51.924 para 59.267 o número total de vereadores no País. Em Jundiaí, a perspectiva de impacto financeiro foi criticada pelo presidente da Câmara, José Galvão Braga Campos, o Tico (PSDB). "Tivemos uma regra antes da eleição e não podemos ter uma mudança dessa magnitude", argumenta.

Em Jundiaí, cada vereador tem salário de R$ 7,4 mil e direito de contratar até três assessores - dois deles com ganhos de R$ 2,1 mil e um com rendimentos superiores a R$ 4,3 mil. Calcula-se que o inchaço provocaria ´rombo´ de R$ 2,5 milhões no orçamento anual da Casa.

THIAGO GODINHO

fonte: JJ

segunda-feira, 9 de março de 2009

Para onde vai o PDT? / Bardi invoca virada no partido

TENDÊNCIAS DISTINTAS

6/3/2009

RUI CARLOS Vereador José Dias foi cobrados por filiados do PDT: de que lado está?

Vereador José Dias foi cobrados por filiados do PDT: de que lado está?

Em reunião, ontem à noite, para discutir a postura dos dois vereadores do PDT na Câmara, o partido revelou que está longe de ter uma definição unânime. Entre os 14 presentes ao encontro, tendências tanto de oposição como centro e até de situação foram reveladas.

O debate foi aberto com a opinião de filiados que cobraram postura dos vereadores José Dias e Fernando Bardi - este não compareceu ao evento. "O que o PDT decidiu quando veio para a oposição era fazer um projeto político, não politicagem. Mas o que os nossos dois vereadores estão fazendo na Câmara é ´palhaçada´", cutucou o filiado Antônio Carlos Bezerra. "A democracia perde a força se a cidade ficar apenas com os vereadores do PT na oposição", concordou o militante Lázaro Ribeiro.

Já o tesoureiro do partido, Ismael Antônio Batista, usou de artilharia pesada para convencer os demais membros pedetistas sobre a necessidade de compor a oposição no Legislativo. "O PDT não é partido prostituta como tem muitos por aí. Não é partido de funilaria como andam dizendo por aí", bradou.

Em direção a Zé Dias, ele lembrou do momento em que o parlamentar teve rejeitado pela maioria da base aliada projeto que cobrava qualidade do asfalto nas obras da cidade. "Você sentiu o gosto amargo do que é ter um pedido negado só por ser oposição. Todo mundo votou contra. Você viu como não temos necessidade de ficar de cócoras para a administração", alfinetou. "Não votar a favor de requerimento que pergunta sobre horário de ônibus é ficar de ´4´ na minha opinião."

Em meio ao discurso, Batista revelou que o PDT negociou longamente uma coligação com o PSDB nas eleições do ano passado. "Nós tentamos muitas vezes, mas fomos preteridos."

Após os discursos mais radicais, o PDT mostrou sua face situacionista na metade da reunião. Depois de criticar a organização da legenda, que não lhe deu espaço para concorrer à Câmara em 2008, o ex-vereador Alexandre ´Ferrinho´ Rossi sugeriu que o partido se alie à administração tucana. "Qual diferença farão dois votos na Câmara?", indagou. "Existe uma lei da física que diz: contra a força não há resistência."

Entre os discursos das duas pontas, coube ao presidente da legenda, João Henrique dos Santos, uma idéia intermediária. "Precisamos lembrar que o PT foi nosso adversário nas eleições e bateu na gente para caramba", iniciou. "Confio nos nossos dois vereadores e sugiro neste momento que eles tenham postura independente." A definição do futuro do PDT, no entanto, só deve ocorrer em nova reunião, na semana que vem, quando membros da Executiva Estadual do partido comparecerão a novo encontro.

Entenda o PDT - Desde que assumiram as cadeiras no Legislativo, Bardi e Zé Dias têm sido cobrados para que assumam uma postura oposicionista na discussão e votação dos projetos. Durante a campanha eleitoral do ano passado, o PDT se aliou ao PCdoB do então candidato a prefeito Pedro Bigardi. A partir do início desta legislatura, contudo, a bancada pedetista preferiu não se aliar aos vereadores do PT, Marilena Negro e Durval Orlato.


THIAGO GODINHO

fonte: JJ

____________________________________________________________________
EM CARTA

6/3/2009

Um dos alvos de crítica pela postura na Câmara, o vereador pedetista Fernando Bardi não compareceu à reunião da sigla, ontem à noite. Por meio de carta aberta, justificou sua ausência por compromissos na faculdade onde leciona. No texto, o parlamentar também se defendeu dos ataques e propôs uma transformação na forma de atuar do partido.

"Não estarei subordinado a quaisquer partidos ou grupos políticos. Isso dá ao PDT uma cara nova", inicia. "O PDT deixará de ser coadjuvante como sempre foi e escada para escalada de candidatos que usaram a legenda como apoio." Bardi é enfático ao analisar a reunião de ontem como pressão em disputa eleitoral interna. "Tem gente dentro do partido que não ganhou a eleição e agora está descontente."

Nos bastidores cogita-se que o presidente do PDT, João Henrique dos Santos, tenta afastar Bardi e José Dias dos cargos na Câmara por infidelidade partidária - João Henrique é um dos suplentes a vereador do partido e assumiria uma das vagas neste caso.

fonte: JJ

Em reunião de 13, PDT adia decisão sobre os vereadores

Sexta-feira, 06 de março de 2009 03:56
Encontro teve troca de acusações, mas faltam representantes de peso

Julianna Granjeia


Apesar do clima tenso e as trocas de acusações na reunião entre os filiados do PDT, ontem à noite, a decisão sobre a postura do partido em Jundiaí ficou para semana que vem.

Com 13 pessoas, o presidente do partido, João Henrique dos Santos, agendou outra reunião para que haja quorum na deliberação. “Os representantes das executivas estadual e nacional estão em um congresso em Brasília. Nas semana que vem resolvermos”, prometeu.

Os vereadores do PDT, José Dias e Fernando Bardi, foram duramente criticados pela maioria dos presentes por não se portarem como opositores. “Para mim, o projeto que o PDT tinha com o PC do B não acabou. O que os dois estão fazendo é palhaçada. Se não fossem os votos do PC do B, nossos vereadores não teriam sido eleitos”, disse o filiado Antonio Carlos Ribeiro.

Dias defendeu que seu trabalho é independente. Bardi não compareceu ao encontro.

fonte: BOMDIA

quinta-feira, 5 de março de 2009

Caso PDT e o que tiramos para análise de outros casos

A fonte desses dados é o TSE.

