sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

FSM09

O recado do povo aos governantes.

A reunião, em atividade do Fórum Social Mundial, dos presidentes de Brasil, Venezuela, Paraguai, Bolívia e Equador, por si só, já seria um grande evento.

Por incrível que pareça, a foto, histórica, de Lula, Hugo Chaves, Evo Morales, Rafael Correia e Fernando Lugo, em evento com mais de 10 mil pessoas de todo o mundo, não mereceu capa em nenhum jornal de grande circulação no país.

No entanto a energia dessas milhares de pessoas com certeza contagiou os presidentes latinoamericanos presentes. Com vontade de mudar o mundo, colocando-se à disposição da luta por um outro mundo possível, acreditando que, como disse o presidente Evo Morales, esse mundo diferente já está sendo construído no FSM.

Tenho defendido que para mudar o mundo precisamos uma boa teoria, com o diagnóstico da situação estrutural e conjuntural em que vivemos, nesse momento, de crise do neoliberalismo, de derrocada das orientações dos órgão do capital financeiro que, como disse o presidente Lula, davam notas aos países pobres e faliram.

Mas precisamos também de uma nova cultura, uma nova ideologia, baseada em valores, como a solidariedade, o respeito à natureza, a justiça entre outros. Essa nova cultura, como qualquer cultura, qualquer ideologia, não se aprende nos livros, não se aprende em aulas teóricas, mas na luta. Se aprende na convivência. Se aplica na vida e não nos textos.

O sentimento de pertencimento a um conjunto mais amplo de pessoas, aqueles e aquelas que querem um outro mundo melhor para todos e todas e que acreditam ser esse mundo possível e, como enfatizado pelos presidentes latinoamericanos, necessário, é uma força que cria, ou mantém, a chama libertária, sem a qual não há transformação social.

O Fórum Social Mundial é, portanto, portador da energia necessária a transformação social. Da construção de uma nova cultura.

Os presidentes que foram ao FSM falar, também ouviram. Não apenas daqueles e daquelas a quem foi dada a oportunidade de falar no microfone. Mas a força daquelas milhares de pessoas que transmitiam aos presidentes a mensagem: estamos aqui com força e disposição para mudar o mundo, acreditamos que um outro mundo é possível, lutamos por ele porque é necessário. Presidentes, sigam em frente no rumo da construção de outro mundo, alternativo ao capitalismo, nós estamos aqui para lutar por esse mundo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Jundiaí não pode perder seu Cineclube

Jundiaí vive um drama essas semanas. O alarmismo que inicia este artigo não é para atrair os leitores, mas é de uma apreensão calma, sem sensacionalismos.

Em fins de Janeiro nossa cidade pode perder o único Cineclube que tem. Chama-se Consciência e, sem nenhuma pretensão partidária, é um projeto popular, com sessões gratuitas de filmes e discussões livres. Se Secretaria de Cultura ou qualquer entidade privada que tenha uma sede física não apoiar com vigor esse projeto - cedendo o espaço nos sábados, por exemplo - teremos um carnaval mais triste, de um pierrot choroso.

O que é um Cineclube? É uma associação sem fins lucrativos que estimula os seus membros a ver, discutir e refletir sobre o cinema. Digo mais: É um dos raros espaços de debate que temos em nossa cidade, e um dos mais democráticos. Lá qualquer um pode entrar, não precisa pagar nada, nem comprar nada pra ficar na mesa.
Lá todos podem falar o que quiser, podem debater, simplesmente falar o que acharam do filme, porque valeu a pena assisti-lo, podem até namorar assistindo um filminho.

A intenção do artigo é clara: Um pedido público para que Jundiaí não perca seu único Cineclube. Uma oportunidade rara para que Pierrot, Colombina e Arlequim assistam, juntos, e felizes, a um bom filme.

Henrique Parra Parra Filho é Coordenador Geral da ONG Voto Consciente e admira verdadeiramente o trabalho do Cineclube Consciência.


Cineclube Consciência perde sala para exibição

ESPAÇO

28/1/2009

DIVULGAÇÃO CENA Na foto, personagens do filme 'Estômago', exibido recentemente

CENA Na foto, personagens do filme 'Estômago', exibido recentemente

Depois de fechar o ano de 2008 com uma sessão que reuniu aproximadamente 60 pessoas, o Cineclube Consciência deixa o espaço localizado na rua Marechal Deodoro e busca por um novo endereço. De acordo com Lucas Trabachini, um dos fundadores e organizadores do Cineclube, o local era cedido pelo Cursinho Consciência para os encontros e sessões aos sábados. "Usávamos o espaço aos finais de semana, mas devido a problemas financeiros do cursinho eles vão deixar a sala e teremos que sair de lá também", comenta. Ele explica que durante essa semana os organizadores do projeto estão fazendo contatos e buscando um novo endereço para exibir os filmes e realizar os bate-papos. "O ideal é um espaço que possamos utilizar aos finais de semana e já temos alguns lugares em mente".

A programação do mês de janeiro do Cineclube Consciência incluía a exibição, no próximo sábado, do filme "O Ensaio sobre a Cegueira", de Fernando Meirelles. "Como não temos mais sala, a sessão está cancelada até encontrarmos um novo local", avisa Lucas.

Criado em 2007, o projeto Cineclube Consciência tem como objetivo levar cultura onde ela está em falta. "Queremos levar o cinema para pessoas que não têm acesso e discutir em cima disso", diz Lucas. "Mesmo sem um local para a exibição dos filmes, continuamos o trabalho no site", afirma. Para Lucas, o ano passado foi um dos melhores. "Tivemos uma fase bem legal, com boa divulgação e de 25 a 30 pessoas por sessão. Só crescemos", recorda. Algumas das produções que passaram pelas telas do Cineclube nos últimos meses foram: Estômago (Marco Jorge), Buena Vista Social Club (Win Wenders), Sem Título (Confra Filmes), O Tambor (Volker Schlöndorff), entre outros.

Mais informações podem ser obtidas em www.cineclubeconsciencia.blogspot.com ou ainda pelo e-mail cineclubeconsciencia@yahoo.com.br.

DA REPORTAGEM LOCAL

fonte: JJ

Cineclube Consciência reúne curtas independentes em sessão especial

CINEMA

13/12/2008

Uma sessão especial com a exibição de curtas-metragens independentes está na programação do Cineclube Consciência de hoje, a partir das 18 horas, com entrada franca.

O público poderá conferir oito filmes produzidos na região. Entre as produções de Jundiaí estão "Sobreviva", uma realização do próprio Cineclube Consciência; "Maminha" e "Sem Título", da Confra Filmes; "Porque uso Cartola" e "Mundo Completo", de Sílvio Romão e "Pão com Mortadela e Meia Mussarela", de Natália Ferretti, Marcus Valérius, Eduardo Patrick, Julian Alvez, Marcos Paulo, Vanessa Aguiar, realizado pela Oficina Tela Brasil.

A programação inclui também "Narrativas da Sé", de Diogo Noventa, Fernando Solidade, Juliana Liegel, Lígia Marina, Luciano Carvalho, Marcelo Berg, Mariana Moura, Patrícia Alegre, Renan Rovida e Xandi Gonça (São Paulo). E ainda, "José Brasil", com direção de Daniel de Almeida (Campinas), que conta a história de José Euristiano da Silva, jovem morador de Albertina que chega a uma cidade grande fugindo da miséria de sua terra para melhorar de vida e ajudar sua família. No decorrer de sua história, José acaba descobrindo suas verdadeiras vontades e decide voltar para sua cidade natal.

Interatividade - Os realizadores de cada produção estarão presentes na sessão para um bate-papo sobre as produções. Filipe Mantovan, roteirista e diretor de fotografia do filme "Maminha", da Confra Filmes, participará do debate com o público. "Esse tipo de evento é muito importante para a divulgação do filme experimental. Além disso, há a possibilidade de discutir com o público as dificuldades de produção, como os equipamentos escassos", comenta. O roteirista lembra ainda que o público vai ficar sabendo um pouco sobre a origem do curioso nome do curta-metragem.

