Roberta de Sá
Cinco pessoas foram exoneradas ontem pelo prefeito Ary Fossen por se enquadrarem na súmula antinepotismo. As demissões foram publicadas na “Imprensa Oficial”.
Os cortados são irmãos, sobrinho e filho de secretários municipais e até do vice-prefeito, Juca Chaves Rodrigues (veja quadro ao lado).
O Executivo diz, por meio da assessoria de imprensa, que os primeiros casos de parentesco com agentes políticos foram descobertos em um balanço prévio.
As outras exonerações, no entanto, ocorrerão após a análise feita por uma comissão formada pela Secretaria de Recursos Humanos nos questionários, onde os comissionados tiveram que responder se têm parentes no Paço Municipal.
O prazo para a entrega dos formulários venceu ontem. Mas a prefeitura só divulgará um balanço dessa ação inicial prevista em decreto publicado em setembro, na próxima segunda-feira à tarde.
Depois, a comissão tem mais 30 dias para levantar os outros funcionários que poderão de ser exonerados.
Cerco do MP provoca medida
A prefeitura só iniciou as exonerações após pressão do Ministério Público, embora não admita.
Há cerca de duas semanas, o promotor Fauzi Chorkr pediu providências ao Executivo e determinou que fosse usada a lista antiga com as informações dos comissionados para fazer as demissões.
O MP também chegou a ameaçar processar o Executivo por improbidade administrativa.
As Secretarias de Negócios Jurídicos e Recursos Humanos tentaram marcar reunião com o promotor, o que ainda não conseguiram. Eles queriam pedir ao MP para esperar o cumprimento do decreto publicado pelo prefeito Ary Fossen.
Mas ontem, a decisão foi por adiantar algumas exonerações. Contudo, a prefeitura diz que a medida não foi por temer processo.
“A prefeitura não teme ser processada porque tem cumprido corretamente a súmula que o próprio Executivo decretou.” Desde o final de 2006, os casos de nepotismo na prefeitura são investigados pelo MP.
Há mais casos, diz oposição
Cinco exonerações são pouco na opinião da vereadora Marilena Negro (PT), que já denunciou vários casos de nepotismo ao Ministério Público.
“Tem muito mais gente. Com o decreto, querem ganhar tempo para os parentes ficarem mais”, diz.
Levantamento feito pelo BOM DIA em 2007 identificou 11 funcionários de confiança parentes de agentes políticos.
Na lista, além dos nomes dos cinco demitidos ontem, estava a nora do prefeito Ary Fossen, Aide Fossen, e Arnaldo Mohor Júnior, irmão da primeira-dama Marialice Fossen.
Os 11 correspondem a praticamente 2% dos 459 comissionados.
No mês passado, o secretário de Negócios Jurídicos, Amauri Gavião, disse que acreditava que, pelo menos, 2% dos funcionários se enquadrariam na súmula antinepotismo.
Os cortados são irmãos, sobrinho e filho de secretários municipais e até do vice-prefeito, Juca Chaves Rodrigues (veja quadro ao lado).
O Executivo diz, por meio da assessoria de imprensa, que os primeiros casos de parentesco com agentes políticos foram descobertos em um balanço prévio.
As outras exonerações, no entanto, ocorrerão após a análise feita por uma comissão formada pela Secretaria de Recursos Humanos nos questionários, onde os comissionados tiveram que responder se têm parentes no Paço Municipal.
O prazo para a entrega dos formulários venceu ontem. Mas a prefeitura só divulgará um balanço dessa ação inicial prevista em decreto publicado em setembro, na próxima segunda-feira à tarde.
Depois, a comissão tem mais 30 dias para levantar os outros funcionários que poderão de ser exonerados.
Cerco do MP provoca medida
A prefeitura só iniciou as exonerações após pressão do Ministério Público, embora não admita.
Há cerca de duas semanas, o promotor Fauzi Chorkr pediu providências ao Executivo e determinou que fosse usada a lista antiga com as informações dos comissionados para fazer as demissões.
O MP também chegou a ameaçar processar o Executivo por improbidade administrativa.
As Secretarias de Negócios Jurídicos e Recursos Humanos tentaram marcar reunião com o promotor, o que ainda não conseguiram. Eles queriam pedir ao MP para esperar o cumprimento do decreto publicado pelo prefeito Ary Fossen.
Mas ontem, a decisão foi por adiantar algumas exonerações. Contudo, a prefeitura diz que a medida não foi por temer processo.
“A prefeitura não teme ser processada porque tem cumprido corretamente a súmula que o próprio Executivo decretou.” Desde o final de 2006, os casos de nepotismo na prefeitura são investigados pelo MP.
Há mais casos, diz oposição
Cinco exonerações são pouco na opinião da vereadora Marilena Negro (PT), que já denunciou vários casos de nepotismo ao Ministério Público.
“Tem muito mais gente. Com o decreto, querem ganhar tempo para os parentes ficarem mais”, diz.
Levantamento feito pelo BOM DIA em 2007 identificou 11 funcionários de confiança parentes de agentes políticos.
Na lista, além dos nomes dos cinco demitidos ontem, estava a nora do prefeito Ary Fossen, Aide Fossen, e Arnaldo Mohor Júnior, irmão da primeira-dama Marialice Fossen.
Os 11 correspondem a praticamente 2% dos 459 comissionados.
No mês passado, o secretário de Negócios Jurídicos, Amauri Gavião, disse que acreditava que, pelo menos, 2% dos funcionários se enquadrariam na súmula antinepotismo.
fonte: BOMDIA
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