Votos em candidatos do PDT: 11.453
Votos na Legenda PDT: 0.632
Total: 12.085


Votos em candidatos do PCdoB: 3.128
Votos na Legendaa PCdoB: 6.149
Total: 9.277

COLIGAÇÃO PROPORCIONAL: PDT/PCdoB
Votos PDT: 12.085
Porcentagem PDT: 56,58%
Votos PCdoB: 9.277
Porcentagem PCdoB: 43,42%
Total: 21.362


E mais.
Sem os votos da Ana Tonelli (que estava impedida pela Justiça) o coeficiente partidário já foi 12.222 votos. Depois que a Ana Tonelli reverteu seu caso na Justiça e seus votos foram validados esse coeficiente ainda subiu.
Assim, podemos afirmar com convicção que o PDT só elegeu seus vereadores utilizando os votos de candidatos e na legenda do PCdoB.

Fato esse que não é exclusividade dessa coligação. Coligar-se é vantajoso para atingir o coeficiente eleitoral e conquistar as vagas no Legislativo. Tal estratégia é legal e usual. Cabe a todos nós cobrar que os partidos mantenham essa coerência e paguem o preço pela estratégia escolhida.


A fiedelidade partidária deve ser discutida por coligações, não só nessa caso.
Esses números devem guiar e orientar as discussões sobre qual postura deve ser adotada por esses parlamentares que, juntos, somaram "apenas" 5.554 votos. Número de respeito, porém insuficientes para a conquista de uma vaga na Câmara.

PDT se reúne para definir postura

DECISÃO

5/3/2009


O Diretório Municipal do PDT se reúne hoje, às 19h30, para definir qual a postura dos vereadores da legenda nas decisões tomadas na Câmara Municipal. O local do encontro, contudo, tem sido mantido em sigilo. Ontem à noite, nem mesmo o delegado Fernando Bardi - que completa a bancada pedetista ao lado de José Carlos Ferreira Dias, o Zé Dias - disse ter sido informado oficialmente a respeito da reunião.

Desde que assumiram as cadeiras no Legislativo, Bardi e Zé Dias têm sido cobrados para que assumam uma postura oposicionista na discussão e votação dos projetos. Durante a campanha eleitoral do ano passado, o PDT se aliou ao PCdoB do candidato a prefeito Pedro Bigardi.

Desde o início desta legislatura, contudo, a bancada pedetista preferiu não se aliar aos vereadores do PT, Marilena Negro e Durval Orlato. "Tinha dever de fidelidade e gratidão com um candidato, o Pedro (Bigardi). Como ele não ganhou, não devo favor para ninguém. Nem para PT, nem para o PSDB", afirmou Bardi, ontem à noite, por telefone.

O parlamentar demonstrou irritação ao ser perguntado sobre as cobranças em relação à postura dos pedetistas. "Oposição e situação existem antes da eleição. Agora, quando achar que um projeto não é bom eu voto contra, mas não vou fazer oposição tacanha, burra, do 'quanto pior melhor'. Nada me impede de 'bater' no prefeito naquilo que eu achar que não está bom. Isso é política autônoma", desabafou.

Perguntado a respeito do encontro desta noite, Bardi afirmou ter sido informado apenas pela imprensa, mas que faria parte da reunião. "Pelo que sei, até o pessoal da Executiva estadual estará aqui", completou. O presidente do PDT local, João Henrique dos Santos, não foi localizado para falar sobre o assunto. Zé Dias não respondeu ao recado deixado na secretária do telefone celular.

fonte: JJ

PDT se reúne hoje e quer nova postura na Câmara

Quinta-feira, 05 de março de 2009 01:46
Direção do partido espera pelo menos 30 filiados no Clube Ipiranga

Agência BOM DIA


Pelo menos 30 dos 400 filiados do PDT são esperados na reunião de hoje, às 19h30, no Clube Ipiranga, para discutir a postura do partido em relação à Câmara e à Prefeitura de Jundiaí.

O presidente do partido, João Henrique dos Santos, disse ontem que a motivação é ter recebido muitas reclamações sobre a atuação dos vereadore eleitos Fernando Bardi e José Dias (João também foi candidato).

Os pedetistas apoiaram a candidatura de Pedro Bigardi (PC do B) à prefeitura, que acabou superado pela coligação de Miguel Haddad (PSDB). Porém, Bardi e Dias vêm seguindo nesse primeiro mês de mandato os votos da base aliada.

O problema maior, segundo João, é a falta de apoio dos vereadores do PDT aos requerimentos do PT, embora reconheça que “não vi nenhum voto deles que tenha prejudicado a população”.

Ele diz que são três correntes dentro do partido e, por isso, a reunião. “Uns pedem a punição aos vereadores, outros que eles votem como oposição e outros acham que eles devem ser liberados”. Ele afirma que as reclamações chegaram até as executivas estadual e nacional.

Vaga ficaria com o presidente
Caso os vereadores sejam punidos por infidelidade partidária, os candidatos a vereador João Henrique e João Fotógrafo (PC do B) ocupariam as vagas de Bardi e Dias.

O presidente do PDT afirma que não está pensando nessa possibilidade, além de ser amigo pessoal de Dias. “Acredito mais em entrar na Câmara por meio da lei que aumenta o número de vereadores.”

Segundo João Henrique, o processo para punição não é simples e não há pretensões de se tomar atitudes radicais.

“Acho pouco provável que o partido instaure investigação. A primeira providência seria passar pelo conselho de ética, depois os vereadores têm prazo para se defender. Mas não vejo motivos para isso.”

O vereador José Dias diz que o trabalho dele e de Bardi são independentes. “Tenho um contato direto com o presidente do partido e não tivemos compromisso de composição. A oposição, quando o projeto é bom, critica, mas vota a favor. E quando eu quero informação, eu peço direto, não faço requerimento.”

O vereador Fernando Bardi não foi encontrado para comentar o assunto.

Oposição critica a posição
O presidente do PC do B, Pedro Bigardi, e o vereador do PT, Durval Orlato, afirmam que os partidos são independentes e não têm obrigação de seguir a coligação. Mas criticam a falta de independência da Câmara.

“Eu respeito o posicionamento de cada um. Mas, na época da campanha eleitoral, nós fazíamos a mesma crítica à forma de governar e nada mudou. A postura da Câmara é a mesma do passado, ficam no joguinho de oposição contra situação. Os requerimentos são formas de debate, nem deveriam passar por aprovação”, diz Bigardi.