O Cineclube Consciência está localizado na rua Marechal Deodoro da Fonseca, 292, Centro. Mais informações em www.cineclubeconsciencia.blogspot.com. A entrada é franca.

fonte: JJ

Cineclube debate cinema e literatura

DE GRAÇA

23/8/2008

"É preciso enxergar a música, a poesia, apalpar as palavras e tocar a imagem com a mão, manipulá-la como se manipula a argila e despir-se do que mitifica a arte e a separa da maioria das pessoas". É assim que os membros do Cineclube Consciência apresentam o evento 'Conversa em 3 Atos', um evento inédito que reune, hoje, às 15 horas, literatura, cinema e música, no mesmo espaço. De acordo com Lucas Trabachini, membro do Cineclube, a proposta é abrir um espaço para a discussão em torno dos três temas.
"Queremos fazer uma mistura de workshops, debates e palestras sobre esses assuntos. A proposta é bem aberta", frisa. Segundo Lucas, o evento tem o objetivo de aproximar o artista do público.

Na ocasião haverá leitura de poemas e execução de música dos artistas envolvidos. Também serão apresentados os curtas-metragens 'Isabel e o Cachorro Flautista', de Christian Saghaard e 'Não São Anjos os que Comem com Deus', de João Luiz de Brito Neto e Cacá Mendes, seguidos de bate-papo sobre os filmes exibidos e o cinema em geral. Cacá, que é cineclubista, participará do encontro. Entre os convidados também está Edson Tobinaga, músico e violonista.

Escritores como Pedro Kilkerry, Gonçalves Dias, Joaquim de Sousa Andrade, Machado de Assis, Vladímir Maiakovski, entre outros, serão discutidos durante as atividades .

Lançamento - No próximo dia 30, o Cineclube lança o curta 'Sobreviva', às 19 horas. O filme foi gravado para a conclusão da 'Oficina Básica de Criação Audiovisual', orientada por Lucas, que é estudante de Imagem e Som da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

Na oficina, os alunos tiveram contato introdutório com a história do cinema e sua evolução técnica e teórica, além de produzir de um curta-metragem onde percorreram as etapas de pré-produção, produção e pós-produção, desde a criação do argumento até a exibição.


História - O Cineclube surgiu em meados de 2007 a partir da vontade que alguns jovens tinham de fazer um movimento cultural na cidade. "A gente está se consolidando agora", destaca Lucas. O Cineclube Consciência fica na rua Marechal Deodoro da Fonseca, 292, Centro. As exibições são gratuitas.

fonte: JJ

Cinema sob o ângulo dos adolescentes

CONCLUSÃO

25/5/2008

O fim de tarde do dia 24 de maio de 2008 vai ficar marcado na história de 20 jovens carentes de Jundiaí. Eles não pisaram em um tapete vermelho para receber o Oscar, mas conquistaram o certificado de conclusão da Oficina Cultural do Cine Tela Brasil, promovida em Jundiaí.

O chão era de terra vermelha e os jovens vestiam estilo despojado: jeans e camiseta. Na telona, vislumbravam o próprio trabalho, dirigido por eles ou até mesmo interpretado por quem nunca esteve na frente das câmeras.

"Eu achei superlegal. Meu sonho era ser fotógrafo, mas achei o trabalho muito interessante e, sem dúvida, o cinema é a carreira que pretendo seguir", contou o estudante do ensino médio, Rafael Cirino, de 15 anos, que reside no Morada das Vinhas e participou da produção do curta-metragem "Dr. Poporowisky".

Já Sandro Antonio de Moraes, de 21 anos, disse que o trabalho foi maravilhoso. "Eu já trabalhava com mídia e agora estamos empolgados para criar um cineclube para as comunidades carentes de Jundiaí", destacou ele, que participou do curta "Iluminadas pelo Sol".

Para Julian Alves Baialuna Colagrossi, de 18 anos, a produção do filme "Pão com mortadela e meia mussarela" trouxe não só alegria, mas também a possibilidade de informar a comunidade. "Falamos sobre o câncer na adolescência e mostramos que isso não é o fim.

Achei muito legal e nunca tinha pensado em mexer com cinema. Agora vou tentar trabalho nessa área", afirmou o jovem, que foi destaque no curta, contando sua própria história. Julian teve linfoma de rodgkin (tipo de câncer) há três anos e fez um ano de tratamento com quimioterapia e radioterapia. Hoje tem vida normal.

fonte: JJ

PSDB prepara pedido de efeito suspensivo e recurso / "Não muda nada"

CONFIANTES

28/1/2009

A advogada da coligação Construindo o Futuro, Priscila Bartolo, afirmou que irá recorrer dentro do prazo e pedirá o efeito suspensivo da ação. "Já temos parecer favorável do Ministério Público, temos pareceres favoráveis da Procuradoria Regional Eleitoral. Por isso estamos confiantes."

Ela afirmou ainda que não há nenhum fato novo nessa ação de impugnação de mandato. "Na verdade houve a junção dos seis processos anteriores e com isso foi feito um único pedido de impugnação."

Além disso, a advogada comentou que o fato de ter conseguido liminar favorável de efeito suspensivo nas sentenças anteriores mantém o prefeito no cargo. "Na época que protocolamos o que foi chamado de supercautelar, conseguimos decisões favoráveis e por isso o prefeito continua no poder."

A ação de impugnação de mandato tramita em segredo de Justiça. De acordo com Priscila, essa é uma forma de preservar o prefeito e a própria população de Jundiaí. Ontem à noite, o prefeito Miguel Haddad esteve no Varjão, conversando com os moradores e ouvindo suas reivindicações.

fonte: JJ

____________________________________________________________________

O PREFEITO FALA

28/1/2009

Ouvido, ontem à noite, pelo JJ Regional, o prefeito Miguel Haddad mostrou tranqüilidade diante da decisão do juiz Stradiotto, que pediu novamente sua impugnação. "Não há nenhum fato novo. O juiz eleitoral deu a mesma decisão em todas as ações impetradas pela oposição anteriormente. Agora, juntou todas e deu parecer idêntico. Não me parece haver lógica jurídica nisso", disse o prefeito.

Segundo Miguel, "a população tem a exata noção de tudo o que está acontecendo. É bom que se diga, também, que o promotor Mauro Vaz foi contrário à ação. E vejam que é um promotor, é o homem que sempre acusa", lembra Haddad.

Segundo Miguel, "a população pode ter a certeza de que reformaremos essa decisão, como temos reformado todas, no TRE, em São Paulo". Sobre a administração, Miguel disse que continua entusiasmado com seu projeto e trabalhando muito.

"Estamos montando a equipe, tocando os projetos mais emergenciais e fazendo de tudo para o bem de Jundiaí. Não são fatos como esse, que em nada alteram o quadro, que vão tirar o nosso foco, que é o de fazer o melhor pela cidade que nos elegeu com mais da metade dos votos", encerrou.

fonte: JJ

Stradiotto volta a pedir impugnação de Miguel

DIÁRIO OFICIAL

28/1/2009

ALEX M. CARMELLO DECISÃO Sentença do juiz eleitoral de Jundiaí, Marco Aurélio Stradiotto, foi publicada ontem

DECISÃO Sentença do juiz eleitoral de Jundiaí, Marco Aurélio Stradiotto, foi publicada ontem

O juiz eleitoral de Jundiaí, Marco Aurélio Stradiotto, determinou em sentença pela impugnação de mandato do prefeito Miguel Haddad e de seu vice Luiz Fernando Machado, ambos do PSDB. Essa é a sétima cassação sofrida pelo tucano a nivel local. Miguel comentou a decisão e disse que "não há fato novo; o juiz deu a decisão que dá sempre".

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado de ontem. O processo corre sob segredo de Justiça, porém na sentença publicada ontem o juiz afirma julgar "procedente o pedido para cassar o mandato em exercício por M. H. e L. F. M., o que tem como conseqüência lógica a anulação dos votos por eles obtidos no pleito". Os tucanos têm 3 dias para apresentar recurso na 281ª Zona Eleitoral, além de apresentar cautelar para obter efeito suspensivo no TRE no mesmo prazo. Se o efeito suspensivo seja negado, haverá nova eleição.

