terça-feira, 11 de agosto de 2009

Nova vila de casas tenta resolver impasse de túnel

Terça-feira, 11 de agosto de 2009 01:47
Proposta de ampliação da Vila Graff é alternativa para desapropriações

José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA

Uma nova vila de casas, expandindo a Vila Graff em direção à Vila Liberdade (nas proximidades da antiga fábrica Fleischmann Royal), é a alternativa da prefeitura para as desapropriações exigidas pelo túnel planejado para ligar a região da Ponte São João ao Centro de Jundiaí.

De acordo com o secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Jaderson Spina, essa opção está em discussão com o Ministério Público porque as normas constitucionais exigem o paga mento em dinheiro.

“Estamos olhando com cuidado a questão social, em uma vizinhança de muitas décadas”, afirma Spina.

Um quarteirão na rua Antonio Mendes Pereira, na Vila Graff, e outro na rua Alessio Zomignani, na Ponte São João, estão no trajeto viário criado pelo túnel, ligando a avenida União dos Ferroviários com a avenida marginal do córrego da Colônia.

O projeto inclui a negociação com a ALL Logística para a recuperação da antiga estação central da Companhia Paulista, de 1872, depois parte do conjunto arquitetônico do viaduto São João. E o uso do extinto pátio de manobras, entre o terreno previsto para a vila e o museu ferroviário, como uma futura Praça do Povo.

Entenda a polêmica
O projeto do túnel foi apresentado aos moradores da área afetada em maio. A preocupação deles era ter de se mudar para um bairro distante, após a desapropriação, por isso a vila é a alternativa para permanecerem na região da Ponte

Imóveis têm valor sentimental
As distorções do mercado, onde histórias vividas valem pouco em relação ao imóvel novo, ainda devem gerar polêmicas.

“Eu não venderia minha casa para viver em uma casa igual ou pior. Se a proposta for essa, terá que ser boa”, afirma Edna Xavier.

Seu filho Enio, 17 anos, nasceu na Vila Graff e afirma que prefere a alternativa sem desapropriações estudada pelo PT. Mas essa pede uma passagem de nível sobre os trilhos, que pode ser inviabilizada por projeções futuras de aumento dos trens de carga.

Eles citam as festas juninas da rua ou as “excelentes mexericas” distribuídas por um vizinho como valores difíceis de aval iar.

A mesma dificuldade tem a prefeitura, onde a construção de casas novas tende a ser avaliada em níveis superiores aos de casas antigas, como na visão convencional do mercado.

A busca da manutenção da vizinhança, entretanto, é elogiada pelos moradores. “Temos tido muitos técnicos visitando o bairro. Esperamos que, se for o rumo, sejamos consultados para o projeto das casas”, diz Edna.

fonte: BOMDIA

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