Durval também concorda que a não aprovação dos requerimentos é ruim para o debate.

“Os vereadores do PDT disseram que iriam votar nos projetos que fossem bons para a população. Eu não entendo que um requerimento que pede informação para o Executivo seja ruim para a população”, critica Durval.

fonte: JJ

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

PDT sai do muro e vota junto com aliado

EX-OPOSIÇÃO?

26/2/2009


A previsão do secretário de Assuntos Parlamentares da Prefeitura de Jundiaí, Oraci Gotardo, sobre o caminho do PDT na Câmara de Jundiaí, parece que já está sendo cumprida.

Em entrevista exclusiva publicada no JJ Regional, no último domingo, ele afirmou que "não existe tendência de oposição" nos vereadores pedetistas José Dias e Fernando Bardi. "A bancada tem votado a favor dos projetos e eles dizem que se o projeto for positivo para a sociedade será discutido e votado a favor", afirmou Gotardo.

Ontem, durante a análise de requerimentos de informação solicitados pelos vereadores da oposição, Marilena Negro e Durval Orlato, ambos do PT, Dias e Bardi mantiveram o silêncio e reforçaram a bancada aliada na reprovação de todos os pedidos vindos dos petistas.

Desde o início dessa legislatura, foi criado um suspense sobre o rumo que a bancada do PDT iria tomar na Câmara. Isso porque o partido apoiou o candidato de oposição a prefeito, Pedro Bigardi (PCdoB), nas eleições municipais do ano passado.

O próprio secretário municipal de Assuntos Parlamentares disse ao JJ Regional que a reprovação de requerimentos do PT é arma para proteger o prefeito Miguel Haddad (PSDB). "A bancada de situação tem de blindar o prefeito, senão ele não consegue governar."

fonte: JJ

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A oposição será 'responsável'

POLÍTICA

20/1/2009

VALTER TOZETO JR ORLATO Proposta de oposição sem ranço político na Câmara

ORLATO Proposta de oposição sem ranço político na Câmara

Com um vereador a menos que os três da bancada da legislatura passada, os parlamentares eleitos pelo PT estudam estratégias para ´enfrentar´ o grupo de sustentação do prefeito Miguel Haddad (PSDB), na Câmara de Jundiaí. Durval Orlato e Marilena Negro têm como trunfo um pacto de convivência interno para manter a linha de trabalho e, assim, qualificar a atuação oposicionista. "Nossos posicionamentos continuam os mesmos. Sabemos o caminho a seguir com uma postura coerente e definida", promete Marilena.

Apesar do discurso mais ´light´ dos que identificam a vereadora nos ásperos debates em plenário, quem acompanha as sessões ordinárias na Câmara não deve esperar uma figura diferente da apresentada nos últimos anos: a imagem da pedra no sapato do prefeito. Trabalho este, garante, feito com responsabilidade. "O Miguel Haddad pediu que a oposição seja crítica e que contribua com a cidade e assim vai ser. Mas, em alguns assuntos, vamos envolver o Ministério Público (MP)", destaca. "Não vamos poupá-lo porque está iniciando. Vamos trabalhar contra a proposta que é de uma legenda partidária e ele assume esse ônus."

Outra questão lembrada pela petista é o combate ao nepotismo em todos os poderes. No âmbito do Legislativo, a proposta é a de alteração no Regimento Interno para que os requerimentos de informação ao Executivo não sejam mais submetidos à votação em plenário. Dessa forma, as perguntas teriam aprovação automática e iriam direto à Prefeitura. "Isso diminuiria o tempo de discussão em sessão e permitiria mais debate dos projetos. Poderíamos, neste caso, negociar um número limite de requerimentos apresentados", propõe.

Caso não dê certo a proposta, Durval Orlato já ensaia medidas mais ríspidas: divulgar os assuntos questionados e que foram rejeitados, além de apontar os nomes dos vereadores contrários. "Não sei se farei isso por e-mail ou por panfletagem. Mas, acho que todos têm de saber quem foi contra o que", analisa Durval. "Espero que cada vereador, em especial os novos, tenham responsabilidade em responder isso aos eleitores."

Os embates, porém, não devem se intensificar já na primeira sessão ordinária. Durval ressalta que as duas primeiras terças-feiras de trabalho devem ser de estudo entre os adversários políticos. "Acredito que dará para se ter uma idéia das posturas após umas três ou quatro sessões", afirma.

O oposicionista acredita que a redução de números de vereadores na oposição - reforçada ainda pela indefinição da bancada do PDT - não trará mudanças na atuação do PT. "O número já não influi na votação. Desde 2000 não conseguimos atingir os dois terços para mudar diretamente alguma coisa." A primeira sessão do ano acontecerá dia 3 de fevereiro.

THIAGO GODINHO

fonte: JJ

PDT: a incógnita da Câmara

SITUAÇÃO OU OPOSIÇÃO

20/1/2009

RUI CARLOS FERNANDO BARDI Delegado foi eleito com 2.814 votos: situação desconfortável

FERNANDO BARDI Delegado foi eleito com 2.814 votos: situação desconfortável

Apoiadores da candidatura de Pedro Bigardi (PCdoB) à Prefeitura de Jundiaí, os vereadores José Dias e Fernando Bardi, do PDT, vivem situação desconfortável na Câmara de Jundiaí.

Após a eleição do prefeito Miguel Haddad (PSDB), o cenário natural do Legislativo Municipal seria desenhado com quatro componentes na oposição - vereadores do PT e PDT -, com outros doze parlamentares na base aliada.

O histórico de José Dias como ferrenho defensor das administrações tucanas e recentes discursos de Bardi apontam, porém, para outro desenho político. Prova disso foi a ausência de Bardi em debate promovido recentemente pela ONG Voto Consciente, onde apenas políticos da oposição compareceram.

Após engrossar o boicote, o pedetista não demarcou nenhum posicionamento oficial. Mas, segundo o JJ Regional apurou, seu nome já havia sido contemplado em listas pré-determinadas pelo grupo da maioria para composição das comissões permanentes da Casa, diferentemente do que aconteceu com Zé Dias e os vereadores do PT. "Eles (pedetistas) precisam se definir. Se permanecerem neste campo intermediário, correm o risco de não se identificar para nenhum lado", analisa Durval Orlato.

Marilena Negro já adianta não ter expectativas de um possível trabalho em conjunto com os pedetistas. Uma das referências para a posição da vereadora foi justamente o evento do Voto Consciente.