Stradiotto reiterou os ofícios das outras cassações já enviados ao TRE de São Paulo "para que designe data para novas eleições dentro de 20 a 40 dias do primeiro ofício, sem a participação dos réus", ou seja, sem a candidatura de Miguel Haddad e Luiz Fernando.

De acordo com consultores jurídicos ouvidos pelo JJ Regional, o TRE deverá acatar a liminar de efeito suspensivo nos moldes como feito anteriormente em relação às outras sentenças. "Obtida a liminar, o atual prefeito e vice continuam no cargo, normalmente. Não obtida a liminar (nos termos do art. 224, do Código Eleitoral), tendo em vista que os votos anulados somam mais de 50% dos votos válidos, será realizada nova eleição municipal, no prazo estipulado pela sentença", explicou o consultor jurídico da Câmara Municipal de Jundiaí, Fábio Nadal Pedro. "A perspectiva é de que obtenham a liminar, tendo em vista as decisões anteriores do TRE-SP. Este é o panorama sob o aspecto jurídico", concluiu.


Oposição - A coligação Jundiaí Quer Novas Idéias, representada pelos candidatos Pedro Bigardi (PCdoB) e Cristiano Lopes (PSB), durante às eleições, protocolou no dia 23 de dezembro a ação de impugnação de mandato eletivo, uma semana após a diplomação dos eleitos. O procedimento jurídico visava impedir que o PSDB assumisse a Prefeitura e foi sustentado pelo conjunto das seis cassações sofridas pelo candidato tucano.

Procurado, ontem, Pedro Bigardi preferiu não se manifestar. Já Cristiano Lopes afirmou que a sentença já era aguardada. "Já esperávamos isso até pelo número de irregularidades apontadas durante a campanha. A gente sabe que cabe efeito suspensivo e recurso, mas não dá para ignorarmos mais essa cassação." Ele disse ainda que acredita que até o final da semana o TRE já tenha julgado o pedido de liminar. "Acredito que o pedido de efeito suspensivo deverá ser decidido rapidamente, assim como aconteceu das outras vezes, para não deixar a cidade sem um governante. Acreditamos que o TRE vá julgar os casos e recusar os recursos apresentados até agora", afirmou.

ALINE PAGNAN

fonte: JJ

Sentença cassa mandato do prefeito e pede eleição

Quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 3:54:00
Decisão tomada em dezembro foi publicada apenas ontem e gera impasse

Roberta de Sá

O juiz eleitoral de Jundiaí, Marco Aurélio Sampaio, cassou o mandato do prefeito Miguel Haddad (PSDB) e do vice-prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB), por irregularidades na eleição.

A sentença, embora tenha sido dada no último dia 23, foi publicada ontem no “Diário Oficial” do Estado.

Sampaio, como nas outras seis vezes em que cassou o registro de candidatura dos tucanos, também determinou a marcação de novas eleições na cidade em um prazo de 20 a 40 dias, conforme consta nos ofícios dos processos já enviados ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

A ação de impugnação do mandato de Miguel foi movida em dezembro pelo PC do B, partido do candidato derrotado Pedro Bigardi.

O partido uniu os argumentos das seis cassações em uma única peça jurídica para alegar que o resultado da eleição foi influenciado.

O caso, no entanto, corre em segredo de justiça. Os detalhes da sentença foram disponibilizados apenas para os os advogados do PSDB e PC do B. Por conta disso, Miguel, informou via assessoria de imprensa, que não ia comentar a sétima cassação.

Afastamento gera divergências
Os advogados do PC do B e PSDB divergem sobre o afastamento imediato de Miguel Haddad e Luiz Fernando da prefeitura.

A advogada do tucano, Priscila Bartolo, diz que ele continua exercendo o mandato até que o TRE julgue o recurso que eles pretendem protocolar nesta semana. “O mandato não tem prejuízo, até porque ele já tem uma liminar por causa dos outros seis processos.”

“Esse caso também será revertido”, acrescenta.

Por outro lado, o advogado de Pedro Bigardi, Alberto Rollo, afirma que o tucano para permanecer no cargo precisa de nova liminar.

Segundo ele, se Miguel não conseguir, o presidente da Câmara (José Galvão Braga Campos, o Tico, do PSDB) terá que assumir até que o TRE determine novas eleições. Por assessoria de imprensa, o órgão diz que só vai esclarecer a divergência quando o processo chegar lá.

fonte: BOMDIA

Mandato de prefeito é cassado e justiça pede nova eleição em Jundiaí

Terça-feira, 27 de janeiro de 2009 20:14:00
Miguel Haddad (PSDB) e o vice Luiz Fernando Machado são acusados de corrupção eleitoral; defesa vai recorrer

Agência BOM DIA

O prefeito de Jundiaí Miguel Haddad (PSDB) e o vice-prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) tiveram o mandato cassado pelo juiz eleitoral da cidade, Marco Aurélio Sampaio. A sentença foi publicada nesta terça-feira no "Diário Oficial" do Estado. Essa é a sétima cassação sofrida pelos tucanos.

Veja também
Procurador acompanha MP no recurso sobre cassação

Miguel Haddad e Luiz Fernando foram acusados de corrupção eleitoral. A ação de impugnação do mandato foi movida, em dezembro, pelo PC do B, do candidato derrotado Pedro Bigardi. O partido uniu os argumentos das seis cassações em uma única peça jurídica para alegar que o resultado da eleição foi influenciado.

A advogada do PSDB, Priscila Bartolo, diz que vai recorrer da decisão. O prefeito não quis comentar o caso, porque o processo corre em segredo de Justiça.

Entenda o caso
Miguel e o vice-prefeito, Luiz Fernando Machado, em novembro, tiveram os registros de candidatura cassados e foram multados em 25 mil Ufirs (na época, R$ 26,6 mil) cada um, devido a ações movidas pelo PT, PC do B e Ministério Público, que apontaram uma pesquisa tucana onde eleitores teriam recebido R$ 50 e lanches para participar. O PSDB recorreu.

fonte: BOMDIA

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

9º Fórum Social Mundial Acontece na Amazônia


O 9º Fórum Social Mundial teve seu início nesta terça-feira, 27, marcado por uma marcha com milhares de pessoas étnica e culturalmente diferentes, porém unidas para defender o lema do Fórum: um outro mundo é possível. A caminhada iniciou-se na Escadinha, no cais do porto, e finalizou-se na Praça do Operário, onde o público assistiu um show com bandas locais, além de uma apresentação indígena e um manifesto de apoio à Palestina.

Sediando o FSM 2009, Belém, a capital da região pan-amazônica [Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa] e porta de entrada da Amazônia acolhe nesta semana cerca de 92 mil inscritos de 160 diferentes países dos quatro cantos do globo, que reunidas discutem e pensam soluções para um mundo mais humano, justo, plural e ecologicamente sustentável, a fim de, assim, tornar o evento um pólo irradiador de inteligência coletiva global em luta contra as desigualdades sociais.

Dentre os debates do dia da abertura do Fórum, aconteceu um manifesto que reuniu cerca de 1100 indígenas da região amazônica e 400 da região andina, com o propósito de afirmar a importância de tal população na Amazônia, além de fortalecer seus direitos territoriais e sensibilizar a população. No acontecido os participantes marcharam cantando do centro da UFRA ao campo de futebol e enfileiraram-se de tal maneira que, visto de cima, lia-se “Salve a Amazônia”; cinegrafistas registraram a mensagem de helicóptero.

De acordo com a proposta descentralizadora do encontro que acontece nas universidades de Belém [Universidade Federal Rural da Amazônia e Universidade Federal do Pará], acontecem também durante a semana diversos eventos espalhados pelo mundo, sincronizados e relacionados ao Fórum Social, como o “Espaço Conexão São Paulo – Belém 2009”, que acontecerá na Universidade Unipaulistana, Rua Madre Cabrini, 38 (100 metros do metro Vila Mariana), dia 31 de Janeiro, sábado, das 11h às 17h e contará com uma conexão via Skype durante as três primeiras horas, também serão debatidos temas similares aos do FSM com o público presente.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Cidade está ao lado do ‘palco de lazer’

Domingo, 25 de janeiro de 2009 1:04:00
Moradores ‘transitórios’ são unânimes em afirmar que a diversidade de entretenimento na Capital é o maior atrativo

Márcio Souza

É unânime. Os cinco entrevistados para esta reportagem apontaram a variedade de opções de entretenimento como a maior vantagem de viver e trabalhar na capital.