THIAGO GODINHO

fonte: JJ

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

PT

Única mulher na Câmara, Marilena fala em aposentar
Petista afirma que seu próximo mandato será o último como vereadora
Roberta de Sá

A petista Marilena Negro, reeleita, adianta que este será o seu último mandato de vereadora.

“Eu só quero mais este. A Câmara tem que ser sempre renovada”, diz ela, com intenção de alçar vôos maiores como deputada ou até prefeita pelo partido.

Ela teve 2.019 votos (17ª mais votada) e, por enquanto, é a única mulher que ocupará em 2009 uma das 16 cadeiras do Legislativo.
Em 2004, quando resolveu se lançar na carreira política, chegou à Câmara com 1.764 votos.

Marilena é famosa pelo seu perfil questionador. Nada passa por ela sem uma minuciosa avaliação. Isso até lhe rende nos bastidores a fama de “chata”.

Sem papas na língua, ela diz: “Sou apenas fiscalizadora e encontro muitos obstáculos, porque a base da situação blinda a prefeitura para a gente não se aprofundar nas investigações.”

Quase nenhum de seus requerimentos é aprovado pela base da situação. Mas ela não se cansa. Depois de reclamar, vai ao Tribunal de Contas do Estado ou o Ministério Público, atrás das respostas que busca.

Neste novo mandato, sem pensar em mudar seu perfil, ela prevê as mesmas dificuldades, principalmente, porque acha que só o PT, com ela e Durval Orlato, serão a oposição ao Executivo.

“Mesmo assim, verei com o Durval a possibilidade de lutar pela presidência”, fala.

A petista, apesar de já ter anunciado sua aposentadoria da Câmara, deixa um recado: “Vou trabalhar forte.”

Tucano evita comentários
Enquanto para os petistas Marilena Negro é uma das mulheres fortes do partido, a situação prefere nada comentar sobre ela.
“Prefiro não fazer avaliações”, diz Júlio César de Oliveira (PSDB), o Julião, companheiro de Câmara que já travou vários debates com a petista.

O vereador Gerson Sartori (PT), por outro lado, rasga elogios à aliada.
“Marilena é uma pessoa de conduta forte. É uma grande vereadora, além de ser uma mulher dedicada que cumpre com suas responsabilidades”, diz.

O presidente do PT, Sérgio Dutra, fala que ela tem uma atuação diferenciada no parlamento. “Isso até fez com que ela fosse a melhor colocada no ranking da ONG [organização não-governamental] Voto Consciente.” Marilena obteve nota 7,6, de zero a dez.



Rumo ao terceiro mandato, Orlato crê é na renovação
Ex-deputado federal, vereador fala em limpar imagem do Legislativo


Julianna Granjeia

Quadros com as fotos do presidente Lula e da posse de Durval Orlato (PT) no Congresso Nacional, na parede de seu escritório, ilustram a experiência que o petista quer usar no seu terceiro mandato como vereador em Jundiaí.

Ser um dos poucos oposicionistas na Câmara não é motivo de preocupação. “Já fui parlamentar da oposição e da situação. Se os vereadores mantiverem firme seu papel de fiscalizar o Executivo, não haverá problema.”

Durval acredita que, com a renovação do Legislativo jundiaiense, será possível recuperar a credibilidade dos vereadores.

“O Legislativo fomenta pouco os debates, não é interlocutor da sociedade e constrói projetos de conteúdo pequeno perto das necessidades”, avalia.

Entre os projetos que Durval pretende implantar estão a mudança de horário das audiências públicas e prestações de contas. “É inadmissível que debates importantes como esses aconteçam numa quarta-feira de manhã. É preciso mudar para depois das 18h para viabilizar a participação da comunidade.”

Outra proposta do petista é a construção de um centro de reabilitação integral para dependentes químicos em Jundiaí.

“Também pretendo solicitar a construção de mais creches e que sejam próximas às residências das mães que estão sem vagas.” Ele assume em janeiro de 2009.


Segurança será prioridade
O petista Durval Orlato foi deputado federal de 2002 a 2006, tentou a reeleição mas não conseguiu. De 1996 a 2002 ocupou a cadeira de vereador.

Durval pretende usar essa experiência para implantar novos projetos em Jundiaí. “Antes eu tinha uma dimensão muito boa da cidade e conhecia algumas ações dos municípios vizinhos. Agora conheço outras ações de êxito que posso tentar trazer para Jundiaí.”

Como exemplo, o petista cita o monitoramento eletrônico nas principais entradas e saídas da cidade. “Com planejamento e investimento na Guarda Municipal é possível fazer esse monitoramento.”

Outro projeto que Durval conheceu no Congresso Nacional é de aprimoramento na segurança do comércio. “A Guarda Municipal cadastra alguns comerciantes, que são treinados e comunicam os guardas, por meio de rádios, de casos suspeitos.

PCdoB/PDT

Nos passos de Brizola, ser político é uma nova fase da sua vida
Fernando Bardi afirma se sentir responsável por melhora em segurança
Julianna Granjeia
Influenciado por Getúlio Vargas e Leonel Brizola, o delegado e professor de direito penal Fernando Bardi filiou-se ao PDT há 12 anos.

Depois de se candidatar a deputado estadual em 2006, sem sucesso, Bardi assume uma cadeira na Câmara de Jundiaí no ano que vem. Ele divide com o outro delegado eleito, Paulo Sérgio (PV), a responsabilidade de melhorar a segurança do município.

“Mais de seis mil pessoas elegeram dois delegados vereadores. A população está preocupada com a segurança pública e acredita no nosso trabalho”, diz Bardi. Trânsito também está na sua pauta.

Ele foi eleito pelo partido da coligação de Pedro Bigardi (PC do B). No entanto, diz que a disputa entre situação e oposição deve ficar apenas para durante a campanha. “O que é bom para a cidade está acima de partidos. Se eu achar que um projeto é bom para a cidade eu votarei a favor.”

No seu mandato, o delegado pretende ampliar os Anjos da Guarda. “Será uma reivindicação imediata ao prefeito eleito Miguel Haddad [PSDB]. A mãe do aluno fica mais tranqüila vendo que seu filho vai estudar com segurança.”

Outro projeto de Bardi é a criação da Secretaria Municipal de Segurança Pública, que também é reivindicação de Paulo Sérgio.

“Minha idéia é criar um centro de comunicação integrada entre as polícias, Guarda Municipal, Samu, agentes de trânsito, Defesa Civil e serviço funerário para otimizar e organizar o atendimento de emergência.”