“A variedade de cinema, teatro e gastronomia. Este é o tripé que me mantém morando em São Paulo”, diz o produtor jundiaiense Raphael Gomes.

Já o advogado Miguel Barbado cita a grande quantidade de bares e shoppings como atrativo.

“Há sempre um lugar para ir, não importa qual seja o horário ou a região onde você vive”, diz.
Os shows de grandes artistas nacionais e internacionais também contam pontos para a capital na hora de decidir onde é melhor viver.

“O custo para se divertir na capital também é menor, se analisarmos proporcional a renda média salarial”, diz o contador Fábio Rodrigues de Lima, que trabalha há quatro anos e meio na maior cidade do país.

Já o paulistano que trabalha em Jundiaí, Norberto Mazzo, cujo hobby é comprar discos antigos, a variedade de lojas especializadas que ele encontra na capital também faria falta em sua vida se ele morasse em Jundiaí.

“Em São Paulo é possível comprar quase tudo. Nunca precisei de nada que não estivesse à venda na capital”, diz.


Vantagens
Viver em Jundiaí também tem as suas vantagens, na opinião dos entrevistados.

“O clima de interior e o ar mais puro que respiramos aqui são duas delas”, disse Norberto.

“Eu gosto da facilidade de locomoção. Chego na maioria dos meus destinos em no máximo 20 minutos. Na capital isso é quase impossível”, diz Fábio.

Qualquer comparação, no entanto, deve levar em conta o tamanho das duas cidades. Mesmo assim, a diferença poderia ser menor.

Para citar um exemplo, enquanto na capital há 280 salas de cinema, em Jundiaí são sete.

fonte: BOMDIA

Projeto prevê represa com 12,5 bilhões de litros de água

LONGO PRAZO

25/1/2009

Informações da DAE de Jundiaí colocam a cidade com índices de referência no saneamento brasileiro. De acordo com o site da empresa, a DAE leva água tratada a 98% dos domicílios da cidade, sendo que na zona urbana o índice alcança os 100%. Com relação à coleta e afastamento de esgoto, os índices chegam aos 97%, sendo que desses 100% é tratado. O lodo proveniente do tratamento não é destinado a aterros sanitários. O material passa por um processo de secagem, sanitização e reciclagem. Em seguida é encaminhado para fazendas com plantação de cana-de-açúcar e eucalipto (produtos sem consumo direto do ser humano), para ser usado como adubo.

Por esse programa, Jundiaí é considerada "a cidade bem-sucedida na área de saneamento público no Brasil", tornando-se exemplo em responsabilidade ambiental. O Plano Diretor apresentado no final de 2008 prevê garantia de água para Jundiaí até o ano de 2038. Nessa previsão foi levada em conta a duplicação da represa de acumulação. Com as obras em andamento, a reservação passará de 5,5 bilhões para 12,5 bilhões de litros. "É um projeto a longo prazo para garantir água à cidade para aproximadamente 40 a nos", cita o presdidente da DAE, Wilson Engholm.

fonte: JJ

Boa performance do servidor renderá prêmios

Domingo, 25 de janeiro de 2009 1:06:00
O novo secretário de RH pretende que o funcionário público tenha nova ‘cara’

Roberta de Sá

Implantar a escola de governo e premiar os bons servidores públicos são os desafios propostos pelo novo secretário de Recursos Humanos de Jundiaí, Carlos Umberto Rossi, para a área.


Depois de passar seis anos na empresa Astra como gerente de RH, o administrador de empresas assume seu primeiro cargo de alto escalão no município, objetivando mudar a ‘cara’ do funcionário público da cidade.

“Além de capacitar o servidor com a escola de governo, a idéia é fazer com que haja um envolvimento de todos com suas funções, o que vai melhorar a qualidade do serviço prestado ao jundiaiense”, diz.

Ele não quer mais ouvir falar que o funcionário está desmotivado e que o cidadão anda decepcionado com o servidor.

Contudo, como não conseguiu concluir o diagnóstico da pasta, Carlos ainda não formulou ações concretas para dar andamento aos seus projetos.

No entanto, ele já acredita que haverá necessidade de mudar algumas normas que regem o funcionalismo para implantar uma nova avaliação de desempenho.

“Todas as secretarias trabalharão com metas e prazos”, explica.

“Vamos premiar a qualidade do serviço e o cumprimento dos cronogramas, como prevê o modelo gestão de resultados que Miguel Haddad [prefeito] vai implantar.”

O que também falta ser estudado, segundo ele, é se o “prêmio” será em dinheiro para ser revertido para a pasta ou será dada uma gratificação individual. “A previsão é que implantamos tudo isso a curto e médio prazo.”

Para Carlos, que trabalha na área de RH há 35 anos, sua experiência no setor privado será fundamental para as mudanças previstas.


Reajuste é o primeiro problema
O secretário de RH, Carlos Umbeto Rossi, já tem em fevereiro duas demandas para resolver.

A primeira é a discussão dos reajustes salariais dos cerca de seis mil funcionários públicos. A outra é a retomada dos trabalhos da Comissão de RH formada o ano passado, para a discussão do Plano de Cargos e Carreiras.

“Nossa data-base é o mês que vem e desta vez, queremos que ela seja respeitada”, diz a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Eleni Mossin Fávaro.

Ela articula para os próximos dias a assembléia dos trabalhadores para definir o índice de aumento que será pedido, além de novos benefícios.
“Já no início do mês, queremos voltar a discutir o Plano de Carreiras. Apesar do trabalho de levantamento das mudanças feita o ano passado, alguns enquadramentos não foram feitos”, frisa.

fonte: BOMDIA

Wilson Engholm: conheça o novo senhor das águas

NOVO GOVERNO

25/1/2009

ALEXANDRE MARTINS ECONOMIZEM! Engholm quer conscientizar a população

ECONOMIZEM! Engholm quer conscientizar a população

Baixar drasticamente a taxa de desperdício de água na cidade. Este é um dos principais desafios encarados pelo novo diretor-presidente da DAE de Jundiaí, Wilson Engholm. Ele assumiu o cargo na última semana em substituição a Eduardo Palhares e já prevê como meta reduzir de 36% para 20% o índice de perda desde a origem do fornecimento de água até o ´pós-hidrômetro´.

Estima-se que o índice nacional de desperdício, de 39%, seja resultado da má utilização da água e da falta de educação sanitária. O desconhecimento, a falta de orientação e informação aos cidadãos são os principais fatores que levam ao desperdício, que ocorre, na maioria das vezes, nos usos domésticos. Existem também as perdas decorrentes da deficiência técnica e administrativa dos serviços de abastecimento de água, provocadas, por exemplo, por vazamentos e rompimentos de redes.

São justamente nessas frentes que Engholm planeja atuar. "Acho 20% uma meta excepcional. Isso também diminuiria os custos certamente. O trabalho tem de ser de conscientização e fiscalização contra as conhecidas ´gambiarras´", analisa. "Não se pode só pensar em produzir. É preciso produzir com qualidade."


A escolha - Homem de confiança do prefeito Miguel Haddad (PSDB), Engholm tem 57 anos, é casado e tem um filho. É formado em Economia e Ciências Contábeis. Ele já trabalhou com o tucano nas duas gestões anteriores, como secretário de Finanças. Depois acompanhou Miguel em cargo na FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) do Estado.


Não tem volta - Na campanha eleitoral, foi o responsável pela prestação de contas do PSDB. Tamanha fidelidade lhe rendeu um dos cargos mais disputados entre os partidos que apoiaram os tucanos nas eleições. "É uma empresa que representa uma imagem à altura da cidade para todo o Brasil. Teremos muito trabalho para a manutenção deste status", salienta.