Em cada viela do morro há um eleitor que vota no Zé
José Dias vai ao 4º mandato e com liderança no São Camilo confirmada
Roberta de Sá

“Irmãozinho, cheguei lá de novo”. Vereador com maior apelo popular da Câmara de Jundiaí, José Carlos Ferreira Dias (PDT), 62 anos, o Zé Dias, chega ao quarto mandato e mostra que a liderança que desenvolve junto à comunidade do morro do São Camilo continua firme e forte.

Com 2.740 votos, Zé Dias foi o 10º vereador mais votado, afinal, é referência para uma região onde 2,5 mil famílias vivem em núcleo de submoradia

No bairro, Zé Dias é conhecido em cada viela, mas não gosta de ser chamado de o “dono do morro”. Porém, admite que é um líder no São Camilo e que circula pelo local quando quer.

“Tenho cautela para não me envolver com o tráfico. E não sou dono de nada, só tenho um trabalho com aquele povo sofrido”, diz.
Zé Dias entrou na política em 1992. Antes, era comerciante e auxiliava os moradores que formaram o núcleo participando de mutirões para construção e oferecendo mercadorias “fiado”.

Sua primeira campanha foi em 1992, mas não foi eleito. Depois, intensificou os trabalhos junto à comunidade, chegou à Câmara em 1996 e não saiu mais.

“Comecei a atuar também em outros lugares, como na Baixada Paranaense e no Novo Horizonte”, diz, sem se considerar um assistencialista, mas admitindo que seus votos vêm dessa “ajuda” que dá aos necessitados.


PHS/PSDC/PTdoB

Mingo será representante dos agricultores na Câmara
Dono de bar na Roseira sabia que dessa vez finalmente iria chegar às cadeiras
Julianna Granjeia

Do banco do trator para a cadeira da Câmara foram três tentativas, mas ele chegou lá. Domingos Fonte Basso (PSDC), o Mingo, foi o 14º vereador mais votado (1.908 votos) nesta eleição.

Agricultor e dono de bar no bairro Roseira, Mingo, que já foi filiado ao PTB, PPB e PSB, acha que foi uma campanha tranqüila e modesta. “Eu sabia que ia conseguir dessa vez, mesmo com número de votos menor do que a campanha anterior [2.493]. Mas os votos de todos os candidatos caíram.”

Mingo diz que desde a década de 80, quando o então presidente da Associação Agrícola de Jundiaí Flávio Ceolin, foi vereador, a agricultura jundiaiense não teve mais representantes no Legislativo.

“Pretendo implantar visitas periódicas de técnicos e engenheiros aos agricultores e análise de solo gratuita, como já acontece na região”, planeja o novo vereador.

Amigos do bar deram apoio
Apesar de ser eleito vereador pela primeira vez, Mingo já tem experiência de campanha. Foi a quarta vez que o agricultor se candidatou para ocupar uma cadeira na Câmara.

Na primeira, em 1996, pelo PTB, somou 1.007 votos. “Eu já tinha o bar na Roseira, conhecia muita gente e meus amigos me falavam sempre que eu tinha que ser vereador para representar a região”, diz

Em 2000, Mingo foi para o PPB e conseguiu 1.257 eleitores. O maior número de votos foi em 2004, pelo PSB, 2.493, mas mesmo assim não entrou na Câmara.

Na eleição atual, com 1.908 votos, o vereador eleito teve votação expressiva nos bairros Roseira e Caxambu, e regiões próximas, como o Traviú.

“Mas tive votos da cidade inteira e, até por isso, não posso me concentrar apenas na minha região.”

PRTB/PTB/PSL

Sem fazer alarde, Gastaldo chega ao seu 2º mandato
Vereador do PTB, com estilo sereno, conseguiu 65% a mais de votos
Roberta de Sá
Mesmo sem ter o costume de fazer barulho em plenário e nem ser autor de projetos que geraram grandes polêmicas, Marcelo Roberto Gastaldo (PTB) foi reeleito com 3.067 votos – foi o sétimo mais votado.

Em relação a 2004, Gastaldo cresceu cerca de 65% nas urnas, pois há quatro anos, obteve 1.990 votos.

O vereador conhecido por sua fala mansa e sorriso fácil admite que “comeu quieto” para ficar na Câmara por mais quatro anos.

Diferente de 2004, quando apostou na amizade e no trabalho social que realizava na região do Cecap, Gastaldo, nos últimos anos, afirma ter atuado bem próximo a moradores de pelo menos 20 bairros de Jundiaí, o que fez crescer seus votos nas urnas.

“Abrimos um leque fazendo um trabalho de cidadania. Mas não foi assistencialismo”, diz.


Ary Fossen deu primeiras lições
Marcelo Gastaldo começou sua trajetória a convite de políticos que reconheceram sua influência na região norte de Jundiaí. A primeira candidatura para o Legislativo do então líder comunitário ocorreu em 2000.

Derrotado, ele foi convidado a ser diretor técnico na Fumas (Fundação Municipal de Ação Social). Depois, assessorou o então deputado Ary Fossen na Assembléia Legislativa.

“Fui me preparando para chegar ao Legislativo, tanto me fazendo conhecido como adquirindo conhecimentos sobre a Câmara”, afirma.

Em quatro anos, o projeto de maior destaque de Gastaldo foi o Programa de Metas, que prevê que o prefeito eleito apresente para os vereadores o que pretende realizar no mandato. A matéria foi aprovada em primeiro turno na Casa.

“Espero que até o final do ano vire lei”, diz.



Para Val, eleitor o vingou de todos que lhe acusaram
Vereador, que foi alvo de escândalos, é reeleito como o mais votado

Roberta de Sá

“O povo deu uma lição e fui reeleito”. A afirmação é de Enivaldo Ramos de Freitas (PTB), o Val, que foi o vereador mais votado no dia 5 de outubro. Ele chegou ao segundo mandato com 4.101 votos.

O vereador foi notícia várias vezes em 2007, por uma série de escândalos que, para ele, não passaram de perseguição política.
“Fui acusado de vender caixões, desmatar a Serra do Japi, trabalhar em cemitério público e até de enriquecimento. Mas foi tudo
perseguição”, diz.

“Quiseram me derrubar, mas não conseguiram”, afirma. “O povo sabe em quem votar”, diz Val, que confessa ter ficado com medo de não permanecer na Câmara.

Val iniciou sua trajetória política em 2004, quando se lançou candidato para, segundo rotula, “ajudar a população”.
Boa parte dos 4.346 votos na época foram de fiéis da Assembléia de Deus, onde é presbítero, e de pessoas auxiliadas pela ONG (organização não-governamental) Val e amigos, que, embora tenha seu nome, diz que não é sua.

“Chamamos assim porque muitos membros têm o apelido de Val”, afirma.

Desta vez, ele acha que os cristãos também colaboraram. “Trabalhei muito na periferia.”

Val, em quatro anos, também colecionou projetos ilegais, mas não se importa. O que vale, na sua opinião, é o mérito. No ranking de 2007 da ONG Voto Consciente, ganhou nota 3,9, de 0 a 10.

‘Já sou candidato a deputado’
Val nem assumiu o novo mandato e já pensa em ser deputado estadual.

“Hoje, já sou oficialmente o candidato da Assembléia de Deus e outras comunidades evangélicas já me apóiam”, afirma.

Segundo ele, só a Assembléia tem cerca de 20 mil integrantes que podem votar em seu nome em 2010.

O presidente do PTB, Ari Castro Nunes, também adianta seu aval. “É o que o partido quer. Ele é um grande nome e o apoio da região”, afirma.

O vereador, no entanto, antes quer ser presidente da Câmara de Jundiaí. Ele já foi candidato em 2006, mas nem Marcelo Gastaldo, companheiro de partido votou nele.

“Mas agora será diferente agora. Sou líder da bancada e só abro mão se for para ter o nome em várias comissões da Câmara”.

As articulações, para isso, devem começar em breve.



PSC/PV

A tribuna da Câmara está lá, à sua espera, doutor
Destemido, delegado Paulo Sérgio Martins diz não ter papas na língua
Márcio Souza
Obstinado e “bocudo”. Assim o delegado Paulo Sérgio Martins, eleito vereador pelo PV, com 3.528 votos, definiu a si mesmo. “Não tenho papas na língua. Falo o que for preciso e encaro as conseqüências.”

Como era de se esperar de um delegado de polícia, sua luta maior na Câmara, diz ele, será pela segurança. “Vou brigar pela ampliação e melhoria dos postos avançados da Guarda Municipal”, afirma.

A GM será uma das grandes beneficiadas caso Paulo Sérgio alcance seus objetivos. “A idéia é atrair investimentos maciços para a instituição.” Mas o delegado faz outros planos também. Pelo fato de pertencer ao PV, conta que o meio ambiente será sempre pauta no seu programa.

“Pretendo continuar na defesa da Serra do Japi e estreitar as relações da Câmara com ONGs [organizações não-governamentais] e também com as associações de amigos de bairros.”

Apesar de a Câmara contar com 12 vereadores na base de sustentação do governo próximo mandato – e ele pertence a esse grupo pelo fato de seu partido ter apoiado o prefeito eleito Miguel Haddad (PSDB), Paulo Sérgio defende que boas idéias devem ser aprovadas, independente da legenda.

“Serão 16 vereadores com obrigação de lutar por melhorias para a população da cidade.”
Silvio Ermani tem discurso do PV na ponta da língua
Eleito vereador pela segunda vez, meta é solidificar o partido na cidade

Julianna Granjeia

Apesar de estar filiado ao PV há apenas um ano, Silvio Ermani, que ocupará uma cadeira na Câmara pela segunda vez, já está com o discurso do partido na ponta da língua.

Silvinho, eleito pela primeira vez em 2000, não conseguiu repetir a dose em 2004. Mas nem por isso ficou longe do serviço público. Até voltar a ganhar nas urnas, trabalhou por três anos e meio no velório e hoje é assessor técnico da DAE.

Segundo ele, a preocupação com o futuro de sua filha, de 4 anos, foi um dos motivos que o fez aceitar o convite para ingressar no partido, presidido por Eduardo Palhares, também presidente da DAE. O vereador já foi do PSDB, PPS e PSB.

Ele explica que a renovação da Câmara mostrou o desejo da população de renovar idéias e posturas.

“A responsabilidade dos três vereadores eleitos pelo PV é considerável. Temos que levar em conta que somos a esperança de que o partido se solidifique em Jundiaí.”

Para Silvinho, se os vereadores decepcionarem a população, irão destruir o alicerce do partido que ainda está em construção.

Com tanta afinação no discurso, o vereador eleito diz que ainda não pensa em se lançar candidato para as eleições de deputado em 2010.

“Não conversamos sobre isso porque ainda não é hora. Mas com certeza o PV irá lançar um nome na cidade.”


Leandro, do Bicho Legal, amplia foco de propostas
Novato na política, vereador descarta trabalho somente em prol dos animais

Roberta de Sá


Leandro Palmarini (PV), idealizador do projeto Bicho Legal, descarta a possibilidade de fazer um mandato somente em prol dos animais, embora tenha várias ações de defesa planejadas.

“Usarei meu conhecimento de administrador público. Meu foco também será o meio ambiente e a sociedade em geral”, diz.

Leandro emplacou na sua primeira eleição por ser idealizador de um projeto de castração de cães e gatos e por fazer uma campanha com pessoas vestidas de animais. Ele foi eleito com 3.630 votos - o segundo mais votado.

“Eu não esperava tanto. Isso demonstra que a população está igualmente sensibilizada com a causa animal e quer novos projetos.”

O administrador se filiou ao PV em 2007, depois de ser incentivado a ingressar na vida política. Há 12 anos, trabalha na Secretaria de Finanças.

Eleito pretende evitar apelido na Câmara
Leandro, do Bicho Legal, pretende aos poucos deixar o apelido de lado e ser conhecido por seu nome de batismo. “Sempre vão me associar, mas quero ser chamado de Leandro Palmarini, o defensor dos animais”, diz.

O novato já estuda o regimento interno da Câmara e fala que vai chegar sem a pretensão de ser presidente, mas com a expectativa de que esse será o primeiro passo de sua vida política.

PP/PTN

Fenômeno Doca chega fácil ao oitavo mandato
Veterano diz que até hoje não sabe de onde vêm os votos

Roberta de Sá


Maior fenômeno da história de Jundiaí nas urnas, o vereador Antônio Carlos Pereira Neto (PP), o Doca, emplaca sua oitava eleição — com ele, o BOM DIA abre hoje a série sobre os 16 vereadores eleitos domingo. Aos 72 anos, Doca recebeu 3.337 votos, o quarto mais votado.