Em sua primeira entrevista como novo presidente da DAE, ele descartou a hipótese da empresa de economia mista passar novamente ao comando total da Prefeitura. O tema foi um dos mais discutidos durante a campanha eleitoral, já que, atualmente, há gastos com tributação. "A empresa se mostrou mais eficiente, apesar do ônus tributário, com este formato jurídico", analisa.


A primeira semana - Os primeiros dias de trabalho à frente do cargo foram de decisões corriqueiras, segundo o presidente. "A máquina da DAE já estava bem ajeitada. A equipe é muito bem formada e não vamos ter grandes alterações no modo de agir." Engholm enfatiza o bom relacionamento com José Carlos Sacramone, ex-secretário de Transportes, que foi nomeado como superintendente da empresa. "Trabalhamos juntos por 8 anos, nas outras duas administrações do Miguel. Há uma sinergia muito positiva entre a gente. Existe neste dupla, além da amizade, muito respeito profissional."

THIAGO GODINHO

fonte: JJ

Situação loteia comissões e oposição fica de fora

Domingo, 25 de janeiro de 2009 1:11:00
A lista está fechada há semanas; Paulo Sérgio Martins é o mais beneficiado

Roberta de Sá

Os 12 vereadores da situação lotearam as presidências das 14 Comissões Permanentes do Executivo e deixaram de fora a oposição.

Apesar da escolha oficial dos nomes estar prevista para o dia 3 de fevereiro, quando começam as sessões ordinárias, o BOM DIA apurou que a situação, por ser maioria na Casa, fechou a lista faz algumas semanas.

As Comissões consideradas as mais importantes, Justiça e Redação, e Economia, Finanças e Orçamento - que formam a Comissão Mista durante a avaliação do Orçamento - ficaram com Paulo Sérgio Martins (PV) e Marcelo Gastaldo (PTB), respectivamente.

Paulo Sérgio também ficou com o comando da Comissão de Segurança Pública, por ser delegado de polícia.

Além dele, Júlio César de Oliveira (PSDB), e Mingo Fonte Basso (PSDC) acumularam a presidência de dois grupos.

Julião foi escolhido para Transportes e Trânsito, e Ética e Decoro Parlamentar, enquanto Mingo ficou com as Comissões de Defesa da Criança, do Idoso e da Pessoa Portadora de Deficiência, e de Participação Legislativa. (Veja mais no quadro acima)

Ontem, Mingo confirmou a existência da lista, no entanto, falou uma nova discussão será feita e, talvez, os nomes não sejam mantidos.

Ele não confirmou que a nova discussão estaria ligada a pressão dos quatro vereadores da oposição que também querem estar nas presidências.

“Estava mais ou menos decido, mas outra discussão deve ocorrer no dia 3 e só depois será definido. Não posso mais dizer se serei presidente de dois grupos”, frisa o parlamentar.


PT e PDT rechaçam bloqueio dos cargos
A oposição - PT e PDT - diz que não aceita a suposta divisão. Cada partido, que tem duas cadeiras no Legislativo, pretende conseguir pelo menos a presidência de uma Comissão.

“Estamos aguardando para resolver isso. Mas como nós temos dois vereadores, temos o direito, assim como o PT”, fala José Dias (PDT).

Já o petista Durval Orlato, preferiu não comentar a lista.

Contudo, ele adianta que se a legenda não conseguir o comando de um grupo, vai exigir que seja respeitado o Regimento Interno da Câmara, que fala sobre a proporcionalidade.

“Como o artigo não especifica que deve ser respeitada a proporcionalidade só na escolha dos membros, fica claro que a determinação também é válida para a presidência. Então, teremos direito a uma, pelo menos”, diz.

A situacionista Ana Tonelli (PMDB) adianta que um acordo pode ser feito. “As lideranças podem se reunir e acertar isso da melhor maneira. Não tem nada de oposição de fora. Nós vamos conversar direito”, frisa.

O presidente da Casa, José Galvão Braga Campos, o Tico (PSDB), apesar de não poder interferir, também aposta em um acerto entre os partidos, antes da sessão.

fonte: BOMDIA

sábado, 24 de janeiro de 2009

Futuro de Jundiaí está ‘nas mãos’ do TRE

Sábado, 24 de janeiro de 2009 7:01:00
Juízes retornaram ao trabalho, mas casos de Miguel e Bigardi continuam sem data para sair

Roberta de Sá

O futuro político de Jundiaí começa definido com a volta das sessões de julgamento no TRE (Tribunal Regional Eleitoral).


Além dos seis processos de cassação do prefeito Miguel Haddad (PSDB), está na dependência do órgão a convocação de Pedro Bigardi (PC do B) para assumir a cadeira de deputado estadual. Os juízes retornaram aos trabalhos no último dia 20. No entanto, os casos da cidade não têm data definida para serem julgados.

As sessões ocorrem todas as terças e quintas-feiras e a qualquer momento, depois que os relatores dos processos entregarem as ações para a coordenadoria da corte de julgamento, eles podem receber as sentenças.

“Estamos na espera. Até agora só a primeira cassação sabemos que foi analisada pelo relator dia 19. Mas não temos a informação se o processo já foi para a coordenadoria”, diz a advogada do PSDB, Priscila Bartolo.

Diferente do período eleitoral, ela não faz mais plantão no Tribunal para esperar decisões.

“Agora somos comunicados pelo ‘Diário Oficial’. Não há mais nada o que fazer, além de conter a ansiedade e aguardar, embora as expectativas sejam boas.”

O candidato derrotado a prefeitura Gerson Sartori (PT), que aguarda os casos de Miguel na esperança de que haja novas eleições, também não se arrisca a prever um tempo para os julgamentos.

Já Bigardi acha que ainda neste semestre tudo será sentenciado.

Quanto ao seu processo para tomar posse na Assembléia Legislativa, a expectativa é que na próxima semana ele seja convocado para assumir o cargo. “O TSE [Tribunal Superior Eleitoral] determinou decisão imediata.”

fonte: BOMDIA

Apenas um CC por família

NEPOTISMO

24/1/2009

Ex-funcionários da Prefeitura e autarquias municipais com parentes nomeados pelo prefeito Miguel Haddad (PSDB) estão sendo avisados que não retornarão mais ao trabalho.

O motivo é o cumprimento de decreto assinado recentemente pelo chefe do Executivo para ampliar a ação da chamada lei antinepotismo em Jundiaí. "Não poderá existir nenhum tipo de nepotismo cruzado. Na própria nomeação, a pessoa assina a declaração que não tem nenhum parente, exceto se for estatutário", garante o secretário da Casa Civil, Juca Chaves Rodrigues.

Segundo ele, as nomeações estão ocorrendo paulatinamente e cada caso está sendo analisado individualmente. Entre 15% e 20% dos cargos comissionados (CCs) se enquadravam na situação de nepotismo, mas ainda não se sabe como essas vagas devem ser preenchidas.

fonte: JJ

Fiéis ao prefeito, Kachan e Rosa conquistam cargos

ábado, 24 de janeiro de 2009 6:48:00
Ex-vereadores são nomeados por Miguel e terão salários de R$ 4 mil

Roberta de Sá


Dois ex-vereadores foram contratados como assessores especiais da prefeitura.
A nomeação de José Antônio Kachan (PSB) e Adilson Rosa (PR) foi publicada ontem na “Imprensa Oficial”. Por serem cargos de comissão de nível 3, ambos receberão salários de R$ 4.057,87.

O PR, partido da qual Rosa é presidente, foi um coligados de Miguel Haddad (PSDB), durante o período eleitoral. Ele foi candidato a reeleição, mas não conseguiu uma cadeira na Câmara.

Já Kachan sempre foi aliado das administrações tucanas, tanto que quando o seu partido rachou com o PSDB e resolveu apoiar Pedro Bigardi (PC do B), ele desistiu de concorrer ao pleito.

Os dois começam a trabalhar no Paço Municipal na segunda-feira. A função que exercerão, no entanto, a prefeitura, via assessoria de imprensa, não informou.
Só foi explicado que eles já demonstraram capacidade administrativa na prefeitura e na Câmara. “Todos têm experiência, são de confiança do prefeito [Miguel Haddad] e vão poder contribuir com a administração.”