Doca, que se considera um “liquidificador”, por não lembrar mais muitas datas, ocupou uma cadeira no Legislativo pela primeira vez em 1968, pelo MDB.

De lá para cá, deixou a Câmara apenas duas vezes. Uma quando se lançou vice-prefeito e deu um tempo após a derrota e a outra em 2005, quando assumiu a secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Em 32 anos no Legislativo não coleciona projetos. Isso até lhe rendeu críticas por parte da ONG Voto Consciente, que deu nota 2,8 para sua atuação em um ranking de 0 a 10 ano passado. “Mas não me importo. Tenho minha forma de atuar”, explica.

Ele diz que faz a ponte Legislativo/Executivo e ajuda a população a resolver o seus problemas. “Mas não sou assistencialista. Sou humanista. O povo me procura e eu ajudo”, afirma, sem saber explicar de onde vem seus votos.

Em toda sua história, ele acha que fez dois grandes projetos. O primeiro exigiu a colocação de areias em vasos nos cemitérios e o outro, previu o uso de crachás por funcionários de supermercados.

Doca, que começou na oposição, é hoje uma das bases fortes da situação. De poucas palavras, ele manda seu recado: “No passado, eu era mais orador. Agora sou mais calmo.”

Nesta próxima legislatura, ele pretende manter a atuação e quem sabe ser o presidente da Casa, novamente, repetindo o que ocorreu em 1995.

Tarcísio diz que ninguém atende o eleitor igual
O advogado Tarcísio Germano de Lemos, que foi vereador por 30 anos e dividiu as cadeiras do Legislativo com Doca, diz que o diferencial do “fenômeno” é a forma como trabalha.

“Ele é modesto e, embora não seja um orador fluente, não há vereador igual ao que se refere ao atendimento ao eleitorado”, diz.

Tarcísio lembra que ele mesmo buscou ajuda de Doca e teve um bom retorno, fato que o levou a fazer parte de seu eleitorado. “Volta e meia ele me procura para ajudar pessoas que não podem pagar advogado. Daí vêm seus votos. Ele trabalha mais fora do plenário”, fala.

O companheiro de partido e diretor administrativo da Câmara, Jorge Haddad, também o vê como uma pessoa conciliadora. “Ele continua sendo o mesmo desde o início, ou seja, atendendo a todos indistintamente.”

PR/PRB

Márcio Cabeleireiro leva vaga na Camara no ‘fio-da-navalha’
Com o impasse dos votos de Ana Tonelli (PMDB), cadeira ficou incerta
Julianna Granjeia
Como muitos nordestinos que migraram para São Paulo em busca de uma vida melhor, o baiano Márcio Pentecostes de Sousa veio para Jundiaí em 1994 para buscar emprego.

Márcio montou um salão de cabeleireiro no Jardim Tarumã, trouxe toda a família para Jundiaí e logo conquistou a comunidade.
Foi assim que Márcio Cabeleireiro (PR) decidiu entrar na política e assume, no ano que vem, a cadeira mais concorrida da Câmara.

Ele diz que foram seus amigos que o elegeram como representante da comunidade no Legislativo. “Eu e meus amigos batemos de porta em porta para pedir voto, foi uma campanha simples.”

Morador do Núcleo Balsan, Márcio diz que conhece de perto as necessidades dos bairros da periferia.

“Quando eu decidi ser candidato pela primeira vez, em 2004, eu percebi que como vereador podia ajudar a melhorar essa região.”

Márcio, que foi jogador de futebol amador e hoje apóia os times, pretende ajudar os bairros com infra-estrutura.

“O Jardim Tarumã precisa de estrutura na parte social, fazer quadras e melhorar os campos. No Balsan falta estrutura no bairro. Mas acho que junto com o prefeito Miguel Haddad [PSDB] nós vamos conseguir.”

O vereador eleito foi até a Câmara, na semana passada, para se inteirar do regimento interno. Com as novas atribuições, Márcio já contratou um substituto para seu salão.


Apenas 6 anos em Jundiaí, Conde retorna à Câmara

Pastor reeleito como vereador comemora 235 votos a mais que em 2004

Roberta de Sá

Há apenas seis anos em Jundiaí, o pastor Roberto Conde Andrade, 40, vai assumir pela segunda vez uma cadeira na Câmara.

Ele foi reeleito pelo PRB com 2.650 votos e ficou em 11ª na lista dos mais votados. Foram 235 votos a mais que em 2004.

O carioca que veio à cidade para ser pastor da Igreja Universal, depois de passar por várias cidades do Estado de São Paulo, nem político era. Entretanto, apostou que seu trabalho social lhe renderia votos em Jundiaí e partiu para sua primeira eleição.

“Surgiu o desejo e já consegui ganhar mesmo sendo recém-chegado à cidade”, fala, sem atribuir seus votos aos fiéis da Universal.

“A minha igreja não se intromete na política. Não
há incentivos, nem econômicos”, diz.

No entanto, ele acredita que o fato de outros membros da igreja terem saído candidatos pulverizou os
votos. O pastor esperava ganhar com mais de quatro
mil votos.

“Fiquei conhecido e fiz projetos como o de controle à dengue e de controle da obesidade infantil, que me deram visibilidade. Eu previa, pelo menos, dobrar a minha votação.”

Conde quer sair do segundo mandato com a presidência da Câmara no currículo. Outro objetivo é ficar mais conhecido para alcançar outras cadeiras.

“Tenho a pretensão de chegar a deputado e a prefeito”, destaca.

Pastor está seguro para mudar
Em seu segundo mandato, Roberto Conde pretende ser um “novo homem” na Câmara, como se classifica para 2009. De vereador que pouco debate, ele quer passar a ser o “cara” de grandes discursos na tribuna.

“Até agora eu mais ouvi e falei pouco, porque não conhecia muito a cidade e o trabalho do Legislativo”, afirma. “Hoje estou mais interado e vou mudar”, diz ele, que se considera um conhecedor de Jundiaí depois de quatro anos por aqui.

O vereador também pretende fazer um mandato mais técnico, ou seja, quer buscar a ajuda de setores para realizar projetos.

Conde, em seu primeiro mandato, recebeu da ONG Voto Consciente nota 4,4 e ficou em 10º lugar no ranking feito pelo grupo, que avaliou os trabalhos dos vereadores e deu notas de zero a dez para suas performances.