Ontem, Rosa disse que nem sabia que a sua nomeação já havia sido publicada.
“Na segunda-feira, então, vou lá ficar a par do que vou fazer. Sei que estarei ligado à Casa Civil”, frisa.

Segundo ele, o convite “para fazer parte da administração” foi feito por Miguel em dezembro. Porém, só no início da semana houve o contato com o secretário da Casa Civil, Juca Rodrigues, para acertar o cargo. “Não tem nada a ver com o partido, fui escolhido porque tenho competência.”


PSB vai discutir a contratação
A ida de José Antônio Kachan (PSB) para a prefeitura, para colaborar com a administração do tucano Miguel Haddad (PSDB) será motivo de uma reunião da diretoria executiva do PSB.
Ontem, o presidente do partido, Oswaldo José Fernandes, que ainda não estava sabendo da contratação, afirmou ao BOM DIA que após falar com a diretoria, emitirá uma opinião à respeito.

Kachan não foi encontrado para falar sobre sua contratação. Mas sua mulher, Lúcia Kachan, candidata a vereadora derrotada pelo PSDB, falou que ele foi convidado por “merecimento”.

“Ficamos sabendo ontem [quinta-feira] e estamos felizes. Na segunda-feira, às 9h, ele vai acertar qual será o seu papel na prefeitura.”

Para ela, Kachan poderá continuar atuando junto ao público.

“Isso vai ajudá-lo porque daqui a quatro anos, ele quer voltar a ser vereador.”

fonte: BOMDIA

Miguel chama equipe de fiéis para assessorá-lo

NOVO GOVERNO

24/1/2009

RUI CARLOS ADILSON ROSA

ADILSON ROSA "Sinceramente não estava esperando. Vou acertar qual será minha situação"

Dois ex-vereadores que apoiaram a candidatura do prefeito de Jundiaí, Miguel Haddad (PSDB), durante a campanha eleitoral, foram nomeados ontem, na Imprensa Oficial do Município, para cargos de assessoria especial do político.

Apesar de não reeleitos na Câmara, José Antônio Kachan (sem partido) e Adilson Rosa (PR) tiveram como recompensa pela fidelidade eleitoral vagas privilegiadas no Paço Municipal, com salários que podem chegar aos R$ 5,6 mil somados a benefícios. Ambos iniciam as atividades na próxima segunda-feira.

A nomeação foi publicada na Imprensa Oficial sem que os próprios políticos fossem previamente avisados. Tanto que ambos ainda não sabem ao certo quais funções ocuparão exatamente no Executivo. "A gente sabe que há um time grande para compor os cargos e, sinceramente, não estava esperando. Na segunda-feira vou acertar qual será minha atuação", revelou Rosa, que é presidente do PR local.

O republicano tem apenas a informação que trabalhará na assessoria de gabinete do secretário da Casa Civil, Juca Chaves Rodrigues. Rosa fez 1.532 votos na campanha para reeleição ao Legislativo, mas não atingiu o número necessário exigido pelo quociente eleitoral de sua coligação. Durante o mandato do ex-prefeito tucano, Ary Fossen, o político chegou a declarar oposição ao governo. Às vésperas do pleito, no entanto, reuniu a imprensa para anunciar apoio do PR a Miguel.


Até o fim - A situação de Kachan é ainda mais curiosa. Ainda filiado ao PSB no ano passado, o ex-vereador ficou em delicada situação após a sigla declarar oposição a Miguel na campanha eleitoral. Ferrenho defensor das administrações tucanas, Kachan abriu mão de concorrer na Câmara e apoiou a esposa tucana, Lúcia Kachan, que também não conseguiu se eleger. O fato culminou com a saída do político da legenda socialista. Ontem, por telefone, Lúcia afirmou que a opção pela nomeação do marido ocorreu após uma escolha da família. "Foi colocado para escolhermos ou eu ou ele. Como não quero que ele largue a política, abri mão, já que tenho certeza que ele volta à Câmara daqui a quatro anos", enfatizou.

Ela disse que o marido também não foi avisado exatamente sobre a atuação no Paço Municipal e que uma reunião na segunda-feira definirá a situação. "Provavelmente seja na assessoria direta do Miguel, no oitavo andar do Paço. O objetivo é que ele continue a colaborar com a administração, atendendo a população." Juca Rodrigues justificou o intuito das nomeações de Kachan e Rosa sob dois aspectos. "Os dois têm experiências administrativas. Um na Prefeitura e outro na Câmara. São pessoas que vão assessorar o prefeito na parte política", explicou.

Sobre o imbróglio em que Kachan esteve envolvido antes da eleição, Juca analisou que o político "fez sua opção, uma escolha pessoal". "Ele como outros são pessoas leais ao prefeito que têm muito a contribuir e, por isso, foram nomeadas", disse o secretário da Casa Civil.

Vagas estratégicas - Os cargos de assessoria especial da Prefeitura são usados com freqüência para contemplar acordos político-partidários de campanha e beneficiam apoiadores que acabaram ficando de fora de secretarias e diretorias. Também ontem, foi renomeado em vaga idêntica Geraldo Luiz Cemenciato, ex-secretário de Obras na gestão do tucano André Benassi.

THIAGO GODINHO

fonte: JJ

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Marido renunciou à candidatura de prefeito para não ser cassado / Vereadores reprovam ação da prefeita

O marido da prefeita eleita de Jarinu, Antonio Clarette Lorencini, conhecido na cidade como Toninho Lorencini, foi prefeito do município por dois mandatos e vereador por quatro mandatos na Câmara Municipal. No ano passado, o ex-prefeito desistiu de concorrer nas eleições a prefeito, por estar sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelas contas de 2004 rejeitadas pela Câmara Municipal e pelo Tribunal de Contas.

Com isso, faltando menos de um mês para eleição, Toninho renunciou a candidatura e colocou sua mulher em seu lugar. A estratégia da coligação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) deu certo e Fátima Lorencini foi eleita a primeira prefeita de Jarinu.

Mauro Utida

fonte: AVerdade

_________________________________________________________________________________________________

A Câmara Municipal de Jarinu realizou a primeira sessão do ano de olho na ação da prefeita Fátima Lorencini (PTB) em nomear seu marido, o ex-prefeito Toninho Lorencini e suas duas filhas, aos cargos de secretários na prefeitura. O presidente da Casa e irmão do ex-prefeito envolvido no plano de transição da prefeita, Jânio Lorencini (PTB), reprovou a ação da cunhada. “A Câmara é a favor da lei. Não há condições de mudar isso, nem mesmo a Câmara dos vereadores”, declarou.

Jânio Lorencini, lembrou que na legislação passada os vereadores aprovaram o projeto de lei que proíbe a prática de nepotismo dos poderes públicos da cidade. “Ninguém pode passar por cima da lei”, disse.

O ex-presidente da Casa e vereador reeleito Edson Ferreira Lima “Negão” (PMDB) também reprovou a tentativa da prefeita nomear seus parentes. “A prefeita precisa cumprir a lei”, ressaltou.

A prefeita de Jarinu conta com uma maioria da bancada a seu favor. Dos nove vereadores, cinco são de sua coligação.

Mauro Utida

fonte: AVerdade

Prefeita confronta Ministério Público para nomear Toninho e filhas, para secretarias

ESTRANHO

O casal, Fátima e Toninho Lorencini (ao centro), e mais duas filhas, deverão ser companheiros de trabalho
A prefeita eleita de Jarinu, Maria de Fátima Moura Lorencini (PTB), entrou com uma ação no Fórum Municipal para nomear o marido, o ex-prefeito Toninho Lorencini e as filhas Elisângela Lorencini e Eliane Lorencini, para cargos de agentes políticos na Prefeitura Municipal. Esta ação, declaratória com pedido de antecipação de tutela, foi uma espécie de “blindagem” que a prefeita encontrou para fazer as contratações de forma legal e se proteger contra um futuro processo da oposição.

O Ministério Público, através da promotora Kátia Pinheiro Rodrigues, e a juíza da vara distrital de Jarinu, Renata Marques de Jesus, manifestaram-se contra a nomeação dos familiares, usando como base a lei que coíbe a prática do nepotismo. A decisão foi publicada no Diário Oficial, no último dia 13.

Apesar da decisão contrária da Vara Civil de Jarinu, a prefeita afirmou na ação que nomeará seus familiares. Conforme trecho do documento analisado pela Justiça, Fátima “não está, por meio desta ação, a pedir permissão do judiciário para poder nomear este ou aquele para este ou aquele cargo – ela o fará!”.

A intenção da prefeita, conforme informou o advogado Paulo Roberto Annoni Bonadies, é nomear o marido Toninho Lorencini, que é ex-prefeito de Jarinu, para o cargo de secretário de Governo. As filhas do casal, Elizângela e Eliane serão nomeadas secretárias de Administração e de Planejamento, respectivamente. “Toninho conta com a experiência de dois mandatos na prefeitura e quatro na Câmara Municipal ocupando todos os requisitos para ser nomeado, assim com suas filhas que são formadas e com experiências em setores públicos”, salientou Bonadies.

Conforme a assessoria de comunicação da prefeitura informou, a nomeação dos novos secretários deve ocorrer até a próxima sexta-feira, dia 23.

Um dos principais motivos para que a prefeita de Jarinu entrasse com a ação declaratória com pedido de antecipação de tutela, segundo Bonadies, foi o de evitar uma futura ação jurídica da oposição contra as suas nomeações. A promotora recusou o pedido da ação por não existir provas e a juíza seguiu a mesma linha de pensamento.

O maior impasse entre a prefeita e o Ministério Público é a súmula vinculante nº 13, que veda a prática do nepotismo. Segundo o advogado Bonadies, houve um pedido, por meio da ação, para que a juíza não proibisse, conforme a lei, a nomeação de parentes como agentes políticos. De acordo com o advogado da prefeita, os agentes políticos são auxiliares direto do chefe do executivo e não estão incluídos na lei do nepotismo. “Tanto a juíza como o Ministério Público não lembraram que o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) deixou de fora da súmula vinculante os agentes políticos”, disse.

De acordo com o processo, tanto a promotoria quanto a juíza, não compartilham do mesmo entendimento do advogado de Fátima Lorencini. Ambas entendem que pela lei que coíbe a prática do nepotismo, a prefeita não poderá nomear os parentes para os cargos públicos da prefeitura municipal.

Para o advogado, a decisão do poder judiciário municipal não prejudicará a ação, que “é totalmente independente da nomeação”.

A prefeita tem ampla liberdade para nomear seus agentes políticos”, declarou ele.

Mauro Utida

fonte: AVerdade

Compra de voto (segunda parte)

Terminei o último artigo assim: “O que é a compra de votos, qual sua definição e como combatê-la?” É disso que trataremos hoje. Em 1997, a população brasileira – sim, nós mesmos -, e algumas entidades como a OAB e a CNBB se organizaram, recolheram mais de um milhão de assinaturas e a lei 9.840 foi aprovada pelo Congresso Nacional. Essa lei proíbe e pune duas coisas: compra de voto e uso da máquina administrativa.

A compra de voto acontece quando “o candidato doar, oferecer, prometer ou entregar, ao eleitor, como fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza”. Seja ela uma pizza, um churrasco, cestas básicas, material de construção, ou mesmo brindes como camisetas, chaveiros e bandeiras. Mais de 600 políticos já foram cassados desde as eleições de 2000, sendo que no Estado de São Paulo foram 55 até agora. Já foram cassados desde vereadores até governadores.

As denúncias podem ser feitas por qualquer um de nós e o exemplo do disque denúncia mostra como esse tipo de participação popular ajuda em muito o Estado. Precisamos popularizar o disque denúncia eleitoral. A ação acontece em duas frentes: mostrar o que é a lei e utilizar as ferramentas de denúncia. É aqui que entidades e o poder público devem trabalhar.

Como já foi dito, as igrejas, dioceses, OAB local e demais entidades tem o dever de auxiliar no processo de denúncia – afinal foram elas que lutaram pela criação da lei. Devemos juntar o máximo de documentos, testemunhas, fotos e vídeos (hoje os celulares contribuem com isso). Depois disso devemos levar o material para o cartório eleitoral que auxiliará no encaminhamento para o Ministério Público.

Vimos aqui vários pontos importantes: 1)O que é a compra de voto; 2) Compra de voto acontece em muitos lugares do Brasil; 3) Em vários deles a população está conseguindo denunciar e vendo a Justiça punir os políticos infratores; 4) OAB, Igrejas e ONGs precisam se engajar e 5) Nós devemos denunciar! Mais informações: www.lei9840.org.br

Henrique Parra Parra Filho é presidente da ONG Voto Consciente, de Jundiaí

fonte: AVerdade

Compra de Voto – 1ª Parte

Ele sabia que naquele dia não precisaria pagar nada. Era noite de festa e estava tranqüilo. Não iria votar no candidato por causa daquilo. Não ia! Mas iria votar de qualquer forma! Claro!!

Queria deixar isto bem claro para todos ali. Mas a noite era de festa. Estes pensamentos não cabiam naquele momento. O papo nem era este. Aliás ali ninguém pensava naquilo, era como ir a um evento. Era uma festa! Ele tinha de aproveitar as pizzas, o choppinho e os amigos.

O tema deste artigo não é sobre pizzadas muito menos sobre confraternizações entre amigos. O tema aqui é “compra de voto”, assunto muito sério e pra lá de indigesto.

Deixando, por um momento, as descrições de lado, vou mostrar qual será nosso caminho aqui: em primeiro lugar minha intenção é mostrar como a compra de voto não é um fato específico ou localizado e muito menos uma prática gastronômica.

Para isto farei uso de uma importante pesquisa realizada pela Transparência Brasil em 2006. Em seguida a conversa será sobre o que é a compra de voto. Neste ponto usarei a importante lei de iniciativa popular (é isso mesmo, a população é que fez essa lei!).

Voltemos ao primeiro ponto, portanto. Segundo a pesquisa realizada em 2006, nas eleições daquele ano mais de 8,3 milhões de eleitores sofreram ofertas reais, e insistentes, para venderem seus votos. Isso equivale a 8% dos eleitores brasileiros. Vale dizer que a mesma pesquisa foi realizada em 2002 e naquele ano, 3% dos eleitores foram assediados. O problema está crescendo.

Alguns mitos derrubados pela pesquisa: este não é um problema do Norte-Nordeste apenas. No Sudeste, em 2006, 6% dos eleitores reclamaram deste tipo de corrupção. Além disso, ao contrário do que se pensa, os eleitores mais pobres e menos escolarizados não são os mais vulneráveis às práticas ilegais. Esta pesquisa está disponível no blog da ONG Voto Consciente: www.votoconsciente-jundiai.blogspot.com)

Bem, o número é expressivo: 6% podem definir mesmo quem será eleito ou não, o que mostra que o problema é real e importante. O que é a compra de votos, qual sua definição e como combatê-la? Não percam os próximos capítulos com menos pizzas e mais votos conscientes.

Henrique Parra Parra filho - Coordenador-Geral da ONG Voto Consciente,
núcleo Jundiaí - henrique.parra@hotmail.com

fonte: AVerdade

A cadeira de Pedro Bigardi está nas mãos do TRE

ASSEMBLÉIA

23/1/2009

DIVULGAÇÃO VAZ DE LIMA Tucano é presidente do Poder Legislativo de SP: espera decisão do TRE

VAZ DE LIMA Tucano é presidente do Poder Legislativo de SP: espera decisão do TRE

O presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, Vaz de Lima (PSDB), não vai empossar o engenheiro Pedro Bigardi (PCdoB) como deputado estadual até que tenha um posicionamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) sobre o caso de infidelidade partidária que envolve o político de Jundiaí.