PSDB/PTC

Julião, eleito pela 3ª vez, se inspira em Covas e Benassi
Vereador acredita que retorno de Haddad será excelente para Jundiaí
Julianna Granjeia
Eleito vereador pela terceira vez seguida, Júlio César de Oliveira, o Julião (PSDB) diz se espelhar em grandes políticos de seu partido. Filiado desde 1989, conta que sempre gostou de política e, quando o PSDB chegou em Jundiaí, ele resolveu se filiar.

“Sempre acompanhei figuras como Franco Montoro, Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso e André Benassi. São grandes nomes da política.”

Para o ano que vem, o vereador continua apostando na aproximação entre a população e o Executivo e acha que o prefeito eleito, Miguel Haddad (PSDB), fará com que Jundiaí dê um salto de qualidade. “Tenho muita confiança que a gestão dele será um arraso.”



Tico sai dos bastidores para sua segunda eleição na Câmara
Ele foi um dos articuladores do PSDB, antes de resolver ser candidato
Roberta de Sá
José Galvão Braga Campos, o Tico, que saiu dos bastidores do PSDB, vai para o segundo mandato reconhecido como um dos novos líderes do partido.

Tico foi reeleito com 2.894 votos - oitavo mais votado. Parte do sucesso foi pelo fato de ele ter sido um dos candidatos que mais propagandas espalhou pela cidade.

“Aumentei em quase mil votos em relação a 2004”, diz o parlamentar que há quatro anos teve 1.921 votos.

Na Câmara, Tico é conhecido por sempre tentar blindar a prefeitura. Ele mesmo reconhece que é um grande defensor de seu partido e que gosta do embate político – é um dos que mais “briga” em plenário com petistas, por exemplo.

“Se tenho que falar, eu falo”, diz. Está certo que é raro de isso acontecer, mas até seu partido já foi alvo de um ataque seu. “O PSDB errou ao não construir o viaduto da Ponte São João, e eu critiquei mesmo.”

O comerciante Tico (é sócio de um serviço de entrega de comida japonesa) está na política desde os 18 anos. Embora tenha sido candidato pela primeira vez em 2004, ele há 12 anos trabalha como político.

Sua função era nos bastidores. “Eu ajudava na formação das coligações para as eleições e buscava os apoios para ajudar nossos prefeitos a se elegerem”, conta.

O desejo de sair do “escuro”, surgiu porque sentia necessidade de trabalhar mais pelos bairros. Há quatro anos, Tico foi o candidato do Jardim Tamoio.



Caçula chega à Câmara já de olho na presidência
Vereador Gustavo Martinelli se elege como o quinto mais votado
Julianna Granjeia

Os números do vereador eleito Gustavo Martinelli (PSDB), 22 anos, impressionam. De 961 votos em 2004, ele saltou para 3.081 nessa eleição. Foi o candidato mais votado do PSDB e o quinto de Jundiaí (mais de 300 concorreram).

Jovem, mas com um discurso de quem parece ter muito mais tempo de experiência na política, Gustavo é o vereador mais jovem da nova composição da Câmara e o segundo da história de Jundiaí. Alexandre Rossi, o Ferrinho, foi eleito em 1989, com 20 anos.

“Não fiz uma campanha milionária, fui em sete mil casas, pessoalmente, na região Sul, para levar informações verdadeiras para a população e não ilusões.”

Sem modéstia, Gustavo já pretende entrar na Câmara como presidente. “Depois de Miguel Haddad e Luiz Fernando Machado surge uma nova liderança política”, diz.

Veteranos elogiam o ‘menino’
O prefeito Ary Fossen (PSDB) foi um dos políticos experientes que apostou em Gustavo Martinelli.

“Na primeira eleição eu percebi que ele tinha condições de fazer um bom trabalho. O menino tem jeito, é como o Luiz Fernando. Acredito que o Gustavo vá crescer muito.”

Chamado de “fantástico” pelo prefeito eleito, Miguel Haddad (PSDB), Gustavo também conquistou a confiança de pessoas próximas, como o administrador do Complexo Esportivo Francisco Dal Santo, Adilson Roberto Pereira, que ajudou o jovem na campanha.

“Quando ele chegou no Dal Santo com 18 anos pensei no que eu ia fazer com ele. Mas logo ele demonstrou dedicação e liderança.”

Adilson conta que, como já tinha participado de outras campanhas políticas, assim que percebeu a vocação de Gustavo quis ajudar. “Esse é só o começo da carreira dele.”


Vocação surgiu na infância
Filho de caminhoneiro e empregada doméstica, Gustavo diz que percebeu sua vocação política na infância.

“Fui representante de classe no primário, presidente do grêmio estudantil no ginásio e acabei tendo liderança nas vilas Maringá, onde eu moro, Comercial, Boa Vista e arredores.”

No cargo de comissão, como administrador do Complexo Esportivo Francisco Dal Santo, conseguiu mobilizar um abaixo-assinado com mais de 10 mil apoiadores para reformar o ginásio.

O novo vereador conta que começa, em fevereiro, a faculdade de administração e que depois pretende cursar Gestão de Cidades.

“Pretendo seguir carreira política, como Ary Fossen, Miguel Haddad e Luiz Fernando Machado. Eles são grandes inspirações para mim.”

Especial: Nossos Vereadores - Jornal BOMDIA

Estamos reproduzindo aqui o especial feito pelo jornal BOMDIA com os vereadores eleitos e reeleitos, portanto, os que serão vereadores na próxima legislatura de Jundiaí.

Parabéns ao jornal pela iniciativa que aproxima um pouco mais os vereadores da população. Nesse sentido é que continuaremos mandando os questionários para os parlamentares e tentaremos criar condições para que eles sejam disponibilizados aqui nesse BLOG.

Postaremos todas as matérias dividindo por bancadas, ou seja por partidos. Ao mesmo tempo lembraremos a coligação desses partidos, haja vista a importância dos votos dos candidatos desses coligações para a eleição desses entrevistados.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Nova Câmara


Segue ao lado a nova composiçao da Câmara Municipal de Jundiaí. Basta clicar.
A seguir algumas explicaçoes sobre esse resultado em posts pseudo-analista político.
Eleitos:
Val - PTB
Leandro do Bicho Legal - PV
Paulo Sérgio- delegado - - PV
Doca - PP
Gustavo Martinelli - PSDB
Juliao - PSDB
Marcelo Gastaldo - PTB
Tico - PSDB
Fernando Bardi - PDT
Zé dias - PDT
Pastor Roberto Conde - PRB
Silvinho Ermani - PV
Marilena Negro - PT
Mingo Fonte Basso - PSDC
Marcio Cabeleireiro - PR
Durval Orlato - PT