Anteontem, o ministro Arnaldo Versiani, do TSE, determinou a remessa ao TRE-SP de pedido feito por Bigardi, eleito quarto suplente de deputado estadual pela coligação PT-PCdoB, em 2006, para suspender decisão da Assembléia, que concluiu pela cassação do direito à suplência, por infidelidade partidária. "Recebi ofício do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) via fax apenas para eu tomar ciência do fato. Mas, só dou posse se houver ordem direta do TRE", afirmou o tucano, presidente da Assembléia.

A decisão da Assembléia, segundo o próprio presidente da Casa, foi tomada pelo fato de Bigardi ter trocado o PT pelo PCdoB, em 2007, sem apresentar justa causa. Quatro dos sete políticos que substituíram deputados eleitos prefeitos em 2008 foram empossados. Porém, Bigardi foi ignorado para que Carlos Neder (PT) ficasse com a vaga.

O engenheiro acusa a Assembléia Legislativa de ter ultrapassado a competência da Justiça Eleitoral para decidir sobre o caso. A determinação do ministro torna "definitiva a posse do reclamante (Bigardi) até decisão da Justiça Eleitoral, a ser proferida em eventual processo judicial de apuração de desfiliação imotivada".

Vaz de Lima, por sua vez, avalia que o TSE se diz "incompetente para analisar o caso" e determinou que o "TRE julgue o processo". "Estão tentando dar um caráter de liminar sobre a decisão do TSE que não existe. Se o TRE mandar a decisão, aí sim, dou posse na hora. Mas, vamos lembrar que no começo do mês nenhum dos tribunais emitiu a liminar pedida pelo PCdoB", afirmou.


Os dois lados - Apesar da postura do presidente da Assembléia, Bigardi disse ontem estar confiante que possa ter uma decisão a seu favor em São Paulo. "Tudo deve se resolver nos próximos três ou quatro dias."Outro lado interessado no vaivém das cadeiras da Assembléia, o petista Carlos Neder não foi encontrado ontem para comentar o assunto até o fechamento desta edição. Recados foram deixados no seu gabinete e telefone celular, sem retorno, contudo. Em seu blog na internet há fotos do dia da posse como deputado estadual, realizada em 9 de janeiro, e nenhuma referência à possível perda da cadeira para o político jundiaiense.


THIAGO GODINHO

fonte: JJ

Vaz de Lima aguarda TRE para dar vaga a Pedro Bigardi

Sexta-feira, 23 de janeiro de 2009 1:20:00
Presidente da Assembléia só entrega cargo a jundiaiense se for notificado

Roberta de Sá


O presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, Vaz de Lima (PSDB), aguarda determinação do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) para dar posse a Pedro Bigardi (PC do B) como deputado estadual.

O TRE, no entanto, ainda espera a chegada do pedido feito anteontem pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que manda o órgão estadual – por não ser de sua competência – determinar que a Assembléia chame Bigardi para assumir imediatamente a cadeira.

Até a tarde de ontem, o pedido não havia chegado.

Bigardi (quarto suplente) foi impedido de tomar posse porque Vaz convocou o quinto suplente, Carlos Neder (PT), sob alegação de infidelidade partidária. O jundiaiense, em 2007, trocou o PT pelo PC do B.

“Enquanto não vier um documento do TRE, quem vai continuar com o cargo é Neder”, diz.

“Estou esperando. Se errei, vou cumprir a decisão judicial”, afirma.

Vaz voltou a justificar que sua ação foi jurídica e não política. “Fui notificado pelo PT que Bigardi deixou o partido sem justa causa e chamei Neder.”


‘Daqui a dois ou três dias assumo’
Ontem, junto com advogados, ele protocolou na Casa uma petição para que seja cumprida a determinação do TSE e revogado o ato que chamou o petista Carlos Neder. “A decisão é clara. Agora é só uma questão burocrática”, afirma.

“No entanto, é claro que o Vaz de Lima [presidente da Alesp] pode esperar o encaminhamento do TRE. Mas o quanto antes corrigir esse erro, mais evitará prejuízos”.

Carlos Neder foi procurado para comentar o caso, mas não foi encontrado pelo telefone.

O diretório estadual do PT informou, via assessoria de imprensa, que o partido tem convicção de que é o dono do mandato e, por isso, vai utilizar todos os recursos jurídicos possíveis para ficar com a cadeira.

“Já é previsto que entrem com processo de infidelidade partidária no TRE. Isso é um direito deles. O que foi um erro foi o Vaz de Lima ter me julgado, o que não cabe a ele”, diz Bigardi.

fonte: BOMDIA

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Contratação de assessora da Câmara gera polêmica

Segue matéria do jornal BOMDIA. O caso é o exemplo do que a ONG Voto Consciente já apontava em "Comunicado Antinepotismo" do dia 15 de Janeiro.

O Decreto Municipal a ser editado pelo Prefeito não acaba com todos os casos de nepotismo na Executivo e não afeta em nada os outros poderes.
Com isso, ainda há brechas para a prática.

Entenda melhor o caso: Especial - Nepotismo
Leia o comunicado: Comunicado Antinepotismo
____________________________________________________________________

Quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 2:05:00

Alba Maria é mulher de João Carlos Figueiredo, do alto escalão da prefeitura

Roberta de Sá


A contratação da mulher de um funcionário do primeiro escalão da Prefeitura de Jundiaí como assessora parlamentar na Câmara colocou os poderes Executivo e Legislativo em uma saia justa.

Alba Maria Prado Corrêa Figueiredo, mulher do presidente do Iprejun (Instituto de Previdência de Jundiaí), João Carlos Figueiredo, foi contratada pelo Legislativo como chefe de gabinete de Paulo Sérgio Martins (PV).

A nomeação de Alba Maria foi publicada na “Imprensa Oficial” no último dia 9 de janeiro.

João Figueiredo, que ocupava o mesmo cargo na administração passada e estava exonerado desde 31 de dezembro, foi anunciado pelo prefeito Miguel Haddad (PSDB) no dia 15, ou seja, uma semana depois que sua mulher foi contratada pela Câmara.

No dia 10, Miguel Haddad anunciou a a criação de um decreto que proíbe a contratação de parentes de vereadores.

Mas o decreto, que só deve ser publicado amanhã, não vale para a Câmara, quando ela pretende contratar um parente de um agente político da prefeitura e isso gerou dúvidas entre os dois poderes.


Tico espera pela publicação
O presidente da Câmara, José Galvão Braga Campos, o Tico (PSDB), não vê o caso como nepotismo cruzado. No entanto, como não conhece o teor do decreto, espera a publicação da determinação da prefeitura.

“São poderes distintos. Mas vamos aguardar para ver”, afirma, sem dizer se tomará providências.

Ontem, o secretário de Recursos Humanos, Carlos Umberto Rossi, chegou a informar que após o decreto do prefeito Miguel Haddad ser publicado, o caso seria configurado como nepotismo cruzado e a exoneração de Alba Maria seria necessária.
Contudo, mais tarde, o vice-prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB), esclareceu que a determinação só atinge o Executivo.

“Nada impede que a mulher de algum secretário seja contratada lá [na Câmara]”, afirma.

O presidente Iprejun, João Figueredo, foi procurado para comentar o caso, mas não foi encontrado.
O vereador Paulo Sérgio Martins também não foi localizado, porque está em viagem de férias.


‘Se for preciso, serei exonerada’
Alba Maria Prado Côrrea Figueiredo diz que obteve a confirmação das consultorias jurídica do Legislativo e da prefeitura de que não havia problema na sua contratação.

Ela destaca que foi convidada por Paulo Sérgio e que é a primeira vez que trabalha na Câmara de Jundiaí.

“Mas se eu tiver que ser exonerada por ser mulher do João Figueiredo e me enquadrar no nepotismo, não vejo problemas ”, afirma.

“Fui chamada sem que tenha havido qualquer tipo de troca de favores.”

Desde o ano passado, a prefeitura busca se enquadrar na súmula antinepotismo. Em setembro, o prefeito Ary Fossen (PSDB) publicou um decreto proibindo a contratação de parentes de agentes políticos. Miguel Haddad, para complementar, estendeu a determinação para parentes de vereadores.

Já na Câmara a contratação de parentes de vereadores é proibida desde 2007.

fonte: BOMDIA